Posts tagged ‘motivação’

fevereiro 17, 2015

Ineficiência do Setor Público: Moitas Estáveis – Parte 2

alexandroafonsoAlexandro Afonso

“É essencial para o rendimento da equipe que o ‘moita’ seja excluído”

No artigo anterior vimos que o “moita” está motivado, mas seu motivo é diferente da instituição ou empresa, conhecemos as tarefas algorítmicas, que não precisam de pessoas, e heurísticas, que necessitam da genialidade humana, e aprendemos que essas tarefas são “inroteirizáveis”. Por fim, aprendemos que a Autonomia e a Justiça Organizacional são como a “Liberdade e Igualdade” pregada em nossa Constituição e percebemos que temos métodos de controle e fiscalização de servidores e funcionários com alguma semelhança à escravidão, guardada a devida proporção.

A resposta à pergunta “por que as “moitas” crescem?” é simples: porque o ambiente organizacional e as regras da instituição assim o permitem. Há solo fértil para o plantio de “moitas” no setor público. Mas por quê? Será que é a estabilidade? A tal “estabilidade” é absoluta? Primeiro, para embasar a ideia contida na solução que será apresentada, vamos retomar nossa querida Constituição Federal […] Continue lendo

fevereiro 9, 2015

Ineficiência do Setor Público: Moitas Estáveis – Parte 1

alexandroafonsoAlexandro Afonso

O que é um “moita”? Certa vez ouvi um colega dizendo que haviam muitos “moitas” e que o trabalho deles sobrava para os outros. De primeiro momento não entendi, acabava de chegar da iniciativa privada e nunca havia presenciado aquele “mundo novo”. Depois, já mais experiente, pude compreender o significado do termo: um “moita” é um trabalhador que se esconde do trabalho como um menino se esconderia da mãe atrás de um pequeno arbusto após ter feito alguma traquinagem. Porém, o “moita” trabalhador não está se escondendo porque fez alguma coisa “muito feia”, mas porque ele quer o maior tempo livre possível para sua vida pessoal. É, na verdade, uma pessoa muito inteligente porque consegue atingir o seu objetivo, o seu motivo, com mais eficiência do que a maioria. Podemos ver que o “moita” é alguém motivado, mas o seu motivo é diferente dos objetivos da instituição ou da empresa para a qual ele trabalha.

A pergunta é: o que fazer e por qual motivo fazer, se é que há um […] Continue lendo

agosto 27, 2014

Serviço público: O cemitério da motivação?

hamiltonHamilton Coimbra Carvalho

“Serviço público: O cemitério da motivação?” é o capítulo de autoria do colega e articulista Hamilton Carvalho, escrito a convite da Secretaria de Gestão. Integra o livro “Mérito, Desempenho e Resultados – ensaios sobre gestão de pessoas para o setor público

A obra reúne uma feliz combinação de ensaios sobre a tão importante quanto difícil missão de gerir pessoas em organizações do setor público. Tendo a questão do mérito, do desempenho e dos resultados como foco principal, a gestão de pessoas é vista como uma política pública em si mesma.

Capa (1)Questões éticas, culturais e históricas, valores e princípios, comportamento, estrutura e novas formas de contratualização das relações de trabalho no setor público são tratadas em ensaios baseados ora na prática e experiência de consultores e acadêmicos, ora em pesquisas e mapeamentos que permitem reconhecer a realidade da gestão de pessoas no setor público paulista e compará-la com a realidade em outros níveis de governo e do exterior.

Leitura útil não somente para gestores públicos e profissionais de recursos humanos, mas também para estudantes, acadêmicos e para todos os que trabalham para o aprimoramento da gestão pública […] Saiba mais

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outubro 19, 2011

Motivação e filosofia de resultados

por Hamilton Coimbra Carvalho

Que quer a sociedade dos servidores públicos? Funcionários que trabalham desmotivados e que apenas seguem procedimentos muitas vezes ultrapassados? Ou funcionários que trabalham de forma engajada e apresentam resultados reais, que melhoram a vida dos cidadãos? Se queremos um serviço público que mostre seu valor à sociedade, precisamos contornar essa força quase irresistível que nos prende ao status quo. Como conseguir isso? Um primeiro passo é a adoção da filosofia de experimentos para testar propostas inovadoras. Nas organizações que adotam essa filosofia, idéias diferentes ganham o direito de serem testadas para comprovar se produzem resultados. A organização precisa também estar preparada para o erro. Tom Kelley propõe o papel do experimentador como um dos mais importantes em uma organização que se pretenda inovadora […] Leia o artigo do novo articulista do BLOG do AFR

abril 16, 2011

O rabo que abana o cachorro

OPINIÃO

Quando ouvimos de colegas, perplexos, sobre o marasmo do movimento sindical, perguntamos: Por que nos falta motivação? Seria atribuição das lideranças o dever de motivar a categoria?

É lógico, dizem alguns. Quem esta no comando da tropa, deveria orientar os soldados. Do outro lado, o líder cansado e desanimado responde: é da base que deve vir o incentivo para a liderança se projetar!

Alguns enxergam no líder características pessoais, como carisma e firmeza, quase um profeta. Enquanto outros entendem que liderança esta ligada a uma sinergia do próprio grupo de comandados com os dirigentes de plantão. Um processo dinâmico de influenciar uns aos outros.

De qualquer forma, o que buscamos é a eficácia da atuação da organização, através da liderança, bem como de seus agregados diretos. O sucesso advém da postura em formar e desenvolver equipes, transmitir credibilidade, fazer comunicação eficiente e se aproximar das pessoas. Capacitar e inspirar. À liderança, cabe o papel de facilitador.

Se a função do líder não é a de criar motivação nos seus liderados, pelo menos, cabe a ele manter os que já estavam motivados”

Esta ideia baseia-se na premissa de que quando se elege um novo líder, todos estão cheios de esperanças e expectativas, e, por isso, são depositários de um rico manancial de motivação. Cabe ao líder manter a chama acesa.

Não é comum o líder se deparar com um grupo voluntariamente motivado. Na maioria das vezes, ele precisa saber criar um ambiente no qual os seguidores possam despertar o seu potencial motivacional. Por isso, todo esforço no sentido de não desmotivar é fundamental no processo de liderança. O pior dos mundos é encontrar um grupo motivado e deixar esvair toda essa energia.

É bem verdade que manifestações de encorajamento e apoio, fazem parte do contraponto, e são bem vindas. Mas o verdadeiro líder, pode ser comparado ao regente de uma grande orquestra, que precisa fazer bom uso da batuta. Cabendo aos ouvintes do espetáculo avaliarem a música que a banda toca.

Todos os envolvidos, nesta espécie de simbiose, tem a sua parcela de responsabilidade. Que cada um assuma o seu papel para o bem comum da nossa organização sindical!

TeoFranco

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