Posts tagged ‘política’

setembro 9, 2017

Presidente do Sinafresp filia-se ao PTB

Deputado Campos Machado adicionou

O Presidente do SINAFRESP – Sindicato dos Agentes Fiscais de Renda do Estado de São Paulo, Alfredo Portinari Maranca, é o mais novo filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro. O presidente estadual e secretário-geral nacional do PTB, deputado Campos Machado abonou a ficha de filiação deste grande líder dos Servidores Públicos paulistas.

O presidente Maranca está à frente de uma entidade com 90% dos profissionais sindicalizados, um recorde nacional. São mais de 5.000 Agentes Fiscais de Rendas.

Uma grande honra receber o Maranca no PTB, o Partido com mais história nesse país. Ele, que é um homem totalmente dedicado à sua categoria, e com uma trajetória de muitas lutas e conquistas, tem sido um verdadeiro general nessa batalha pela aprovação da PEC 05, que vai corrigir uma das maiores injustiças contra os servidores do Estado”, afirmou Campos Machado.

 

janeiro 14, 2017

Democratas e Republicanos

João Francisco Neto

“Os dois partidos estarão sempre a postos para defender os interesses americanos, a qualquer custo – custo para os outros, é claro”

A surpreendente eleição de Donald Trump reforçou o interesse e a curiosidade que o mundo todo dedica aos Estados Unidos, sempre que entram em disputa eleitoral os democratas e os republicanos. De fato, o complexo sistema eleitoral norte-americano passa a impressão de que lá existem apenas esses dois partidos políticos. Na verdade, existem outros, que até lançam candidatos à eleição presidencial, porém eles nunca têm chance, pois tudo está montado para uma disputa bipartidária. O mais antigo é o Partido Democrata, fundado em 1836, pelo presidente Andrew Jackson (1767-1845), embora suas raízes estejam nos ideais do antigo partido republicano fundado em 1792, por Thomas Jefferson (1743-1826), que, além de ter sido o 3º presidente, é considerado um dos mais influentes “Pais Fundadores” da nação americana.

Originalmente, os democratas não eram lá tão democráticos, assim. Ao contrário, tinham um perfil conservador e apoiavam abertamente a manutenção da escravatura. Aliás, nesse ponto, os americanos eram iguais aos gregos: escreviam belos textos sobre a liberdade e a democracia, desde que isso não incluísse os escravos. Na Guerra Civil americana, os democratas estavam ao lado dos Estados sulistas, que foram à guerra para manter a escravidão negra.

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março 13, 2016

Fim de linha

João Francisco Neto

em meio a tudo, um mar de denúncias de corrupção que envolvem as principais empresas do País

Nos últimos anos, o Brasil tem sofrido com um drama político institucional, o chamado “presidencialismo de coalizão”, em que o presidente da República, para governar, torna-se praticamente refém do Congresso Nacional. Teoricamente, no regime presidencialista há mecanismos de controle mútuo para impedir que um poder se sobreponha ao outro, conforme prevê a clássica teoria dos freios e contrapesos, originária do federalismo norte-americano. Ocorre que, no Brasil, para fazer o governo andar o presidente da República tem de fazer alianças com os mais diversos partidos, que formarão a tão (mal) falada “base aliada”. São tantas as alianças, que, como se diz, o governo acaba vendendo a alma para o diabo, e, ainda assim, não consegue levar adiante os seus projetos. Na maioria das vezes, os partidos aliados não têm nenhum compromisso com a boa realização dos programas de governo; lá estão apenas para se apoderar de uma fatia do poder.

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novembro 9, 2015

Políticos profissionais

jfrancisconewJoão Francisco Neto

“Convém ressaltar que o ambiente sindical também não está imune às mazelas dessa natureza”

Existe um tipo de político que nunca desiste, mesmo que sofra seguidas derrotas eleitorais. No fundo, o povo os vê com desprezo, tanto que, em linguagem popular, costuma-se dizer que não querem “largar o osso”.  Em geral, só param com a morte. Não é necessário citar o nome de nenhum deles, pois são figuras amplamente conhecidas por todos. Muitos já têm idade avançada e, por conta disso, vale perguntar: por que razão não abandonam de vez a atividade política, para cuidar de si mesmos e de seus interesses particulares?

Muitos desses homens passam um longo período da vida apenas na expectativa de retornar ao poder; outros se remoem, abatidos por seguidas derrotas eleitorais. Alguns, por já terem ocupado altas posições no governo, não conseguem encontrar um lugar confortável para passar o tempo, entre uma eleição e outra. Outros são como almas penadas no limbo, que amargam frustrações, invejando quem está no poder, justamente para onde desejam avidamente retornar. Para esses homens (e mulheres!), a vida se resume ao poder de um cargo político. O povo tem um nome para eles: são os “políticos profissionais”, que em períodos eleitorais reaparecem como fantasmas para a população […] Continue lendo

março 15, 2015

Política e oportunismo

jfrancisconewJoão Francisco Neto

“O político oportunista é como se fosse um Janus, um deus da mitologia greco-romana que tinha duas caras”

Como todos sabemos, existe gente oportunista por todos os lados. Infelizmente. Essa deformação do caráter humano causa profundas mágoas e ressentimentos em todos nós; afinal, o oportunista é uma espécie de traidor da nossa boa-fé e confiança, fatos que, por vezes, só descobrimos muito tempo depois. Embora o oportunismo esteja por toda parte, há uma área em que ele fica mais evidenciado, que é a política.

Há muitos políticos que não pensam nem duas vezes para mudar de partido, obviamente para atender aos seus interesses mais imediatos, digamos. E o programa do antigo partido que ele jurava defender e cumprir? E os seus eleitores que, esperançosos, confiavam nele, votando e elegendo-o quando ele ainda defendia o ideário do outro partido? Sem a menor cerimônia, tudo isso será simplesmente mandado às favas no primeiro momento em que o politico oportunista vislumbrar uma nova situação que melhor satisfaça aos seus interesses, nem sempre confessáveis. Nesse campo, o oportunismo não fica só nisso, não. Existe uma espécie muito comum de político que, ao se candidatar, vira outra pessoa […] Continue lendo

novembro 28, 2014

Sobre o secretariado de Alckmin

Governador articula escalação da nova equipe

Alckmin tem tido dificuldade para encontrar nomes técnicos para seu secretariado. O ex-presidente do BNDES Eleazar Carvalho Filho foi sondado para a Secretaria da Fazenda, no lugar de Andrea Calabi, mas, por ora, não demonstrou interesse. (Coluna Painel – Folha Poder, 23/11/14)

O novo secretário da Fazenda de Geraldo Alckmin não virá de fora nem é uma estrela. No lugar de Andrea Calabi, o governador quer colocar Milton Luiz Melo Santos, hoje titular da agência Desenvolve São Paulo. (Blog Sonia Racy – Estadão, 26/11/14)

Geraldo Alckmin convidou a secretária de Planejamento de Minas Gerais para integrar seu governo, na área de gestão. O tucano quer anunciar práticas de modernização administrativa no novo mandato. Renata Vilhena, que foi adjunta no governo de Aécio Neves e depois assumiu como titular da pasta na gestão de Antonio Anastasia, ainda não decidiu se aceita o convite ou se vai para a iniciativa privada. (Coluna Painel – Folha Poder, 21/11/14)

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[Charge] da Série “Promessas de Campanha”

Cronologia do descaso

Um passo atrás com a reeleição de Alckmin…

Alckmin, Sinafresp e AFR’s

julho 10, 2014

O vale-tudo eleitoral

jfrancisconewJoão Francisco Neto*

Candidatos amorfos, candidaturas sem caráter, traição para todos os lados

A lei prevê que, oficialmente, a campanha eleitoral se inicie a partir do dia 06-07-2014, mas, na prática, todo mundo já percebeu que as coisas estão correndo soltas há muito tempo. Aí estão os acordos, as alianças e os conchavos eleitorais de que se ocupam os políticos quase que em tempo integral, fazendo aquilo que consideram sua missão mais importante: a tomada do poder, ou, para os que já chegaram lá, a perpetuação no cargo. Para isso não há limites:

são acordos imorais que unem antigos inimigos; são negociatas que permitem a coligação de partidos que não têm nenhuma afinidade entre si; são os arranjos estaduais que conflitam com as alianças nacionais, etc.

Nos tempos que antecedem as eleições, instala-se no país um verdadeiro vale-tudo eleitoral em que a principal moeda de troca são os preciosos minutos da propaganda eleitoral “gratuita”, no rádio e na TV. Daí ninguém mais estranhar que o povo não se sinta mais representado pela maioria dos políticos que, no poder, tratam de representar os seus próprios interesses e, quando muito, os do seu grupo. Quem se der ao trabalho de analisar a fundo o teor das negociações políticas que “viabilizam” determinadas candidaturas pelo Brasil afora ficará estarrecido, para não dizer enojado, mesmo. As transações eleitorais que precedem as eleições nos dão uma clara dimensão no nível de imoralidade em que está mergulhada a política brasileira. Não há ideologias, e tampouco tutela pelo interesse público; o que vale é apenas a conveniência do momento […] Continue lendo

setembro 15, 2012

Promessas x resultados

João Francisco Neto

“por aqui, desde o começo, na nossa vida pública a diretriz política sempre foi servir-se e, raramente, servir”

Em época de campanha eleitoral, os candidatos são pródigos em fazer promessas ao povo. Prometem tudo: moralidade, obras, atenção às comunidades carentes, melhorias na saúde, na educação, na segurança, geração de empregos, etc. São tantas as promessas que a maior parte do povo acaba não acreditando em nada, afinal, segundo a sabedoria popular, quando a esmola é muito grande o santo desconfia. Antigamente, isso tinha um nome sonoro: demagogia; mas, hoje, esta palavra está em franco desuso. Quem se der ao trabalho de ouvir e reunir as promessas de todos os candidatos terá a falsa impressão que, depois das eleições, viveremos num verdadeiro mar de rosas, já que todos os problemas serão enfrentados e resolvidos. Infelizmente, sabemos muito bem que nada disso acontecerá; ao contrário, as coisas pouco se alterarão e tudo ficará como dantes no quartel de abrantes. Vale pesquisar as causas pelas quais isso ocorre. Uma delas não tem nada a ver com a falta de recursos públicos, que existem sim, e não são poucos, pois, como todos sabemos, a carga tributária brasileira é das mais altas. Então, por que motivo, após a eleição, o governante, muitas das vezes, pouco consegue realizar? Já no cargo, muitos dirigentes, como prefeitos, por exemplo, descobrem que não é fácil gastar o dinheiro público. Ao contrário, a gestão de recursos públicos e a operacionalização da despesa pública são atividades bastante complexas, e que exigem a intervenção de pessoal especializado […] Leia o artigo completo

janeiro 25, 2012

FHC diz que Serra perdeu em 2010 por repelir alianças e centralizar decisões

Em entrevista à The Economist FHC diz que sonhou com Lula

Fernando Henrique Cardoso adiciona uma dose mais forte de tempero ao processo político brasileiro, que neste ano leva os eleitores às urnas para a escolha dos futuros prefeitos municipais. FHC toma partido, pela primeira vez em público, em favor do senador mineiro Aécio Neves e pela primeira vez diz o que pensa do ex-governador paulista José Serra, que se considera candidato natural, por direito divino, à presidência da República.

Análise da derrota – Afirma, ainda, que a oposição está presa a uma armadilha. Ele entende que, como a sensação geral de bem-estar beneficia o governo do PT, a saída da oposição será baseada em ideias não-econômicas, como justiça, segurança pessoal, republicanismo versus corrupção, respeito à lei, qualidade de vida.

Em seguida, conta que havia sonhado com o ex-presidente Lula, e que ambos haviam feito uma proposta conjunta de consenso nacional, em torno de questões como energia, educação, criação de infraestrutura, convergências de interesses entre iniciativa privada e governo e como obter um acordo na área ambiental.

Ao entrar na análise da derrota de seu partido na última disputa presidencial, ele acusou José Serra de ter sido arrogante e por isso acabou isolado até mesmo dentro do PSDB. Ele afirma que o PSDB perdeu uma eleição considerada ganha em 2010 – tinha ampla vantagem nas pesquisas, no início da campanha, e acabou perdendo para uma candidata que nunca havia enfrentado as urnas. E responsabiliza diretamente José Serra, acusando-o de repelir alianças e centralizar as decisões.

Ele diz claramente preferir que Serra não insista em nova candidatura, descarta o governador paulista Geraldo Alckmin e afirma explicitamente que o candidato óbvio de seu partido é Aécio Neves.

Fernando Henrique oficializa o apoio do núcleo histórico do PSDB à provável candidatura de Aécio Neves em 2014. Isolado, José Serra terá que apostar no PSD, partido criado pelo prefeito Gilberto Kassab, e entrar na disputa presidencial como uma terceira via […] Leia mais

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janeiro 13, 2012

Prof. Ildo Sauer (Usp) faz denuncia contra José Dirceu

“O ato mais entreguista da história foi o leilão de petróleo para Eike”

Edison Farah

Funcionários públicos deste país,  somos nós acusados pela ruína do Tesouro, enquanto essa escória que se apossou do poder político dilapida a riqueza nacional. Estes são os governos que “salvaram” o Brasil: tudo farinha do mesmo saco, unidos  nos saques à pátria. Com os mesmos atores nos bastidores infiltrados no centro das decisões governamentais.

Como sempre digo, a única  diferença entre PSDB e PT é que o PSDB  é bordel de aristocrata, Café Photô, cortesãs para fidalgos, e o PT é bordel de beira de estrada, putas para caminhoneiros, ou como bem definiu o Roberto Jefferson, o PT socializou a corrupção, fê-la distributivista, e isso os aristocratas não perdoam… A política do PSDB é sempre de aparências: “A mulher de Cesar não precisa se honesta, tem que parecer honesta”.

Um ex-ministro do governo Lula e dois do governo FHC foram assessorar Eike Batista. O que caberia a um governo que primasse por dignidade? Cancelar o leilão. Por que não foi feito? Porque tanto Lula, quanto Dilma, quanto os ex-ministros, estavam nessa empreitada […] Leia a entrevista do Prof. Ildo Sauer na Revista ADUSP

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O Judiciário desvirtuado

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janeiro 12, 2012

A maldição de Aécio

JT Palhares

Aécio Neves tornou-se vítima de maldição, desde o dia em que carregou a maleta do primeiro presidente civil eleito após vinte e um anos de ditadura. A presidência caiu no colo de Tancredo por obra e graça dos militares, como efeito retardado da segunda bomba que não explodiu no Rio Centro. Devido ao seu perfil conciliador, Tancredo era o político ideal para que os milicos garantissem o controle da situação, durante a transição de uma Ditadura Envergonhada para uma Ditadura Consentida. Conciliação era a palavra chave. A mesma conciliação que garantiria a impunidade dos militares brasileiros, os únicos da América Latina a serem anistiados pelo Supremo Tribunal Federal por crimes imprescritíveis contra a Humanidade. Consenso é o pavor do que não se expressa, já dizia Derrida. Essa conversa de conciliação, aliada ao papo de ser a presidência um destino e não uma escolha, marcou o espírito de Aécio como uma martelada na cabeça […] Leia o artigo completo

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