Posts tagged ‘sonegação’

dezembro 1, 2016

Securitização dos créditos públicos. Assalto ao tesouro

Edison Farah

01 de dezembro de 2016

Diletos, no link assistam uma exposição sobre a securitização dos créditos tributários promovida pela UNAFISCO.

Garanto que ficarão perplexos. Horrorizados. E muito tristes.

Como se percebe, com clareza, temos neste pais um poder legislativo nas 3 esferas, mancomunado com o Executivo, que perpetram e aprovam, abertamente, projetos que caraterizam sem dúvida crimes de lesa-pátria, saques ao tesouro, com uma desfaçatez escandalosamente cínica.

Se o funcionalismo estável, se as carreiras de estado responsáveis pelo gerenciamento do pais não tiverem descortino e coragem para reagir, esclarecendo nossa opinião pública que é culturalmente incapaz de compreender a sutileza dos golpes contra o erário e o patrimônio público, sem dúvida não há qualquer futuro digno para o Brasil.

Caminhamos aceleradamente para uma republiqueta definitivamente dominada por gangsteres, como, aliás, temos tidos comprovações diuturnas nestes tristes tempos que aqui estamos vivendo.

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outubro 20, 2016

Substituição Tributária aumenta prêmio por sonegação

Alexandro Afonso

A ampliação da Substituição Tributária em São Paulo a partir de 2008 foi duramente atacada pela indústria por aumentar a necessidade de fluxo de caixa, impactando em maior custo financeiro, e os custos de conformidade, dinheiro gasto com profissionais e procedimentos para atender a uma legislação nada simples. Passados anos da ampliação quase não se ouve falar nos problemas abordados inicialmente enquanto a arrecadação real de São Paulo com o ICMS cai continuamente em níveis muito piores do que o PIB do Estado, mês após mês. Neste artigo vamos abordar um aspecto interessante da Substituição Tributária: o alto incentivo à sonegação.

Em um caso hipotético uma indústria vende um produto e emite a Nota Fiscal com o valor de R$ 200,00. Integram esse valor os custos (totais, diretos e indiretos) de R$ 130,00, o ICMS de R$ 36,00 e o lucro de R$ 34,00. Para fabricar tal produto a empresa gastou R$ 100,00 em matérias primas que lhe renderam crédito de R$ 18,00 de ICMS. Na apuração da empresa restou saldo a pagar no valor de R$ 18,00.

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setembro 29, 2016

Unafisco irá ao STF contra nova repatriação de recursos

Associação aponta omissão da Receita Federal

A Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) ameaça acionar o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o Congresso Nacional aprove a flexibilização da lei de repatriação que permite a regularização de dinheiro enviado ilegalmente ao exterior. Em nota de repúdio, a Unafisco classifica de desfaçatez a tentativa de parlamentares de aprovar mudanças na lei permitindo a redução da tributação que é cobrada pela Receita em troca da regularização do dinheiro não declarado.

Para o sindicato, a intenção da Câmara dos Deputados em ampliar os benefícios de quem sonegou revela que o ajuste fiscal serviu apenas de pretexto para justificar a lavagem de um dinheiro de origem muitas vezes ilícitas, como corrupção e tráfico. O sindicato critica a omissão da Receita e informa que vai entrar com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF. Os auditores alertam que a mudança na lei vai derrubar a arrecadação prevista com o programa. O governo conta com esse dinheiro para atingir a meta fiscal em 2016.

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junho 8, 2016

Auditores fiscais protestam em Minas

Eles manifestam contra a sonegação e a alta carga tributária

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fevereiro 11, 2016

Oito maneiras de os milionários pagarem menos impostos

Muitos dos “truques” usados pelos ricos estarão no limite da legalidade

INFLUENCIAR OS LEGISLADORES
Há muito que se discute a influência dos consultores e grandes sociedades de advogados na elaboração das leis fiscais em Portugal, que são da responsabilidade do Governo e do Parlamento. O ex-diretor-geral da AT, Azevedo Pereira, pôs o dedo na ferida, ao denunciar as pressões que alguns contribuintes exercem sobre os legisladores para que estes alterem as leis a seu favor.

APROVEITAR AS BRECHAS E OS ALÇAPÕES DA LEI E FAZER PLANEJAMENTO FISCAL AGRESSIVO COM A AJUDA DE CONSULTORES ESPECIALIZADOS
A denúncia é feita pelas autoridades tributárias e não é só em Portugal. Em Inglaterra, o fisco recruta regularmente quadros nas maiores consultoras (conhecidas por “big four”), cobrindo-lhes o salário, para aprender alguns dos truques no limite da legalidade que permitem aos clientes pagar menos impostos. “Cá, é o setor público que perde quadros para o privado”, garante uma fonte da AT.

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novembro 22, 2015

Cavalos de raça subfaturados na importação

Um único exemplar pode custar um milhão de euros

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A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram a Operação Sangue Impuro, de combate a fraudes na importação de cavalos. Foram cumpridos 3 mandados de prisão, 36 mandados de busca e apreensão, 15 mandados de condução coercitiva e 5 de sequestro de bens. A operação conta com 48 auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal e alcança 16 cidades de 6 estados. No Aeroporto de Viracopos foram presos 2 funcionários e 2 despachantes aduaneiros suspeitos de participar do esquema.

As investigações começaram em 2012, quando auditores-fiscais da Receita Federal detectaram indícios de subfaturamento na importação de cavalos, especialmente aqueles destinados a competições nacionais e internacionais. Em um dos casos, o valor declarado pelo animal era de 20 mil euros (cerca de R$ 80 mil), mas a fiscalização detectou que o valor do animal era de 110 mil euros (aproximadamente R$ 440 mil).

Além de apresentarem valores declarados muito inferiores aos pagos pelos cavalos, muitas das importações eram realizadas por meio de laranjas, com o objetivo de ocultar os reais beneficiários da operação. O mercado de comercialização desse tipo de animal não envolve apenas empresas, mas também pessoas físicas de grande poder econômico […] Saiba mais

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O ralo da sonegação

Fisco paulista combate fraude com autuação de R$ 1 bilhão

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outubro 6, 2015

O ralo da sonegação

Evasão fiscal somará R$ 500 bilhões só neste ano

Se apostasse na fiscalização e fechasse o cerco sobre os sonegadores, o governo, em vez de taxar ainda mais os brasileiros propondo o retorno da famigerada CPMF, poderia disciplinar suas contas sem cobrar um centavo a mais em impostos do contribuinte. Segundo levantamento do Sinprofaz, o Brasil perderá mais de meio trilhão de reais por causa da sonegação de impostos só neste ano. O valor seria suficiente para cobrir 16 vezes o rombo de R$ 30,5 bilhões estimado pelo governo para o orçamento de 2016. O total é também 15 vezes maior que a expectativa de arrecadação com a nova CPMF – que, segundo o governo, pode chegar a R$ 32 bilhões, caso a contribuição seja mesmo aprovada – e 19 vezes maior que o corte de R$ 26 bilhões nas despesas públicas, que inclui as polêmicas suspensões do reajuste salarial dos funcionários públicos e da realização dos concursos públicos.

Não bastasse isso, o governo deixará de arrecadar R$ 271 bilhões só com renúncia fiscal – isenções de tributos que o governo concede a determinados setores econômicos com o objetivo de estimular a atividade.

Para o procurador da fazenda Achilles Linhares de Campos Frias, presidente do Sinprofaz, o governo deveria atuar para combater a sonegação, mas age como se a incentivasse. Ele explica que há uma insistência, por parte da administração federal, em manter os órgãos de combate à sonegação em déficit de pessoal e de tecnologia:

Os sonegadores estão anos à frente dos investigadores e dos cobradores […] Saiba mais

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Caixa 2 – Desvio de R$ 200 milhões por industria

Mais uma máfia na gestão tributária nacional?

Operação desmonta esquema de R$ 250 milhões

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julho 10, 2015

A quem interessa um fisco sem autonomia?

Miriam Arado

A sonegação, como a história demonstra, é a ferramenta tradicional dos chamados “crimes do colarinho branco”. Escândalos recentes levantados pela Operação Lava-jato ou pelas investigações sobre a Fifa e a CBF comprovam a importância fundamental da determinação de “detalhes” fiscais indevidos para que varreduras completas sejam promovidas, prisões sejam decretadas e uma centelha de esperança na justiça paire sobre a sociedade.

A Administração Tributária é que garante a correta arrecadação dos tributos e trabalha para que os tais “detalhes” sejam cumpridos de maneira clara e objetiva evitando, assim, que cifras milionárias sejam desviadas do seu propósito inicial, que é a formação de recursos para serem aplicados em políticas públicas para suprir as necessidades dos cidadãos, que são os verdadeiros donos desses recursos.

Hoje, mesmo sem as condições ideias, o trabalho do fisco vai além da arrecadação e gera provas concretas para que o Ministério Público e o Judiciário possam trabalhar. Um exemplo é a “Operação Yellow”, idealizada e executada pelos agentes fiscais de rendas e que auxiliou na redução da sonegação e da prática do crime organizado […] Saiba mais

* presidente do Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas (Sinafresp)

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julho 9, 2015

Fisco paulista combate fraude com autuação de R$ 1 bilhão

140  fiscais atuaram na Operação ‘Sucata Fria’

Onze empresas do Vale do Paraíba, maiores contribuintes do setor de metais não ferrosos de São Paulo, foram alvo de ação de Secretaria da Fazenda na última terça-feira (7). A apuração teve início em 2013 e aponta que, no período, essas empresas da região teriam feito operações irregulares de mais de R$ 5 bilhões e, com isso, deixaram de pagar R$ 600 milhões em ICMS ao Fisco.

Segundo a pasta, essas fraudes consistiam no uso de documentos fiscais de empresas de outros Estados e emissão de notas fiscais frias para acobertar a venda de mercadorias sem nota fiscal.

A suspeita é que, no caso das notas fiscais interestaduais, de operações fictícias envolvendo empresas ‘laranja’, as mercadorias sequer saiam do Estado de São Paulo, mas créditos ‘frios’ de ICMS eram gerados às indústrias da região. Esses créditos eram abatidos de outras transações que envolviam o pagamento do imposto ao governo […] Saiba mais

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AFRs apreendem mais de R$ 500 mil com empresário

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Empresários são condenados por sonegação de R$10 mi

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julho 4, 2015

Caixa 2 – Desvio de R$ 200 milhões por industria

Tudor foi alvo de operação da Receita Federal, PF e MP

Uma indústria do segmento de baterias com atuação em todo o território nacional, que tem uma das sedes em Bauru, é suspeita de desviar 38% do faturamento total, para “caixa 2”. O suposto esquema da Tudor Baterias foi descoberto pela Receita Federal do Brasil (RFB). A operação Água Viva (Polo Negativo) foi deflagrada após três anos de investigação por parte da Receita, na cidade mineira de Governador Valadares, onde funciona a outra sede da empresa. Lá, o diretor e um técnico de informática foram presos temporariamente (os nomes não foram divulgados pelos responsáveis da ação).

Durante a investigação, teria sido possível comprovar que a prática estava disseminada na organização e era feita à margem dos registros oficiais, sendo, inclusive, acompanhada pelos principais sócios. Além disso, há indícios de que o suposto esquema funcionasse há aproximadamente cinco anos com o uso de sistemas informatizados paralelos para o controle do “caixa 2”, cuja metodologia ainda será apurada. Inclusive, o auditor fiscal Renato Santos de Oliveira aponta que os vendedores eram orientados a subfaturar ou reutilizar as notas fiscais

Dentro do sistema, havia uma contabilidade paralela e tal artifício ardiloso, uma hora ou outra, acaba descoberto” […] Saiba mais

junho 4, 2015

Neymar recebe cartão amarelo do Fisco

Craque recebe representação fiscal para fins penais da Receita Federal de Santos

Tecnicamente, trata-se de uma medida que identifica e relaciona o patrimônio do contribuinte para pagar uma dívida com a Receita. Isso significa que parte dos bens de Neymar e de sua família, como imóveis, carros e iate, está sob monitoramento do Fisco. A tal representação fiscal para fins penais, feita pelos técnicos da Receita em Santos, será analisada pelo Ministério Público Federal.

Há três semanas, a Justiça espanhola levou ao banco dos réus Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona, e seu antecessor, Sandro Rosell, além do próprio clube catalão, como suspeitos de terem praticado irregularidades fiscais na contratação de Neymar. Esses crimes, segundo os promotores espanhóis, resultaram na sonegação fiscal de € 13 milhões.

Incomodada com os questionamentos e pedidos de documentos feitos pela Receita, a N & N entrou em junho do ano passado com um recurso contra a Delegacia da Receita Federal em Santos. Não conseguiu brecar a investigação. Ao menos dois auditores da Receita estão dedicados a esmiuçar as contas do craque do Barcelona, e as empresas que são administradas pelo seu pai, Neymar da Silva Santos, como a N & N Consultoria Esportiva e Empresarial e a N&N Administração de Bens, Participações e Investimentos […] Saiba mais

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Messi será julgado por evasão fiscal

Wesley Snipes foi preso por sonegação fiscal

Uli Hoeness foi preso por evasão fiscal

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março 30, 2015

Mais uma máfia na gestão tributária nacional?

edisonf2webpEdison Farah

Vira e mexe explodem escândalos  nas instituições fiscais.
Será que isso é devido sempre somente à perversa tendencia de alguns elementos  à corrupção???
Ou será que o ridículo, disfuncional, injusto e falacioso Sistema Tributário Nacional,  seja a causa primeira que induz e facilita tanta bandalheira???
Aos operários do fisco para meditação: “Máfia que desviava bilhões com fraudes em julgamentos tributários espõe ‘gestapo fiscal’ contra contribuintes

AspasA[ por Jorge Serrão ] Mensalão, Petrolão, Impostão – cada escândalo consegue superar o anterior em sofisticação e quantidade de bilhões em roubalheiras. Neste cenário de corrupção estrutural, onde a máquina estatal funciona como uma “gestapo” que extorque o cidadão-eleitor-contribuinte, alguém consegue ainda ficar surpreso quando a Polícia Federal lança a Operação Zelotes, a fim de desarticular uma organização suspeita de roubar R$ 19 bilhões dos cofres públicos, fraudando julgamentos de processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda?

Tal aberração é “normal” em um Brasil que tem em vigor 92 impostos, taxas ou contribuições. O Estado Capimunista tupiniquim promove um confisco mensal através do “Imposto de Renda”. A tungada na fonte, sem defesa, sobre os salários ajuda a piorar a situação do bolso de quem sofre com o “aumento real do custo de vida” ou “perda do poder de compra”. O modelo inferniza a vida de quem precisa consumir, pagar as contas obrigatórias do mês ou quitar empréstimos a juros absurdos cobrados por bancos e cartões de crédito. Ferra até o governo – sem recurso previsto no orçamento até para o IBGE fazer a contagem da população brasileira…

A tributação média sobre o consumo chega a 49%. Vale para pobres ou para ricos. Produzir, sem a tentação de sonegar, é quase impossível. Somos penalizados por seis terríveis impostos sobre bens e serviços: IPI, Cofins, PIS, Cide, ISS e ICMs. Lucrar no Brasil é considerado um pecado mortal para o empresário. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre Lucro Líquido confiscam a lucratividade. Quem trabalha e produz é penalizado e perseguido pelo Estado. No jogo de extorsão, as máfias se reproduzem – como a que foi pega agora, que atuava desde 2005, só foi investigada a partir de 2013 e começa a ser enquadrada pelo Ministério Público neste 2015 pródigo em escândalos […] Continue lendoAspasF

farah.edison@gmail.com

PERFIL e ARTIGOS de EDISON FARAH

março 8, 2015

Os Barões ladrões

jfrancisconewJoão Francisco Neto

“Para manter seus negócios, valia tudo: suborno, picaretagem, sonegação de impostos, etc.”

Os sucessivos e intermináveis escândalos de corrupção a que diariamente assistimos passam a impressão de que o Brasil, além de ser uma terra abençoada por Deus, seria também o paraíso mundial da corrupção. No mundo inteiro sempre houve, e ainda há, muitos corruptos; a diferença é que em certos lugares eles são alcançados pela lei e exemplarmente punidos. A propósito, vejamos o texto abaixo, cujo título – “barões ladrões”- refere-se a uma conhecida expressão que povoa o imaginário popular dos Estados Unidos, e faz parte da história daquele país, integrando um capítulo recheado de muita imaginação, intrigas, mistérios, golpes, corrupção, imensas fortunas, etc. Após a Guerra Civil (1861-1865), os Estados Unidos assistiram à ascensão de uma nova classe de homens empreendedores, que, em pouco tempo, ficariam riquíssimos – hoje, seriam bilionários. Eram empresários que atuavam em diversos setores, todos estratégicos e vitais para o crescimento do país: ferrovias, portos, petróleo, mineração, aço, bancos, navegação marítima, entre outros. Com o tempo, passaram a ser chamados de “barões ladrões” (robber barons, em inglês), devido ao assombroso crescimento de suas fortunas, havidas por métodos nada ortodoxos. Por meio de esquemas combinados com políticos e autoridades governamentais, esses empresários conseguiam montar verdadeiros monopólios de seus negócios.

Para isso, valia tudo: a aniquilação da concorrência, muito suborno, corrupção, picaretagem, chantagem, altos índices de sonegação de impostos, exploração dos empregados, violência física, etc. […] Continue lendo

janeiro 12, 2015

O retorno do xerife à Receita Federal

Sonegação é crime, e onde há corrupto há corruptor

Anunciado na segunda-feira 5, durante a posse do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, é um velho conhecido do Fisco e mais um nome do segundo governo Dilma Rousseff que o PT não digere. Secretário da Receita entre 2003 e 2008, Rachid chegou ao comando do órgão no primeiro mandato de Lula chancelado pelo antecessor Everardo Maciel, que esteve à frente da Receita durante o governo FHC.

A volta do xerife da Receita ocorre num momento em que o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, acena para um possível aumento de impostos. Durante sua posse, Levy afirmou:

Possíveis ajustes em alguns tributos também são considerados. Ajuste nos tributos será feito principalmente para aumentar poupança doméstica”

Como parte da nova política de ajuste fiscal, o Palácio do Planalto e a equipe econômica recém-empossada estudam, por exemplo, tentar a volta da CPMF. Em 2007, em meio às discussões sobre o fim da CPMF, Rachid foi um defensor ferrenho da manutenção do tributo. O novo secretário da Receita também é conhecido pela “tolerância zero” com a sonegação fiscal. Ele rejeita a tese de que a sonegação é produto da alta carga tributária e da complexa legislação. Rachid compara o argumento de que “se precisa sonegar para sobreviver” ao de que se deve “matar para comer”. “Sonegação é crime, e onde há corrupto há corruptor”, costuma dizer […] Saiba mais

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dezembro 14, 2014

Fisco investiga esquema de sonegação no Habib’s

Denúncia partiu de franqueado da rede no Rio Grande do Sul

A operação Flex Food, que investiga a rede de fast-food Habib’s por sonegação fiscal, confirmou três tipos de fraude: subfaturamento das notas de entrada, venda sem documentação fiscal e a classificação de produtos em desacordo com a legislação (para tributação menor).

Um ex-franqueado deu detalhes do esquema de sonegação que presenciou há 12 anos. Segundo ele, os candidatos a franqueados, depois de uma criteriosa seleção, passavam por um treinamento em que era explicado o caminho para se alcançar a alta rentabilidade prometida:

Eles garantiam os 20% de rentabilidade, desde que você sonegasse

Segundo o ex-franqueado, Alberto Saraiva, em geral, um dos caixas das lojas não era ligado ao Fisco. Se o franqueado vendia R$ 5 mil no dia, ele declarava R$ 3 mil ao Fisco e sonegava R$ 2 mil. Além disso, todas as segundas-feiras, segundo a fonte, uma pessoa enviada pela holding passava nas lojas para pegar o dinheiro, em espécie, referente aos chamados royalties […] Saiba mais

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dezembro 2, 2014

Operação desmonta esquema de R$ 250 milhões

Jairo Cláudio Rodrigues pode ser o maior sonegador do ramo atacadista de Minas Gerais

A força-tarefa integrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Secretaria de Estado de Fazenda e a Polícia Civil apuraram que um grupo atacadista do ramo de alimentos contava com diversas empresas-satélite. Chamadas pelos membros da organização de empresas parceiras, elas eram, na verdade, empresas de fachada usadas pelo esquema para simular operações comercias de modo a afastar a responsabilidade tributária dos verdadeiros contribuintes.

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O esquema – A fraude funcionaria, principalmente, com emissão de notas falsas e subfaturadas. As sonegações eram feitas em três modos. No primeiro, apelidado de Diamante, as empresas vendiam produtos sem qualquer nota fiscal aos clientes. Na segunda, apelidada de Ouro, elas comercializavam parte da mercadoria com nota e outra sem. Na terceira, que seria a mais usual e chamada de Especial, a rede atacadista estaria usando empresas de fachada em vários Estados do país para não pagar o ICMS.

Segundo o promotor Renato Froes:

São pelos menos 20 empresas que, em muitas vezes, ficam instaladas em somente uma sala, para entrega de correspondências. Essas empresas que não existem, na prática, arcam com a responsabilidade tributária […] Saiba mais

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