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julho 26, 2011

Sindifisco encaminha Lei Orgânica ao Governador Jatene

O secretário de Fazenda, José Tostes Neto, encaminha nesta terça-feira, 26, ao governador Simão Jatene (PSDB) o anteprojeto da Lei Orgânica do Fisco, que propõe uma nova organização para a administração fazendária e reconhece auditores e fiscais de receitas agrupados no Grupo TAF (Tributação, Arrecadação e Fiscalização).

A nova versão da Lei Orgânica da Administração Tributária do Estado do Pará (Loat), assim denominada tecnicamente, confere ao Pará a vanguarda nacional entre as leis orgânicas de todos os fiscos estaduais, segundo observação do jurista gaúcho Juarez Freitas, que ajudou a redigir a Lei Orgânica do Rio Grande do Sul, hoje considerada a mais moderna legislação fazendária do país.

As modificações feitas ao projeto de lei resultaram em versão superior à encaminhada à AL em 2010, e, assim, mais habilitada a instaurar um Fisco de Estado, de caráter estritamente profissional, ético e cidadão”, testemunha o presidente do Sindifisco, Charles Alcantara.

A mais importante mudança na administração fazendária está na consagração do mérito como critério para a composição da lista tríplice com base na qual o chefe do Poder Executivo nomeará o Subsecretário da Administração Tributária quanto para a seleção de candidatos aos demais cargos comissionados de direção e coordenação da administração tributária. O sistema de mérito fortalece o Fisco como órgão de excelência técnica, dotado de pessoal altamente qualificado, dedicado ao constante estudo e aperfeiçoamento profissional e de elevado espírito público.

Figura nova no staff da Secretaria da Fazenda, o autônomo subsecretário da Administração Tributária será escolhido em lista tríplice composta por auditores fiscais ativos com mais de dez anos de exercício no cargo.

Sem impacto financeiro imediato na folha salarial do funcionalismo estadual, o anteprojeto prevê que os servidores do Fisco alcançarão os níveis remuneratórios das carreiras de Estado no âmbito do Executivo apenas em 2014. Gradual, a valorização salarial dos auditores e fiscais de receitas começará em 2012.

Elogiado pelo secretário da Fazenda, que durante 15 anos chefiou a Receita Federal no Pará, o regime disciplinar embutido na proposta de lei prevê rigoroso regramento da conduta funcional no Fisco. Por esse conjunto de dispositivos, que já constava do projeto original escrito pela comissão bipartite e mandado à AL em 2010 pela ex-governadora Ana Júlia (PT), os servidores do Fisco ficarão submetidos a normais mais rigorosas no tocante à conduta e à ética. A Lei Orgânica supera em exigências de retidão profissional o próprio Regime Jurídico Único (RJU), que fixa os deveres e obrigações do funcionalismo público.

Documento constitucional que transforma o Fisco em instrumento de Estado – e não de governos transitórios -, a Lei Orgânica oferece aos contribuintes a segurança jurídica de que necessita para ver seus impostos de fato recolhidos à Fazenda pública, instrumentalizando os governos a garantirem obras e serviços, como segurança, saúde, educação, geração de emprego e bem-estar. A expectativa é que o projeto de lei seja encaminhado pelo governador à AL no início do segundo semestre legislativo.

Sindifisco

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abril 16, 2011

O rabo que abana o cachorro

OPINIÃO

Quando ouvimos de colegas, perplexos, sobre o marasmo do movimento sindical, perguntamos: Por que nos falta motivação? Seria atribuição das lideranças o dever de motivar a categoria?

É lógico, dizem alguns. Quem esta no comando da tropa, deveria orientar os soldados. Do outro lado, o líder cansado e desanimado responde: é da base que deve vir o incentivo para a liderança se projetar!

Alguns enxergam no líder características pessoais, como carisma e firmeza, quase um profeta. Enquanto outros entendem que liderança esta ligada a uma sinergia do próprio grupo de comandados com os dirigentes de plantão. Um processo dinâmico de influenciar uns aos outros.

De qualquer forma, o que buscamos é a eficácia da atuação da organização, através da liderança, bem como de seus agregados diretos. O sucesso advém da postura em formar e desenvolver equipes, transmitir credibilidade, fazer comunicação eficiente e se aproximar das pessoas. Capacitar e inspirar. À liderança, cabe o papel de facilitador.

Se a função do líder não é a de criar motivação nos seus liderados, pelo menos, cabe a ele manter os que já estavam motivados”

Esta ideia baseia-se na premissa de que quando se elege um novo líder, todos estão cheios de esperanças e expectativas, e, por isso, são depositários de um rico manancial de motivação. Cabe ao líder manter a chama acesa.

Não é comum o líder se deparar com um grupo voluntariamente motivado. Na maioria das vezes, ele precisa saber criar um ambiente no qual os seguidores possam despertar o seu potencial motivacional. Por isso, todo esforço no sentido de não desmotivar é fundamental no processo de liderança. O pior dos mundos é encontrar um grupo motivado e deixar esvair toda essa energia.

É bem verdade que manifestações de encorajamento e apoio, fazem parte do contraponto, e são bem vindas. Mas o verdadeiro líder, pode ser comparado ao regente de uma grande orquestra, que precisa fazer bom uso da batuta. Cabendo aos ouvintes do espetáculo avaliarem a música que a banda toca.

Todos os envolvidos, nesta espécie de simbiose, tem a sua parcela de responsabilidade. Que cada um assuma o seu papel para o bem comum da nossa organização sindical!

TeoFranco

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