Posts tagged ‘liderança’

janeiro 7, 2018

Liderança e Gerência: As Organizações Brasileiras Sabem a Diferença?

João Batista Soares (MG)*

A partir do século XX a liderança nas organizações evoluiu no ritmo das 4 fases da gestão de pessoas, cuja existência inicial era de um simples Departamento de Pessoal, sendo o empregado considerado mais uma engrenagem de uma máquina, com o objetivo exclusivo de aumentar a produção (voltado para tarefas).

A globalização e os avanços tecnológicos redundaram na valorização do capital intelectual e, consequentemente, na Gestão de Pessoas por Competência, com o empoderamento (empowerment) do empregado, cujo formato de liderança passa a ser o diferencial para o sucesso empresarial, ou seja, vivemos a era da gestão estratégica COM a priorização das pessoas (seres humanos), como condição sine qua non para que a organização e/ou nação consiga sucesso em sua missão.

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janeiro 6, 2016

Como ser ruim em Gestão Pública: Centralizar, Micro Gerenciar e Calar

alexandroafonsoAlexandro Afonso

Estive assistindo a um daqueles realitys shows sobre empreendedorismo em que são mostradas empresas fracassadas e uma “transformação mágica” que as tiram do buraco. Apesar de esses programas serem feitos para dar audiência, muitos dos problemas levantados são comuns na gestão de empresas e instituições. Os dois episódios a que assisti tinham algo em comum: os problemas principais eram a centralização das decisões e a falta de espaço para os subordinados se expressarem livremente. Alguma semelhança com a Gestão Pública mais comum no Brasil?

Um dos casos era uma pousada no estilo americano. Um Chef de cozinha tinha o sonho de gerenciar o seu próprio empreendimento e a comprou. Desde a aquisição a pousada piorou em todos os sentidos. O dono era controlador, centralizador e não sabia se comunicar. Aplicou a sua própria personalidade à gestão do negócio e, por óbvio, foi um fracasso. Um comentário de uma subordinada o trouxe de volta do mundo dos sonhos. Ela disse que ele “sugava a alma de todos” em reunião da equipe em que o dono não estava presenta, mas assistia por uma tela em um dos quartos por iniciativa do programa. Em outras palavras ele desmotivava a sua equipe a ponto de eles entrarem em colapso profissional e pessoal.

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julho 31, 2014

– Coroné? Coroné? – Passa amanhã!

alexandroafonsoAlexandro Afonso

Século XXI exige democracia direta

Quando eu era menino e vivia em Diadema, cidade da região metropolitana de São Paulo, costumava sentar a tarde no beiral de casa (o da foto) com um amigo “da rua” e conversar sobre nada ou apenas olhar a paisagem (sim, naquela época Diadema era uma cidade cheia de árvores e com poucas casas).

Em frente a nós passava todo dia no mesmo horário um senhor que estava sempre embriagado, costumávamos chamar pessoas assim de “bêbados”. O apelido deste senhor era “Coroné”. Não “coronel”, era “Coroné” mesmo. Este meu amigo da rua sempre gostou de mexer com o Coroné. O motivo era simples: ele sempre respondia da mesma forma e era engraçado. […] Ela revela um traço profundo da cultura brasileira: a ditadura dos coronéis, formais e informais. Aquela lei não escrita que diz que todo brasileiro é incapaz de decidir por si próprio e precisa de “pessoas iluminadas e escolhidas” para fazê-lo. Ou mesmo aquela outra lei, também não escrita, que permite o cerceamento da liberdade de expressão seja no campo político ou no campo meramente idealista. Você ainda pode pensar em um monte de leis, nunca escritas, que derivam da cultura do coronelismo. […]

O que dizer, então, do nosso atual modelo de representação classista? Vamos colocar “no bolo” ambas as nossas entidades: Sinafresp e Afresp (a ordem dos fatores não afeta o resultado) […] Continue lendo

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maio 5, 2014

A AGE que seria parlamentar, foi pra lamentar

teo.seminariog3Teo Franco

“Nada é tão ruim que não possa piorar” (Lei de Murphy)

Duas notícias da semana passada demonstram bem que para viver a democracia é necessário, no mínimo, bom senso:

1 – Ameaçada pelas pesquisas a presidenta Dilma reage com pacote de bondades

Ameaçada pelas pesquisas de opinião sobre o desempenho do seu mandato, Dilma reage com pacote de bondades, dentre elas o reajuste da tabela do Imposto de Renda. A nova medida reajusta em 4,5%, embora, nem de longe, consiga repor as grandes perdas sofridas pelo contribuinte, desde 1996, é uma tentativa de afago da presidenta à classe média.

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2 – Ameaçada pelo livre-arbítrio dos filiados a presidenta do Sinafresp reage sabotando a AGE

Ao perceber que a sua receita para fazer a massa (de manobra) ia azedar, a presidenta do Sinafresp preferiu tumultuar a Assembleia Geral do dia 26. Ansiosos para definir os rumos e as ações, o número reduzido de filiados que compareceu, testemunhou uma inexplicável e equivocada estratégia de boicote, colocada em prática pela “tropa de choque” do Comando Sindical. O saldo foi de desgaste, mais divergências contabilizadas e sem norte definido.

ano eleitoral – período ímpar para se oportunizar diálogo político e mobilizações – vai sendo desperdiçado de forma irresponsável na fracassada tentativa da Alta Cúpula da Administração Sindical de impor “goela abaixo” o “prato pronto” sabor “mais do mesmo”.

Resta saber o que farão, os atores do infortúnio, para juntar os cacos, aglutinar e energizar a categoria. A não ser que tenham algum “plano mandrake” que solucionaria as principais questões, caso contrário, será muito difícil reconquistar a confiança abalada […] Leia o resumo dos fatos, pelo presidente da AGE  (Requer senha)

Leia também:

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15 questões que fragilizam uma AGE

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AGE pra quê? Vamos vender seguros!

abril 26, 2014

O inimigo do povo

João Francisco Neto

ao denunciar a poluição das águas… é acusado de ser um visionário, e de não ter provas da acusação…”

jfrancisconewEm 1882, o dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) publicou uma peça de teatro, com o título de “Um Inimigo do Povo”. O texto, que instantaneamente se tornou um clássico, lida com profundas questões do caráter humano: verdade, moral, ética, corrupção, falsidade, interesses escusos, conflito entre o coletivo e o individual, etc. Ibsen, embora hoje meio esquecido, é considerado um dos maiores mestres do teatro moderno, e sua obra coloca em cena os dramas das pessoas comuns, como nós, ao invés de um mundo romântico, idealizado e completamente distante da realidade. Mas, voltemos à história de “Um Inimigo do Povo”.

O enredo se passa numa pequena cidade balneário da Noruega, onde um pacato médico, ao denunciar a poluição das águas causada por um curtume, na esperança de obter respeito e consideração por parte da população, ao contrário, passa de mocinho a vilão, ou seja, torna-se ele o “inimigo do povo”. O médico achava, inocentemente, que, ao fazer a denúncia, teria o apoio da população, ou, pelo menos da maioria silenciosa, aquele grupo de pessoas que, em geral, não se manifesta publicamente, mas que segue a opinião de outros […] Continue lendo

dezembro 15, 2013

Homenagem ao saudoso Sr. Dito

* 20/05/1923    + 10/12/2013

[youtube http://youtu.be/T8Xmf3SoA68]

Estimado por todos, o colega Benedito Franco da Silveira Filho, apaixonado pela categoria, dedicou-se, até seus últimos dias trabalhando em prol dos agentes fiscais de rendas do estado de São Paulo. Nossa associação consolidou-se sob sua liderança, desde os primórdios com a aquisição da sede própria da Av. Brigadeiro Luiz Antonio […] Veja a história completa da AFRESP

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Decreto de 30/12/1951 – nomeação do Dr. Dito

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agosto 12, 2013

DIAP divulga os 100 mais influentes no Congresso

JoãoDadoPela quarta vez o AFR dep. João Dado aparece na lista

Na 20ª edição dos “Cabeças” do Congresso Nacional o DIAP divulga aqueles parlamentares que conseguem se diferenciar dos demais pelo exercício de todas ou algumas das qualidades e habilidades:

João Dado se destacou por sua característica de ARTICULADOR/ ORGANIZADOR:

Parlamentar com excelente trânsito nas diversas correntes políticas, cuja facilidade de interpretar o pensamento da maioria os credencia a ordenar e criar as condições para o consenso. Muitos deles exercem um poder invisível entre seus colegas de bancada, sem aparecer na imprensa ou nos debates de plenários e comissões. Como interlocutores dos líderes de opinião, encarregam-se de difundir e sustentar as decisões ou intenções dos formadores de opinião, formando uma massa de apoio à iniciativa dos dirigentes dos grupos políticos a que pertencem. Normalmente, têm livre acesso aos bastidores, ao poder institucional e alto grau de fidelidade às diretrizes partidárias ou ideológicas do grupo político que integram. Não são necessariamente eruditos, intelectuais, mas possuem instinto político e o dom da síntese […] Leia mais

Acesse o resumo e a estatística da série (desde 1994)

cabecas-congresso-2013

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João Dado entre os cinco no ranking parlamentar

João Dado fala em confronto com o governo (requer senha)

João Dado fala da PEC 5 na Globo News

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abril 10, 2013

Andante un poco mosso

teo.seminariog3TeoFranco

Perto de completar os primeiros 100 dias de governo, a direção do Sinafresp realizou a segunda reunião do Conselho de Representantes no último sábado (6), para discutir diversos assuntos de interesse da categoria:

– Revisão da proposta orçamentária de 2013
– Seminário da Lei Orgânica da Administração Tributária (LOAT)
– Constituição da Comissão Eleitoral para preencher cargos vagos de representante sindical
Festa de comemoração de 25 anos do Sindicato
Comissão Especial para fazer o levantamento e avaliação das propostas de alterações estatuárias e atualizações dos Regimentos Internos
– Outra Comissão foi formada para avaliar e adequar a LOAT do Sinafresp, elaborada por uma outra comissão no ano passado, em consonância àquela elaborada pela FENAFISCO a nível federal
– Na ocasião os colegas fizeram exposições dos acontecimentos (sic) em suas Delegacias

A presidente da diretoria pediu a colaboração de todos os colegas, Representantes do Conselho ou não, para fazerem a divulgação do Mutirão da Catarata”

Dúvidas: Temos um Programa de Trabalho definido ou, no mínimo, um Plano de Ação Estratégico? Se temos, é secreto? Não será divulgado aos “acionistas” do sindicato? Ou, ainda, será aberto diálogo com as bases para traçar objetivos? Para esquentar os motores, ao menos, vamos iniciar um debate interno sobre as condições e horizontes da própria carreira?

Sugestão: Seguir o exemplo dado pela presidenta Dilma que se aconselha com especialistas, buscando agregar valores (Leia aqui)

Enquanto aguardamos um Allegro Vivace de Mozart, ficamos com…

Andante un poco mosso de Schubert:

[youtube http://youtu.be/SeFYH37bqz8?t=2m22s]

Leia também:

AGE da AFRESP

Intolerância, decisões secretas e a classe fiscal

Sindicato & Representatividade

Liderar é preciso (requer senha: aqui)

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março 30, 2013

Não desista!

Você é do tipo perseverante ou é daqueles que têm muita iniciativa e pouca “acabativa”? 

[…] Leia mais

Leia também:

Sobre jacarés, cadáveres e maldições nas organizações

A Fábula do Porco-espinho

Verdades sobre a real motivação no trabalho

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janeiro 21, 2013

Fisco do Pará: Mais um passo à frente!

teo.seminariog3TeoFranco

Dando mais um exemplo de larga visão estratégica e articulação política refinada, o fisco paraense continua avançando na direção da modernidade com a melhoria da carreira bem como da administração tributária como um todo.

Charles Alcântara, protagonista desta história, tendo articulado e apoiado a campanha eleitoral de 2006, pela candidatura vitoriosa da então governadora Ana Júlia, após divergir das diretrizes políticas adotadas, em 2008, deixou a chefia da Casa Civil e se lançou candidato à presidência do Sindifisco Pará. Em 2009, assumiu o sindicato com a bandeira de levar a cabo a aprovação da Lei Orgânica, visando principalmente a defesa contra ingerência política na atividade fiscal.

Após intenso trabalho, tanto internamente para mobilizar a categoria, bem como a articulação externa no campo político, no dia 15 de dezembro de 2011 o sonho foi alcançado com a aprovação da Lei Orgânica do Fisco do Pará.

Recentemente, no dia 11 de janeiro, o fisco paraense subiu mais um degrau, com a realização das eleições dos conselheiros para compor o CONSAT – Conselho Superior da Administração Tributária do Pará, evento que foi bem explicitado nas palavras do Secretário da Fazenda, José Tostes Neto:

A eleição e a instalação do Consat inaugura um novo modelo de gestão desta secretária que vai refletir sobre os pontos principais da administração pública. E mais importante: composta por servidores que compartilharão a responsabilidade sobre essa gestão

Depois de Pernambuco (veja aqui) e Rio Grande do Sul (veja aqui), o Pará conquistou a sua autonomia funcional plena (veja aqui). E São Paulo, a locomotiva do Brasil, quando alcançará???

Somente com liderança positiva, articulação refinada e categoria mobilizada existirá alguma chance de êxito!

Leia também:

E a Lei Orgânica do Fisco paulista?

Lei Orgânica é aprovada no Pará

Pesquisas, facebook, ofícios, NiBá e VPNI

Da lei orgânica. Do moderno e do arcaico. Da dignidade de uma profissão. Do resgate de uma classe.

O que é Lei Orgânica?

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junho 28, 2012

Seria cômico se não fosse trágico

TeoFranco

A cada dia as surpresas se superam. Seria esse o significado da Chapa Superação que vendia um inédito Plano de Trabalho

Como dissemos em artigo anterior, depois do SINAFRESP ter um presidente com programa de entrevistas na TV da Rede Vida, com estúdio instalado no 4º andar da Rua Maria Paula, atualmente temos um outro com “vocação” para especialista tributário. Em programa exibido, ontem (27), pela TV Jovem Pan, na internet, o “representante” da categoria dos AFR’s gastou 21 minutos para explicar os royalties do pré-sal. No final limitou-se a divulgar o site do sindicato e ponto final.

Para quem condenava o chamado trampolim político agora se utiliza de outro tipo de artifício de cunho pessoal, o da Consultoria ou Assessoria Tributária

Enquanto o presidente do Sindifisco do Pará divulga vídeo rebatendo as críticas ao Teto Único Nacional, e o presidente do SINDFESP fala com o governador Alckmin, o nosso sindicalismo paulista mais parece um escritório burocrático que despacha informações, num mundo de ficção, onde se inclui as reprováveis reuniões secretas no Conselho de Representantes.

Quem tiver estômago pode assistir: “Especialista fala sobre o papel de SP nos royalties do pré-sal JP Online Entrevista, recebe nos estúdios ‘o’ Presidente do Sinafresp

Leia também: 

Área Restrita: Os Projetos Midiáticos dos presidentes do Sinafresp (requer senha)

Plano de Trabalho da Chapa Superação (site da Campanha eleitoral)

abril 7, 2012

Síndrome de rubro-negro

O artigo do último dia 5, do cronista esportivo Téo José, com tom de indignação, trata do fraco desempenho do Mengão na Copa Libertadores da América. A crítica dirigida ao clube carioca, que enfrenta crise de comando, nos remete naturalmente a situação crônica do nosso time sindical, tamanha a semelhança entre as duas equipes:

“O mais fanático torcedor do Flamengo sempre teve a noção que as coisas não andam bem. Dentro e fora de campo. A paixão pode ser cega, mas não é burra. E 2012 tinha tudo para ser um grande ano para o clube. Mas na preparação e saída de Vanderlei Luxemburgo, os problemas ficaram ainda mais evidentes. O Flamengo de hoje não tem comando, seus dirigentes batem cabeça e os mais bem intencionados são apenas torcedores. Falta capacidade. Em campo se vê um treinador ultrapassado, sem força e com discurso pronto. Os jogadores, na grande maioria, não têm comprometimento. Com todos estes sintomas,  o que vemos  é um time muito doente. Só que as pessoas que hoje estão no comando não respeitam a tradição e tratam o clube sem profissionalismo. A bagunça é geral. É isto que se reflete em campo. O Flamengo precisa de uma faxina. Limpar dirigentes, jogadores e comissão técnica” […] Leia mais

Transcorridos 3/4 do mandato desta gestão sindical… faltando 15 minutos, portanto, para encerrar a partida, ainda não convenceu a maioria com o seu futebol. Sem mobilização efetiva dificilmente chegará ao gol, e, assim, com este NEGRO resultado só nos resta ficar RUBRO de vergonha… ou de raiva.

TeoFranco

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dezembro 27, 2011

LESA RONDÔNIA – O golpe de 1 bilhão e o Chico

Paulo Andreoli

Paulo Andreoli*

Chico, servidor público, que vale por 300 policiais federais, 24 deputados estaduais, um secretário de finanças e um governador

Um golpe que estava sendo tramado contra o erário rondoniense e que foi  cessado pela Justiça. Um golpe que deixa em valores a quadrilha da operação Dominó e seus 23 deputados corruptos no chinelo. Uma fortuna que deixa o pessoal da operação Termopilas parecendo “crianças de fralda”. Estou falando da vergonhosa, imoral e corrupta lei estadual que pretendia dar isenção de ICMS ás empresas que constroem as Usinas do rio Madeira.

O valor do butim podia chegar a quase 1 bilhão de reais (R$1.000.000.000,00) e foi corrigido graças a corajosa atuação de um auditor fiscal que descobriu a tramóia nos porões imundos da Sefin – Secretaria de Finanças. Francisco Barroso, este é o nome do Homem que merecia ganhar da Assembléia Legislativa o titulo de cidadão rondoniense. O Chico (para os amigos) recebeu o total apoio do Rondoniaovivo e outros veículos de comunicação deste Estado comprometidos com a comunidade. Outros jornais e Tvs, acertados com as “Usinas” ficaram calados, como verdadeiros covardes e traidores que são do povo rondoniense. Chico protocolou denuncia no MPE – Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas e outros órgãos fiscalizadores. Correu atrás, fez pressão e graças a atuação de corajosos diligentes da lei, a golpe multimilionário foi brecado. 
Vale lembrar que tudo começou com a mudança de um parágrafo num decreto que concedia isenção de ICMS para empresas locais na compra de materiais e insumos fora do estado. O decreto datava de 1991. Pois bem, algum marginal mal intencionado acrescentou no decreto do século passado, um parágrafo que também permitia a isenção para compra de Turbinas (Alstom e Bardella) e Torres de Energia (Toshiba) entre outras empresas que seriam beneficiarias. E olha que em 1991, ninguém nem sonhava ainda com Usinas em Rondônia. O decreto fajuto precisava virar “lei” e para tanto foi enviado para a Assembléia Legislativa, onde os deputados estaduais, vergonhosamente na calada da noite, aprovaram a “toque de caixa” a lei do “Lesa Rondônia” como foi batizada por este escriba. Não é difícil imaginar, agora depois da operação Termopilas que a “mala preta” das Usinas deve ter corrido entre os corruptos de plantão.

Tudo caminhava para que Rondônia, um estado que ainda necessita de saúde de qualidade fosse penalizado por uma sangria criminosa, que iria privar nossos irmãos de um futuro melhor. A quantia que seria “doada” aos grandes empresários poderia conceder aumento para policiais militares em greve e todos os outros servidores estaduais. Poderia se construir centenas de casas populares. Dezenas de escolas e postos de saúde. Hospitais e estradas.

Mas tudo foi diferente do que arquitetaram os marginais e criminosos do ICMS rondoniense. E olha que nem precisou da Policia Federal. Bastou um auditor fiscal sério, comprometido com suas obrigações patriotas.

A quadrilha que preparou o golpe está solta. Não existe acusação criminal contra os “espertos” empresários, políticos e gestores estaduais. Não duvido que todos estes quadrilheiros estão arquitetando novo golpe em favor da Usinas. É uma questão de tempo.  O que não falta é vagabundo querendo sacanear o povo a troco de propina.

Chico Barroso

Fica o recado aos bandidos do colarinho branco. Aqui não! Aqui tem o Chico, que vale por 300 policiais federais, 24 deputados estaduais, um secretário de finanças e um governador. Tudo bem que como retaliação à sua atuação ética e cívica, Chico foi transferido de setor por integrantes do grupo “Lesa Rondônia”. Jogaram o cara numa sala lá pelas bandas do porto graneleiro e o caso está na Jusitça. Aqui também tem o Rondoniaovivo. E não pretendemos nos ajoelhar perante Usineiros. Bem diferente de alguns que já venderam o corpo, a alma e entregaram a mãe como brinde para as Usinas.

Então fica assim. Nem Termopilas, muito menos Dominó. O maior roubo da história rondoniense  foi tramado e cessado em 2011. Foi a operação Lesa Rondônia que não deixou quase um bilhão de reais sair pelo ladrão. Sem duplo sentido.

*Paulo Andreoli é jornalista e editor do http://www.rondoniaovivo.com

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dezembro 5, 2011

Sobre jacarés, cadáveres e maldições nas organizações

Hamilton Coimbra Carvalho

Vou contar um segredo pessoal: eu já fui eleito uma vez para um cargo. Era 1987 e eu estava no segundo colegial. Vá lá: o cargo era simbólico, representante de classe. Meus colegas estavam insatisfeitos com a representante anterior e me convenceram a me lançar candidato. (…) Eu iria, com a melhor das intenções, buscar formas de melhorar qualquer coisa que pudesse beneficiar os alunos da minha classe. Bom, essa boa vontade deve ter durado não mais do que um mês. Logo eu estava fazendo apenas o que a colega anterior fazia (…) Essa história pessoal ilustra um fenômeno bastante abrangente. A esperança dos que querem mudança sempre se renova quando há alteração de comando nas organizações. Seja por meio de eleições, como no caso de associações e sindicatos, seja por meio da renovação da cúpula, como no caso de organizações públicas e privadas. Porém, passado algum tempo, é comum a percepção de que pouca coisa mudou ou de que as eventuais promessas ou intenções de mudança não conseguiram ver a luz do dia. Qual a razão de tudo continuar como antes ou de pouca coisa de fato ser mudada na condução das organizações? […] Leia o artigo completo

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agosto 21, 2011

A geração Y é mais produtiva do que a X?

Depende. A geração Y (os nascidos na década de 80) ingressa nas empresas com altas expectativas referentes à carreira e à conquista de seu espaço no mundo dos negócios. Lembrando que ela cresceu em ambiente rápido, competitivo e onde a informação havia se tornado ‘commoditie’. Atendo clientes da geração Y, que procuram processos de coaching exatamente para lidar melhor com a ansiedade, frustração e raiva causada pela suposta ‘lentidão’ dos X e do mundo corporativo, ainda bastante direcionados pelos mesmos. Com base na experiência que tenho com esses profissionais, posso dizer que a geração Y pode ser mais produtiva caso a interface com outras pessoas, principalmente da geração X, seja baixa ou nenhuma. Já se o progresso de sua produção depender de relações interpessoais com a geração X, terão sua produtividade reduzida, e muita frustração para digerir. (Guilherme Lang Dias Rego)

O LÍDER MODERNO TEM QUE OUVIR

Consultora de 26 anos fala da arrojada geração Y e das novas formas de liderança
O líder moderno, a meu ver, é uma pessoa estratégica, disponível para o relacionamento interpessoal, com boa comunicação e habilidade de inspirar pessoas com os valores de uma causa comum. Consegue estabelecer um estilo de liderança participativo, integrando-se, criando um ambiente e relacionamento horizontal com seus liderados, não sendo a pessoa que fala mais alto, mas a que possui grande capacidade de ouvir e compreender. Sabe libertar e incentivar o talento de seus colaboradores, tendo boa visão de futuro, sendo auto-confiante e firme, sem ser arrogante. É proativo, consciente, realizador, apaixonado por liderar e por pessoas. Para ser líder, não basta ter conhecimento técnico, mas também em gestão de pessoas, sensibilidade e maturidade para lidar com diferentes demandas técnicas e humanas. (Janete Trevisani)

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agosto 4, 2011

LOAT paraense inspira outros Estados

  A Lei Orgânica do Fisco paraense está se tornando referência para os fiscos estaduais do país. No dia 1º de agosto, o coordenador-geral do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat), Eudaldo Almeida de Jesus, distribuiu o projeto da Lei Orgânica da Administração Tributária (Loat) do Pará a todos os coordenadores e administradores tributários estaduais do Brasil. A iniciativa de Jesus, que receita o projeto como modelar, foi comunicada à representante paraense no Encat, auditora fiscal Rute Tostes, através da qual ele parabenizou toda a categoria.

A proposta de Lei Orgânica do Fisco do Pará, que já está sob a análise do governador Simão Jatene para ser encaminhada à apreciação e votação da Assembleia Legislativa, foi redigida por comissão bipartite, formada por integrantes da categoria e da Secretaria da Fazenda. No que tem de mais emblemático da luta histórica dos auditores e fiscais de receitas estaduais, o anteprojeto consagra as carreiras do Fisco como típicas de Estado, como preceitua a Constituição Federal.

O Encat é importante fórum de estudos, reflexões e compartilhamento de experiências de gestão e tecnologia no âmbito das administrações tributárias estaduais. A meta, diz o seu Regimento Interno, é, também, uniformizar “procedimentos entre os Estados e o Distrito Federal visando à implementação conjunta de soluções consensuais comuns às unidades federadas”.

Parabéns para os colegas do Estado pela importância vitória”, escreveu Eudaldo de Jesus na mensagem eletrônica que distribuiu aos fiscos estaduais apresentando as idéias contidas na proposta paraense considerada pelo jurista e professor Juarez Freitas, que atuou como consultor ao projeto da Lei Orgânica do Fisco do Rio Grande do Sul, como a mais avançada em todo o Brasil.

SÃO PAULO – Nesta quinta-feira, 4, entre as muitas demandas sindicais brasileiras por cópias do documento, o presidente do Sindifisco, Charles Alcantara, atendeu a pedido do Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo (Sinafresp) e fraqueou exemplar do projeto da nova legislação fazendária paraense. “Espero que o projeto de Lei Orgânica do Fisco do Pará seja útil aos nossos pares do Fisco de São Paulo e faço votos de que vocês o aperfeiçoem ainda mais”, afirmou Alcantara ao comando sindical paulista.

Fonte: Sindifisco-PA

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