Posts tagged ‘estabilidade’

setembro 4, 2016

A ilusão da estabilidade

João Francisco Neto

“Instalou-se então a filosofia do “gerencialismo”, que pretende explicar e interpretar o mundo a partir das categorias da gestão privada”

Nas últimas décadas, temos assistido a profundas mudanças nas estruturas do mundo do trabalho, com consequências diretas para o trabalhador. A crise que atingiu o sistema capitalista fez com que as empresas abandonassem os modelos tradicionais de emprego (o fordismo e o taylorismo), substituindo-os pelas diversas formas de cooperativismo, empreendedorismo, terceirização, etc., tudo em busca da diminuição de custos. Neste cenário, é óbvio que os reflexos sobre os trabalhadores logo se fizeram sentir. Hoje se exigem trabalhadores de perfil diferenciado, mais participativos, proativos, qualificados, polivalentes e sempre aptos a enfrentar novos desafios. Foi-se a época em que um empregado passava a vida inteira numa mesma empresa, e, não raro, na mesma posição.

Todas essas mudanças acabaram por resultar na diminuição do número de empregos; o ideal, agora, é alcançar o modelo da “fábrica magra”, dotada de uma estrutura flexível e número reduzido de funcionários, fácil de se acomodar frente às oscilações do mercado. São fatos que vêm levando a uma acentuada redução do número de empregos formais, ao mesmo tempo em que provocam reflexos junto às funções até então atribuídas aos Estados. A onda do enxugamento das estruturas de trabalho tradicional, bem como o ideal da “fábrica magra”, acabou por contaminar o ambiente dos serviços públicos, considerados ineficientes, onerosos e burocráticos.

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abril 28, 2016

Renato Villela: “Como eu vou diminuir pessoal? Não pode demitir, não pode baixar salário”

“Se a União oferecer ajuda e nada for feito do ponto de vista estrutural, daqui a dois anos vai estar tudo igual”

O secretário estadual de Fazenda de São Paulo, Renato Villela, afirmou há pouco que acredita ser inevitável que a União socorra os Estados que enfrentam dificuldades financeiras em meio à crise econômica. Ele reconheceu, porém, que o impacto de uma eventual mudança no cálculo dos juros das dívidas dos Estados – estimado em cerca de R$ 400 bilhões – é elevado.

Tem que ser um socorro que não mate o socorrista. Se um está se afogando e se agarra ao salva-vidas, afundam os dois”

Villela afirmou que a Secretaria de Fazenda paulista ainda não fechou um posicionamento sobre a questão. Acabou entrando com o pedido de liminar para a mudança no cálculo (concedida pelo STF) devido ao precedente criado com a decisão favorável a Santa Catarina.

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abril 25, 2016

Estabilidade no emprego é a fonte dos desequilíbrios

Regras em vigor dão ao funcionalismo um poder político desproporcional

Estudioso da gestão pública, o economista e consultor legislativo Marcos Mendes, defende que já passou da hora de cobrar uma nova postura do servidor público. “Há muitos direitos e poucos deveres”, diz.

Qual mudança na gestão do funcionalismo o sr. considera prioritária?
O mais importante é acabar com o desequilíbrio a favor do funcionalismo e contra o contribuinte. O funcionário público tem direito de se associar em sindicato, de fazer greve, mas não há uma lei de greve clara. Ele não pode ser demitido, porque a lei garante estabilidade. Assim, tem o benefício de conseguir salários muito acima dos das iniciativa privada.

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fevereiro 19, 2016

Crise gaúcha: Sartori pode exonerar servidores concursados

Sindicalistas defendem demissão de comissionados antes de exonerar Servidores

No primeiro encontro deste ano entre o governador e sua base parlamentar, José Ivo Sartori (PMDB) anunciou que o governo poderá optar por exonerar servidores concursados para adaptar as despesas com pessoal à receita do Estado. Em janeiro, o Rio Grande do Sul foi notificado pelo Ministério da Fazenda por ter extrapolado o limite de 49%, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo os deputados, Ênio Bacci (PDT) e Elton Weber (PSB):

Se o Estado não alcançar, nos próximos oito meses, o equilíbrio entre a receita e a folha de pagamento, servidores concursados poderão ser exonerados. Isso é complicado, muito complicado. Temos é que fazer um grande esforço pela renegociação da dívida com a União para viabilizarmos as contratações necessárias”

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