Eleições Sinafresp

Ombudsman do Blog

A pedido do Editor, será efetuada breve análise da cobertura das eleições do SINAFRESP pelo Blog do AFR. Reclamações foram redigidas no AFR Paulista contra o suposto apoio do Blog à Chapa 1 – União e Ação Responsável.

Desde o dia 22/11/2012 até o dia das eleições foram postadas 13 matérias entre editoriais, artigos e notícias. De todas as matérias postadas, apenas uma foi identificada como isenta, a crônica de humor intitulada Picando o fumo VII – O dilema, que tratou negativamente as duas chapas que se apresentaram nestas eleições.

A notícia do apoio do Deputado João Dado, que poderia ser considerada  favorável à Chapa 2 – Unificar e Avançar -, trouxe o sugestivo título João Dado fala em confronto com o Governo. Um dos temas que permearam a presente eleição foi a denúncia efetuada contra o Governo do Estado de São Paulo envolvendo a Nota Fiscal Paulista. A Chapa 1 fez campanha atacando a suposta política de confronto da atual Direção Sindical. A Chapa 2 tinha 3 (três) candidatos egressos da atual Diretoria. Logo, ao invés de apenas reproduzir a carta de apoio do Deputado João Dado à Chapa 2, o Blog optou por noticiar de forma opinativa este apoio recebido, recheando o texto de adjetivos de caráter negativos. Ou seja, tornou negativa, pelo enfoque, uma notícia inicialmente positiva para a Chapa 2.

No mesmo tópico – Deputados – houve a publicação de uma post com o seguinte título: Mãe Sheila Responde II, que sugere uma dobradinha de candidatos a Deputado, incluindo o Diretor Jorge Breder entre os possíveis postulantes ao cargo. A Chapa 2 havia recebido apoio do Deputado João Dado e do Diretor Jorge Breder. No Blog, foi dado destaque à notícia, não se sabe se confirmada pelos citados, de que ambos seriam candidatos nas próximas eleições. Há clara sugestão de interesses outros que apenas os sindicais nesses apoios.

A carta do Soto foi outro momento emblemático. O Conselheiro João Álfaro Soto publicou uma carta no site da AFRESP neste período. A carta condenava a atitude da atual direção Sindical por colocar entre suas prioridades o fim do Nível Básico. Além disso, propôs que o Sindicato não devesse insistir na busca pela PEC dos Desembargadores, preferindo soluções alternativas que resultassem em um aumento de cota. E defendeu, ainda que não diretamente, o voto na Chapa 1. O Diretor do Sindicato Jorge Breder produziu resposta às considerações do Soto.

A carta do Conselheiro Soto produziu desgaste junto à classe, conforme se pôde verificar pelas manifestações postadas no AFR Paulista. Primeiro, em razão do consenso que há na classe de que uma associação não deve se envolver na eleição de outra. Assim, era assimétrico a AFRESP estampar uma publicação a favor da Chapa 1 sem abrir idêntico espaço para a Chapa 2. O Presidente da AFRESP, Teruo Massita, reconheceu o erro e retirou o texto do Conselheiro Soto.

Outro motivo para o texto do Conselheiro Soto ter causado desgaste foi a defesa da hierarquia salarial e da manutenção do Nível Básico. Ora, assim como a PEC, o fim do Nível Básico é demanda da classe decidida em AGE. O Sindicato só poderia abandonar esta luta caso a classe assim deliberasse.

A carta do Conselheiro Soto, que é colega de Conselho da AFRESP do candidato da Chapa 1 à Presidência do SINAFRESP, apoiava esta Chapa, criticava o Sindicato por defender o fim do Nível Básico e atacava o Sindicato por insistir na luta pela PEC. Logo, a carta do Conselheiro Soto lembrava a todos que há uma parte da classe que queria a redução do salário inicial dos AFRs, que esta parte da classe continua existindo e que poderia haver alguma proximidade entre o grupo que defende com unhas e dentes a hierarquia salarial e a Chapa 1.

No Blog do AFR não foi possível ler nem a carta do Conselheiro Soto, nem a resposta do Diretor Breder. O articulista Antônio Sérgio Valente fez análise bastante benevolente da carta do Conselheiro Soto, deixando de tratar dos assuntos negativos do texto para tratar apenas da proposta de correção do valor da cota, por meio de utilização de soluções heterodoxas. Desse modo, os leitores do Blog do AFR tiveram uma visão favorável ao Soto, contrária ao Sindicato, e não ficou clara, para os que acompanham apenas o Blog, toda a matéria discutida. Além disso, no ponto abordado, o articulista Valente deu razão ao Conselheiro Soto. Com isso, uma discussão inicialmente favorável à Chapa 2 se transformou em matéria favorável à Chapa 1.

Aliás, a única declaração de voto presente no Blog foi a do articulista Valente, que fez sua análise da situação e declarou seu voto na Chapa 1. O que está em discussão aqui não é a declaração de voto ou o posicionamento de cada colega, mas sim a imparcialidade do Blog, por isso é necessário visitar cada coluna publicada.

As fábulas de humor Picando o fumo VIII – O balão, Fábula XV – Filho de quem e Picando o fumo VI – Canga de boi foram, também, parciais. A primeira por introduzir metáfora mais positiva para a Chapa 1, a segunda por relacionar o episódio da denúncia da Nota Fiscal Paulista, identificada como negativa à Chapa 2 e a terceira, refutando suposição de que o voto da Chapa 1 equivaleria à colocação de canga em boi¸ apontando outro tipo de tutela supostamente sofrida com o voto na Chapa 2.

Há uma tabela comparativa entre as gestões do SINAFRESP que, aparentemente, deixa a atual gestão muito mal em comparação com as anteriores (Breve Comparativo das gestões do Sinafresp). Analisando-se mais detidamente a tabela, percebe-se que o combatido programa do David Torres, Visão Nacional, é computado positivamente para a gestão dele. As AGEs realizadas pela gestão de Lauro Kuester Martin foram tomadas como ponto positivo daquela gestão, o que é altamente questionável para quem se lembra do período, já que nova AGE era convocada sempre que a anterior rejeitava o projeto do Governo, fazendo parecer que a nova convocação era demanda do Governo e não da classe. Escolhendo comparativos que terminaram por prejudicar a análise da atual Direção Sindical, afetou-se a avaliação de toda a Diretoria e, por conseguinte, da Chapa 2, que tinha colegas egressos daquela Diretoria.

Por último, mas não menos importante, houve quatro matérias que tratavam do conflito existente entre a Diretoria do Sindicato ou notícias envolvendo o suposto fracasso da atual Direção Sindical (Porque deixei a Diretoria – 1; Recandidatos reconhecem fracasso da diretoria; Eleições do Sinafresp – Gato por lebre; Crise: Presidente recolhe ao judiciário). Estas notícias eram notadamente negativas para a Chapa 2, visto que a candidata a Presidente e o candidato a Vice eram citados negativamente nessas notícias.

Resumindo, desde o dia 22/10/2012 foram publicados 13 posts sobre as eleições, mas apenas um deles foi considerado neutro. O restante foi considerado negativo para a Chapa 2.

É evidente que os Blogs podem se destinar a um público específico. Aqui mesmo no País, há blogs mais alinhados ao Governos Federal (ditos progressistas) e outros mais alinhados à Plutocracia (como os blogs de Veja, por exemplo), tomados por conservadores.

No entanto, há blogs que se pretendem independentes, que buscam a isenção como linha de atuação e tentam, como fazem os jornais, balancear as notícias e os artigos de modo a preservar sua independência e aumentar o público leitor. O Blog do AFR é um deste tipo, como deixa clara a página de abertura: Espaço Independente para Integração dos Agentes Fiscais da Receita Estadual.

Sendo assim, deveria o Blog ter se esforçado para buscar e publicar notícias negativas sobre a Chapa 1 ou positivas sobre a Chapa 2, em um esforço para manter sua independência.

Muitos fatos negativos ligados à Chapa 1 foram noticiados por outros meios no período eleitoral: a montagem da Chapa pelo David Torres a pedido da Administração Tributária, o apoio do Conselheiro Soto à Chapa 1 no mesmo texto em que era feita a defesa da manutenção da hierarquia salarial, o desempenho sofrível dos membros da chapa em suas apresentações pelo Estado, o apoio do Deputado Vitor Sapienza, que hoje não goza de muito boa reputação junto à  parte da classe dos AFRs, a insistência exclusiva no diálogo com a Administração, sem aventar qualquer alternativa de ação, nada disso passou pelas páginas do Blog do AFR neste período.

É permitido aos meios de imprensa independentes declarar apoio a candidatos. Nos EUA é prática comum os grandes jornais escreverem editoriais com declaração de voto. No entanto, a cobertura dos fatos nesses meios de comunicação deve ser isenta. Assim, ainda que o órgão de imprensa declare seus votos, é necessário buscar o necessário equilíbrio entre as posições, e esta busca deve ser diária, em cada notícia publicada.

Nestas eleições, o Blog do AFR fez o oposto: não declarou voto explicitamente, mas um de seus articulistas o fez e quase todas as matérias e artigos publicados prejudicavam a Chapa 2.

Um blog sempre pertencerá a seu dono. A independência de um blog será aferida por seus leitores. Logo, não defendo, jamais, que um texto ou notícia específica não sejam publicados. Pelo contrário, sou favorável à ampla disseminação da informação. Mas se este blog pretende realmente ser tomado por independente mesmo em épocas de eleições, é necessário aumentar a vigilância e o esforço em busca de maior equilíbrio entre as matérias (em especial no que concerne às notícias e aos articulistas). Além disso, deve-se estudar a pertinência de se fazer uma declaração de voto, fundamentada, em espaço especialmente destinado a este fim, pois este ato retrata a transparência do editor do blog em período eleitoral.

Considero o Blog do AFR uma das maiores contribuições para a classe nos últimos anos. Faço aqui esta crítica que deve, antes, ser tomada como defesa deste espaço de reflexão e pensamento. Trata-se da busca de um veículo isento, onde se pode ler a notícia de pontos de vista diversos e, não menos importante, com credibilidade intacta. O convite para escrever esta crítica é suficiente para me dar esperanças de que estamos no caminho certo.

Gustavo Theodoro

20 Comentários to “Eleições Sinafresp”

  1. É sempre bom receber um feedback sobre o nosso trabalho, tendo em vista que o objetivo é atingirmos o melhor nível possível, tanto de isenção como de qualidade. Estamos aprendendo, portanto, todas as críticas são muito bem vindas.

    Como tenho dito, a meu ver a categoria não é politizada e o BLOG do AFR, tanto como o pioneiro AFRpta. tentam preencher de alguma forma essa lacuna.

    Na Campanha da AFRESP tivemos a iniciativa (e tempo) para elaborar as questões e enviar às duas Chapas concorrentes. O fato curioso foi que, ao contrário do que supunha, tive um enorme trabalho para conseguir as respostas justamente da chapa de oposição, tida como “progressista”. A impressão é que estavam se contaminando ao fazer contato com o BLOG. Depois, percebemos que até no AFRpta. pouquíssimo falaram, onde imperou um apedrejamento da Chapa 1.

    Nesta campanha, o BLOG criou o espaço para informar ao eleitor sobre o Programa, biografia, etc. das duas chapas concorrentes. Todo o material que nos chegou às mãos foram ali publicados, inclusive o folder de cada uma delas. Portanto, a intenção foi de manter a equidade de informações. Ao tomarmos conhecimento da Carta do colega Álvaro Soto, deixamos de publicar, seguindo a regra (padrão) de que era desnecessário pois se encontrava disponível no site da AFRESP. Da mesma forma, foi tratada a contundente manifestação do colega Jorge Breder, distribuída através de email a todos os colegas. Felizmente, depois as duas manifestações foram objeto de análise pelo colega Valente no artigo: O sótão do Soto, que rendeu um bom debate no BLOG, no mais alto nível.

    A carta do colega deputado Vitor Sapienza não chegou às nossas mãos, nem pelo Correio, nem por ninguém. A do colega deputado João Dado chegou e foi objeto de comentário que destacava o caráter de “confronto” imprimido por ele, associando eventos de 25 anos atrás com a eleição de hoje, portanto, no mínimo questionáveis. Esta publicação pode exemplificar bem o papel do Blog, que segundo os especialistas, tem o caráter de jornalismo eletrônico, em nosso caso um “experimento” direcionado à um nicho específico. Tal como num jornal ou revista, a notícia é dada pelo que tem de “palpitante” ou pelo viés político, de nada adianta, dizer que “o candidato fulano é um bom pai de família, vai à missa aos domingos, etc.”, mas sim que “foi visto confabulando com o vice-prefeito durante a comunhão”.

    Os textos para as cartas do Soto e do Dado estavam inseridas no próprio texto sobre a forma de hiperlinks no trecho: “Li o artigo do Soto publicado no site da AFRESP, criticando o sindicato das prefeituras e a falta de habilidade da atual administração do SINAFRESP nas negociações com a SEFAZ-SP. Também li a réplica do atual Diretor de Assuntos Intersindicais da segunda entidade.” https://blogdoafr.com/articulistas/antonio-sergio-valente/o-sotao-do-soto/).

    Acho que a criticada “parcialidade” deveu-se mais à carência de material por parte da Chapa 1, a qual não se fez conhecer além dos encontros presenciais nas DRT’s, portanto, ficamos sem material para qualquer crítica de profundidade, mas o principal é que, tendo a Chapa 2, personagens da atual diretoria, conhecidos por seus posicionamentos polêmicos, o BLOG procurou comentar, num único artigo “Gato por Lebre” os aspectos históricos (e vividos pelo seu editor desde a formação da Chapa Superação) de forma opinativa, e isso, modéstia à parte deveria ser considerado. O BLOG não pode ser acusado de omissão, muito menos de fazer média com ninguém. Todo o material que dispunha tratou de levar ao pleno conhecimento dos seus leitores, para suas considerações quanto à escolha da sua Chapa.

    Outro artigo, foi escrito pelo Valente, Retórica e Práxis, fazendo uma análise didática e comparativa entre as duas chapas. A meu ver, fechou com chave de ouro. A par disso, as chapas poderiam ter enviado material e qualquer um fazer comentários no espaço disponível para isso. Alguns colegas fizeram, muito bem por sinal. Outros enviaram emails pedindo correções em alguns pontos.

    Quanto às sátiras, talvez não devessem receber o rigor da análise do ombudsman, visto que o objetivo principal foi o de manter o leitor atento ao tema Eleição.

    Cabe, ainda, um último esclarecimento sobre duas divulgações de troca de mensagens em Fórum Público Yahoo, pela diretoria do Sinafresp. A divulgação foi feita a pedido de terceiros, enviados ao Blog. Analisamos os prós e contras, as questões de cunho ético e oportunidade, especialmente com o cuidado de não caracterizar “perseguição” à Chapa 2, muito menos da pessoa da candidata à presidência ou quem quer que fosse. No caso, optou-se pelo interesse “público”, sempre preservando a honra das pessoas, aliás os nomes somente foram citados em caso de estrita necessidade para o perfeito entendimento por parte do leitor.

    abs
    TeoFranco
    Editor do BLOG do AFR

  2. Caros Gustavo e Teo:

    Não há dúvida nenhuma de que o Blog do AFR pendeu mais para o repúdio da Chapa 2 do que para o da Chapa 1. Nisto concordo com o Gustavo inteiramente. Embora não defendendo ostensivamente a Chapa 1, o Blog rechaçou mais abertamente a Chapa 2, até porque é ela, ou parte dela, que está na direção atual do SINAFRESP, e até por si era mais criticável, pois permitia o cotejamento entre a sua retórica e a sua práxis.

    Mas não houve partidarismo militante, despido de autocrítica. Nem mesmo no meu artigo defendi abertamente a Chapa 1. Fiz uma análise crítica das duas chapas. É um direito meu fazê-lo, até como AFR sindicalizado. Deixei claro que ela me parecia a menos ruim, embora não fosse a chapa dos meus sonhos. Tanto que na escala de 0 a 3 dei-lhe a nota 1,5. Ou seja, fui rigoroso com ela. E fui mais rigoroso ainda com a Chapa 2, dei-lhe 0,75 na mesma escala.

    Diria que fui de um rigor objetivo, ou pelo menos tentei sê-lo. Idealizei uma chapa virtual, com todas as virtudes que eu gostaria que uma chapa tivesse, e confrontei os fatos e as propostas das chapas concorrentes com essa chapa idealizada.

    Seria falsa modéstia da nossa parte afirmar que nossas opiniões não têm nenhum peso. Claro que têm. Todo ser humano faz política, mesmo quando não imagina que está fazendo. A simples omissão é um gesto político. A abstenção ao voto é um gesto político. A opinião crítica não seria diferente, é também ela um gesto político. Aliás, o próprio ombsdman, o nosso querido Gustavo, está fazendo política ao mencionar em sua manifestação as “supostas” vinculações políticas da Chapa 1, eis que não recebi nenhuma carta das pessoas indicadas pelo ombsdman, mas também eu suponho que existam. E não vejo mal nenhum nisso, quero dizer, nem na origem da chapa, nem na opinião do ombdsman, que poderia tranquilamente intervir para apresentá-las tempestivamente.

    Até mesmo as revistas têm linhas políticas. Se compararmos a linha editorial da VEJA com a da CARTA CAPITAL, por exemplo, veremos que são diametralmente opostas. Veem o mundo a partir de lados diferentes do prisma. Isso é absolutamente normal. Também com os jornais é assim. Os autores são assim. A gente lê um José Saramago, ou um Gabriel García Marquez, por exemplo, e percebe que são autores com postura mais socialista, menos imperialista, menos globalizante. Já o Mário Vargas Lhosa pende para o neoliberalismo, para a globalização. E assim por diante.

    No caso do BLOG DO AFR, há um detalhe que torna o posicionamento crítico ainda mais defensável: é um Blog de AFRs. Ou seja, não somos jornalistas. Somos membros da classe. Opinamos sobre interesses da classe e da sociedade. Aliás, temos o dever de opinar. Temos o dever de não permitir, por exemplo, que a campanha eleitoral se transforme meramente em campanha publicitária de venda de sabonete…!

    Vá lá que os nossos deputados nem de longe se comparam às loiras seminuas que vendem automóveis, cervejas e sabonetes na televisão, mas eles têm um peso expressivo sobre as opiniões. E uma das chapas estava massacrando a outra com mensagens de apoio que absolutamente não condiziam com os fatos que foram noticiados nos últimos anos no Blog do AFR e no AFR Paulista, especialmente no tocante à união da classe. Sabemos que a espuma desse sabonete tinha textura bem diferente da que consta na mensagem.

    Foi por esses motivos que resolvi escrever os artigos mencionados pelo Teo, acima, para pôr os pingos nos is e tentar equilibrar, pelo menos em parte, os pratos dessa balança.

    Oxalá, no futuro, possamos agregar ao deputado que apoiou a Chapa 2 também o adjetivo de visionário, eis que ele propôs ostensivamente, em sua missiva, a UNIÃO da classe como condicionante para o sucesso da luta, mas temos sérias dúvidas se é esse de fato o perfil dessa chapa. Como diria o grande jornalista Joelmir Beting, no título de um livro que fez grande sucesso na década 70, NA PRÁTICA A TEORIA É OUTRA.

    Mas foi muito bom saber que agora temos um ombsdman. Vou caprichar mais nos próximos artigos…

    Abraços a ambos e a todos os colegas. Boa semana e, mais ainda, bom feriadão.

  3. Onde se lê “e até por si era mais criticável”, leia-se “e até por isso era mais criticável”.

  4. Só uma correção adicional ao que informa o ombudsman equivocadamente. No artigo que escrevi intitulado “O Sotão do Soto” houve linkagem para o artigo do Soto e para a manifestação do Diretor do Sinafresp publicada pela própria campanha da Chapa 2. Eu próprio cliquei nos links e funcionavam perfeitamente. Aliás, inclusive escrevi lá no link da Chapa 2 um comentário a respeito daquela reprodução eleitoral do atual diretor.
    Quanto à heterodoxia da solução proposta pelo Soto e encorpada em nosso artigo, equivoca-se redondamente o ombsdman. A solução é, em tese, plenamente viável. E parte da solução foi apresentada inclusive nas páginas do AFR Paulista, ao tempo em que lá participávamos, embora não ainda com a engenhosidade GENIAL proposta pelo Soto, mas já falávamos àquela altura em TETO INCLINADO, e em proposta flexível, em bandeira única, etc.
    Ocorre que a atual diretoria SEMPRE IGNOROU solenemente quaisquer alternativas sugeridas pelas bases, jamais quis ouvi-las, por mais criativas que fossem, sequer cogitou de organizar grupo de estudo para analisá-las com mais vagar, em detalhes, atentamente, que se dirá de convocar AGE para flexibilizar o conteúdo da bandeira antes assentada.
    Portanto, neste caso específico, é apenas a discutível opinião pessoal do ombusdman que critica injustamente o nosso posicionamento. E é também essa posição inflexível, inarredável, indiscutível, dos donos da verdade, que impede a união da classe. A persistir esse pensamento intocável, inegociável, inflexível, lamentavelmente será a crônica de uma desunião anunciada.

  5. Teo, obrigado pelo convite e pela plena disposição de dar transparência a visões diferentes sobre os mesmos fatos. Acho que o Blog só tem a ganhar com isso.
    Caro Valente, obrigado pelos comentários. Não pretendo evoluir nesta discussão, pois gostaria apenas de deixar registrado ponto de vista divergente, estabelecer um contraditório, que é necessário à formação da opinião. E acho que isto já foi feito.
    Tenho a opinião de que dificilmente pessoas podem ser convencidas de algo. Com o alargamento do debate público, com a ampla circulação de informações, é possível que alguns mudem sua opinião, mas o consenso, o uníssono de vozes é uma atitude política, onde os derrotados se unem à maioria. Mas a unanimidade não é nem mesmo desejada. A ampliação do debate faz com que compreendamos o ponto de vista contrário e com que aceitemos a divergência. Não pretendo ir além disso.
    Boa semana a todos.

  6. Só uma breve contradita ao Gustavo.
    No dia em que eu acreditar que “dificilmente pessoas podem ser convencidas de algo”, eu paro de escrever. Sinceramente.
    É claro que as pessoas mudam de ideia. Vide a última eleição aqui na capital: o Russomano era líder disparado, mas as pessoas mudaram de ideia e ele perdeu já no primeiro turno.
    E é ótimo que mudem de ideia. Isso é salutar. A gente precisa oxigenar sempre as ideias. Evoluir. Não podemos transformar as nossas reflexões em dogmas.
    Como diria, provavelmente, o nosso colega cujo nome agora não me ocorre (talvez tenha sido o Alecrim), um que é fã do Raul Seixas:
    “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

    O fato é que o sindicato precisa mudar, sim, de postura, ser mais flexível, prestar muita atenção nas condicionantes que o deputado João Eduardo colocou em sua carta, sobretudo quanto à necessidade de UNIÃO da classe, e também com relação às conquistas, ao tempo em que ele esteve como nosso líder, foram aos poucos, uma batalha depois da outra, gradativamente. Negociar é isso.
    Senão, sabe o que vai acontecer?: daqui a algum tempo, talvez no próximo ano, virá um PLOzinho, antes das próximas eleições para o governo estadual, como de hábito, mas necas de data-base, necas de reajuste inflacionário automático, necas de fim do NB, etc.
    Foi por essas e por outras que concordei com a maior parte do artigo do Soto, ele tem razão em muitos aspectos. E a proposta é criativa, sim, apontei as virtudes dela no artigo. Mas o tal diretor só viu coisas ruins ali, ele vislumbra o futuro olhando para trás, tem uma ideia fixa na cabeça, um dogma, como se a decisão de uma AGE fosse matéria de fé…! Ora, a AGE decidiu, a proposta foi encaminhada e não prosperou, colecionou vários “nãos”, então vamos repensar o assunto, discutir, mudar a estratégia. Mas não, eles não quiseram nem discutir isso, basta ler nos artigos que escrevi quantas intervenções eles fizeram, sequer para contestar. Fingiram-se o tempo todo de surdos a respeito desse tema (flexibilidade na negociação).

    E já escrevi muito além do que tencionava no início desta postagem. Abraços a todos.

  7. Caro Valente, eu não escrevo para convencer ninguém. Escrevo para expor um ponto de vista, para que outros colegas sejam expostos a opiniões um pouco diferentes do senso comum ou a fatos pouco comentados. O produto deste debate é incerto. A única certeza é que todos ganham com o debate, inclusive que expõe a opinião. CONVENCER embute a idéia de que nós estamos certos e aqueles que queremos convencer errados, mal-informados, e que mudarão de opinião quando conhecerem meus argumentos. Não penso assim e não é por isso que escrevo.

    Sou favorável a tentar outras soluções. Mas as decisões da classe são soberanas e devem ser respeitadas. A AGE optou pela busca da PEC. Se a classe concluir que é melhor lutar pelo aumento da PR, vamos juntos nesta luta. E o fórum adequado para as decisões da classe é a AGE. É este o órgão decisório da classe, é lá que as idéias devem ser confrontadas, é neste espaço que as decisões devem ser tomadas. Depois de tomadas, devemos persistir no caminho, dar tempo para que a luta ocorra e para que os resultados apareçam. Eu não sou uma metamorfose ambulante, reflito antes de tomar decisões ou me manifestar sobre algo, e acho que quem muda sempre de opinião não deve ser levado muito a sério.
    Obrigado pelo comentário.

  8. Caro Gustavo, por favor, não distorça as minhas palavras. Você afirmou que é de opinião de que “dificilmente pessoas podem ser convencidas de algo”, e eu discordei frontalmente disso. Discordei de um raciocínio extremamente antidemocrático. Seguindo por essa trilha, não haveria necessidade de campanhas eleitorais, de debates, etc. Os debates existem para convencer as pessoas de que tais e tais propostas são melhores do que outras. E as críticas e sugestões obviamente também têm essa intenção. No dia em que eu não acreditar mais nisso, não acreditar que estou aberto para a minha própria transformação e para a transformação do outro, não acreditarei também na democracia, e muito menos no ser humano. Debater para quê, se ninguém vai ouvir ninguém, se ninguém vai mudar de opinião? Jamais afirmei que sou o dono da verdade, que minhas propostas são irrefutáveis, que não admito o contraditório, absolutamente, você me distorceu. Afirmei exatamente o oposto disso, que não podemos raciocinar com base em dogmas, eis que você afirmara que as nossas sugestões eram heterodoxas, ou seja, eram heresias, contrárias ao dogma da AGE.
    Isso é engessar a luta da classe.
    Acho que as pessoas devem estar abertas para o diálogo, devem ouvir o que os outros têm a dizer, e raciocionar, e convencer-se ou contrapor, conforme o caso. E é óbvio que ninguém se dá a esse trabalho se sabe que do outro lado o interlocutor não quer conversa.

    A questão da PR é você que está introduzindo no debate, sequer cogitei do tema. Falei do fracionamento do NB, da necessidade de data-base anual e de reajuste inflacionário, e no artigo mencionei também as promoções motivacionais (1/3 a cada ano, sem interstícios).

    Quanto à AGE, há muitos séculos não somos convidados para nenhuma… Depois daquela que criou o dogma já rolaram dezenas de ofícios e encontros com os secretários de governo, sempre com respostas negativas. O sindicato tem de se tocar de que de vez em quando é preciso trocar o disco… Poxa, será que é tão difícil assim de entender isso? Estou tentando ser o mais claro possível, didático até.

    Sobre o fórum adequado, então quer dizer não se pode conversar sobre assuntos do interesse da classe fora da AGE..!!!? Ora, não acredito que você, que escrevia tão bem lá no fórum AFR Paulista, ao tempo em que eu o lia por lá, e que escreve tão bem por aqui, seja dessa opinião. Não é o que tenho visto da sua parte. Você tem opinado e BASTANTE fora de AGEs. E faz muito bem. E o faz muito bem.
    A AGE, Gustavo, é para tomar decisões, para definir estratégias, mas não é o ambiente apropriado para estudos e articulações, para criar variantes, para construir a união; estas providências devem anteceder as AGEs.

    Mas também não pretendo mais polemizar sobre este assunto. Pelo menos não por enquanto, a menos que mais alguém me distorça. Creio que já contribuí até demais. Aguardarei o implemento, se é que virá, das condicionantes sugeridas pelo deputado João Eduardo.

  9. Caro Valente,
    Não procurei distorcer o que você disse. Temos formas diferentes de pensar e acredito que isto seguirá assim. Não te acusei de nada. Só disse qual é minha ótica. Não acho que possamos atingir a verdade ao término de um debate. Sou pouco pretensioso. Incentivo os colegas a pensar por suas próprias cabeças, dou argumentos, fatos, mas quero incentivar a diversidade de opiniões, tal como a maiêutica de Sócrates.
    Não disse em nenhum momento que não podemos discutir fora da AGE. Só disse que a classe quer a PEC e só vamos abrir mão da luta pela PEC quando a classe assim decidir. Esta decisão deve ser tomada em AGE. Foi só isso o que disse.
    Também não pretendo alongar o debate, pois acho que estamos perdendo o foco desta coluna.
    Obrigado.

  10. Claro, Gustavo, é isso aí. Espero que algum dia possamos discutir o mérito das propostas, o conteúdo, se é bom para a classe, que argumentos devemos empregar para tentar o convencimento do governo — sim, convencimento, não se assuste com a palavra. Por enquanto só discutimos se devemos ou não debater. E só nós, porque os membros do sindicato parece que não estão nem aí para as propostas, dão de ombros… Não sei, mas parece que eu já vi esse filme. Abraço, Gustavo, e não me queira mal, pois tenho grande consideração por você.

  11. Gustavo, não concordo com sua colocação “Sendo assim, deveria o Blog ter se esforçado para buscar e publicar notícias negativas sobre a Chapa 1 ou positivas sobre a Chapa 2, em um esforço para manter sua independência.” . Ademais, e se por hipótese tais notícias não existiram “de fato”, como é que elas poderiam ali ter sido colocadas? Fatos são fatos. Acontecem ou não.

    Gostaria que, se possível, vc fizesse uma breve análise e a publicasse aqui no blog, a respeito da cobertura das eleições do SINAFRESP pelas mensagens postadas no fórum AFR Paulista, principalmente quanto ao tópico “isenção”.

    Quanto às suas considerações finais, são pautadas pela assertividade, todos queremos o caminho certo.
    Obrigado e Abraço.

  12. Prezado Herivelto,
    Não propus que o Blog criasse fatos ou inventasse situações. Disse que foram divulgadas, por outros meios, diversas notícias negativas contra a Chapa 1. Nenhuma delas apareceu no Blog. A Chapa 2 tinha um programa muito bem elaborado. Alguns documentos elaborados pela Chapa 1 continham incoerências lógicas apontadas por diversos colegas, inclusive por mim. Neste texto para o Blog eu citei outras notícias que havia contra a chapa 1. Logo, não se tratava de inventar notícias. Tratava-se apenas de publicar algumas notícias com vistas a alcançar o equilíbrio, já que, em minha opinião, havia notícias boas e ruins para as duas chapas.
    Não sei se compreendi corretamente o segundo parágrafo. O AFR paulista é um ambiente de troca de mensagens. Cada um assina sua mensagem. Eu defendi a Chapa 2 e outros colegas defenderam a Chapa 1. Isto por si só já significa isenção, já que há neutralidade, qualquer AFR pode pedir sua inscrição naquele fórum e dele participar. Houve poucas declarações de voto na Chapa 1. Muitas na Chapa 2. Todas as declarações fundamentadas. Não sei se respondi corretamente à questão proposta, mas estou aberto para esclarecimentos adicionais.
    Obrigado pelo comentário.

  13. O que sei é que o blogueiro quando monta um BLOG é para em primeira plana para defender suas idéias e visões de mundo. Os Blogs do Noblat, do Azenha, do Nassif, do Paulo Henrique Amorim,do Azevedo,etc….Os colunistas da Folha do Estadão etc… O do Teo Franco se insere neste contexto, obviamente.
    O Teo Franco e qualquer um tem todo o DIREITO de ter opinião sobre chapas eleitorais, e se pronunciar a respeito como TODO MUNDO!
    O fato de ele ter sido o principal articulador da Superação lá atrás, e a sua vivência de seis meses em 2010 permitem que tenha uma visão, a sua visão, de dentro.

    O Teo Franco deve seguir o seu brilhante trabalho no BLOGDOAFR que em viagem a Brasilia em evento do Sinafresp com gente de Norte a Sul pude perceber o respeito.mrecido. pelo BlogdoAFR e pelo Teo.
    Lembro aos colegas que os Jornais em papel e em meio eletrônico, regra geral, aqui nos EUA e na Europa tomam posição no editorial sobre candidatos nas eleições. O velho e bom Le Monde apoia para presidente X ou Y. O The New York Times faz o mesmo nos EUA. No Brasil o Estadão também no editorial apoia Serra ou FHC. A Folha não me lembro. O Globo o mesmo.

    Estes meios de comunicação, regra geral, abrem espaço para articulistas, quando mais liberal é o jornal mais aberto o espectro ideológico ali representado. No Brasil a Folha tem a página três. O Estado a página dois. No O Globo é uma página bem mais interna.
    Os pensadores mais a esquerda só podem ser alcançados no MUNDO em jornais nanicos. O grande Chomsky não passa na TV, e nem nos jornaloes dos EUA, se não me falha a memória do no INDEPENDENT da Inglaterra. No Brasil leio CAROS AMIGOS e Le Monde Diplomatique Brasil, e o site CARTA MAIOR, e a revista Carta Capital, todos tem opinião nas eleições.

    Nos BLOGs não sei mas no caso do BLOGdoAFR creio que qualquer colega medianamente respeitoso poderia publicar mensagens a favor de chapa X ou Y ou Z.
    O BLOGdoAFR tem dono e opinião do dono como TODOS OS BLOGS da Blogosfera, cobrar que não tenha opinião é desconhecer o fucionamento deste Meio.

  14. Ora, se no AFR Paulista houve mais declarações de voto a favor da chapa 2 do que a favor da chapa 1, e se no Blog do AFR foi o oposto, então creio que podemos concluir que as coisas ficaram mais ou menos equilibradas.

    Mas faço coro às palavras do Herivelto. É que se o Blog do AFR é um ambiente aberto à manifestação da classe, mais até do que o AFR Paulista, eis que este último exige inscrição (e nem toda a classe é inscrita), enquanto o Blog é plenamente aberto, todos podem postar à vontade, inclusive sem moderador, imediatamente, e se mesmo assim houve mais manifestações a favor da chapa 1 por aqui, então posso também concluir que fomos tão democráticos como lá….

    E fica claro que o nosso prezado ombusdman usa de dois pesos e duas medidas: excessivo rigor contra o Blog, e tolerância máxima contra as manifestações no AFR Paulista. Ou seja, falar contra a chapa 2 é pecado, mas contra a chapa 1 é virtude. Acho que já compreendi a natureza da imparcialidade…

    Vale dizer, todos, inclusive o ombsdman, fizemos opções políticas. E, aliás, não vejo mal nenhum nisso. Só acho que temos de respeitar quem pensa diferente de nós. E vice-versa. Agora, criticar o outro por ter criticado, na minha pobre tradução, chama-se: censura.

    Mas continuo tendo muito estima pelo meu prezado censor, pois sei que é pessoa inteligente e mais cedo ou mais tarde vai chegar à conclusão de que a melhor trilha é a que consta nas condicionantes sugeridas pelo deputado João Eduardo, a quem aproveito para parabenizar pela vitória; sim, é muito dele essa vitória.

    E claro, também estendo os parabéns à combativa Miriam Arado e aos colegas que perfilam com ela. Oxalá consigam transformar a retórica em práxis: ouvindo, refletindo, conversando com as bases, sem rusgas, dogmas nem preconceitos quanto às propostas, construtivamente, conquistando o apoio maciço da classe. Como diria o “humanitista” Quincas Borbas, personagem do Machado de Assis no livro homônimo: “(…) ao vencedor, as batatas.” Boa sorte à nova diretoria, juízo, e sucesso para todos nós.

  15. Prezado Gustavo, veniamos, não é bem assim como voce está colocando.
    Conforme suas palavras “Eu (Gustavo) defendi a Chapa 2 e outros colegas defenderam a Chapa 1. Isto por si só já significa isenção, já que há neutralidade, qualquer AFR pode pedir sua inscrição naquele fórum e dele participar. Houve poucas declarações de voto na Chapa 1. Muitas na Chapa 2 “.
    Pelos ditames da lógica, é evidente que nem ocorreu neutralidade nem isenção no fórum AFR Paulista, no tocante ao assunto eleições SINAFRESP. Pelo contrário. Bastasse um colega expressar uma opinião ou a favor da Chapa 1 ou contrária à Chapa 2, imediatamente sete ou oito outros colegas reinantes naquele fórum, imediatamente postavam mensagens rechaçando o colega, num patrulhamento ideológico extremo, verdadeiro bullying, práticamente levando o colega a um estado de burnout, linchamento moral e pscicológico. Isso explica as poucas declarações de voto e posicionamentos pela Chapa 1 naquele fórum, que, convenhamos, é viciado. Basta nele se expressar qualquer coisa, qualquer coisinha contra o pensamento e posicionamento dos postadores lá reinantes e, pronto, imediatamente descem o cacete. Tal atitude não é legal, nem democrática, nem isenta, nem eivada de crédito, motivo dentre os quais muitos colegas já deixaram aquele fórum, que seria importante para nossa classe de AFRs, mas que está se desvirtuando do papel a que se propôs inicalmente, posto que está se configurando viciado e não independente.
    Vários colegas lá inscritos apenas lêem as mensagens, mas não se manifestam, basta se levantar estatísticamente quem são os colegas que sempre lá postam mensagens, constata-se que são cerca de um mil inscritos, mas apenas e tão sòmente no máximo uns quinze costumeiramente postam mensagens, de mesmo cunho, e pensam dominar o fórum. É uma pena, pois quando o colega Bianchi inicializou aquele fórum decerto seu propósito era outro do atual que se apresenta.
    Que ocorra o melhor para a nossa classe.
    Abço. Herivelto-AFR-DRT 5 Campinas.

  16. Prezado Bianchi,
    Vou começar pelo seu comentário, pois ele contém o melhor argumento. Os blogs, em geral, são pessoais e refletem, em regra, a opinião de seu dono. Isto é verdade e é o que ocorre com o Blog do Nassif, do Azenha ou do Reinaldo Azevedo. O Teo escreve bem, defende com firmeza seus pontos de vista, mas me parece que ele não pretendia fazer apenas um Blog do Teo, mas sim um Blog do AFR, um espaço independente para a classe.
    Se o objetivo é fazer um Blog do Teo, retiro todos os meus comentários, que foram feitos na ótica de um espaço de reflexão da carreira, aberto a toda corrente de opiniões da classe.
    Mas se o objetivo é agregar todos os AFRs, aqueles que são a favor do diálogo permanente com a Administração, mas também aqueles que admitem a tomada de outras medidas, é necessário que o Blog atue com a independência que se exige dos jornais e revistas. Foi pensando neste tipo de Blog que a crítica foi feita.
    Lembro, Bianchi, que eu também sou um defensor do Blog e que a crítica que fiz ao Blog pretende refletir sobre sua independência e não atacar o Blog, na tentativa de destruí-lo ou fazê-lo mudar de lado.
    Você fala que o Teo tem todo o direito de declarar sua opinião. Leia de novo minha crítica que você verá que é exatamente meu ponto de vista. Eu não defendi que o Teo não possa dar sua opinião. Acho que o Editor pode e deve declarar seu voto em um processo eleitoral, mas deve cuidar para que seu posicionamento não interfira na divulgação de notícias de interesse da classe. E foi este meu foco, analisar o conteúdo das notícias e verificar se foram favoráveis à chapa 1 ou o chapa 2. Restou demonstrado que o Blog pendeu para a chapa 1, mas seu editor não chegou a fazer declaração de voto. Não sei se fui claro agora.
    Obrigado pelo comentário.

  17. Prezado Valente,
    Sim, o Blog, ao final, apoiou a Chapa 1 (ainda que de forma velada, por meio de divulgação de notícias) e no AFRpaulista houve mais declarações de voto para a Chapa 2 que para a Chapa 1. Na média, sua conclusão está equivocada. As coisas não ficaram equilibradas. Se o Blog pretende ser plural, congregar todas as correntes, deve cuidar de manter sua independência. E a independência é conquistada por meio, também, de uma postura equilibrada na divulgação das notícias durante as eleições, o que já demonstrei que não houve.
    Quanto ao AFR paulista, pensei ter esclarecido a diferença clara que existe entre eles. O AFRpaulista é um fórum de discussões. Dele participam cerca de 1000 colegas. Qualquer um pode se manifestar lá. Se há mais colegas que votaram na chapa 2, é evidente que isto irá se refletir, também, no AFRpaulista. O moderador daquele grupo não direciona as discussões, apenas confere se aquele que pretende entrar é AFR e, muito raramente, contém os excessos que poderiam levar à judicialização do debate. Só isto. De resto, é cada um por si, cada um defendendo seus pontos de vista.
    Vejo que você, Valente, pretende que este Blog seja o Blog do Teo. Eu defendo que, apesar de o Teo ser o Editor do Blog, este Blog seja o Blog do AFR. Entendeu a diferença? No caso do AFR paulista isto não se aplica, pois cada um que posta sua mensagem o faz em seu nome, é sempre portador de sua própria opinião. Eu acho que se este for um espaço para que o Teo dê suas opiniões e sua visão de mundo, eu vou continuar acompanhando, mas parte da classe não, pois esta parte prefere ter um Blog de todos os AFRs.
    Quanto à censura, peço que leia meu texto de novo. Veja que não me oponho, de forma nenhuma, à divulgação de qualquer notícia. Censura envolve não divulgar notícia que se tem. A crítica à notícia publicada não é censura, mas sim liberdade de expressão, isso é elementar. Respeito o pensamento de todos os colegas. Minha crítica nesta coluna dirigiu-se ao comportamento do Blog durante as eleições. Acho que todas as colunas publicadas foram pertinentes, mas acho que faltou noticiar o outro lado. Logo, o que quero é mais notícia, e não menos notícia, como você deu a entender. Por isso, o termo censura ou censor não se aplica a mim de forma nenhuma.
    Talvez eu seja mais ambicioso quando penso neste Blog do que o você, Valente, e o Bianchi. É o que concluo de seus comentários.
    Obrigado pela opinião, não me queira mal também, sinto que ainda vamos divergir muito no futuro.

  18. Prezado Herivelto,
    Vejo que a discussão deixou de ser o Blog e passou a ser o AFR paulista. Ok. Vou seguir a discussão por aqui pedindo antecipadamente desculpas aos colegas que não acompanham as discussões naquele fórum.
    Você tem uma visão extremamente negativa do AFR paulista. Eu estou no AFR paulista desde sua criação (2003) e não acho que tenha um “grupo de colegas reinantes naquele fórum” ou, ainda, que ele seja “viciado”. Recentemente houve uma interessante discussão sobre cotas raciais em concurso público, todos apresentaram seus argumentos, mas nenhuma opinião prevaleceu.
    Os colegas que declararam o voto na Chapa 1 foram muito bem tratados, respeitados, discordo totalmente de sua opinião. As discussões mais acaloradas na campanha aconteceram entre partidários da Chapa 2 e aqueles que não queriam a Chapa 2. Se você acessou aquele fórum neste período deve ter percebido isto claramente. Eu, por exemplo, fui chamado de medíocre por um colega que não declarou o voto, mas que não estava satisfeito com minhas análises que, reconheço, estavam muito boas, isto irrita mesmo que não concorda conosco. É normal que discussões mais acaloradas aconteçam em grupos assim, e aqueles que não suportam uma discussão um pouco mais ácida devem mesmo sair do grupo ou deixar de ler as mensagens, se preferirem. A atividade política não é, deveras, para qualquer um.
    Gostaria que você descrevesse o tipo de pessoa que domina as discussões por lá. Eu não sei, mas gostaria de saber.
    Obrigado pelo comentário.

    • Prezados,
      O BLOG do AFR provoca uma espécie de desestabilização do status quo há tempos reinante, dentro de uma cultura carente de, no mínimo, de conscientização política. Mesmo sendo passível de críticas, algo normal dentro da democracia, este Blog tem, ao longo de 22 meses (com mais de 1.400 posts, mais de 1.700 comentários e mais de 275 mil acessos), algumas denúncias de alto teor de relevância.
      Para citar notícias recentes, tivemos
      1) Sinafresp não divulga Balanço e demonstrações;
      2) Conselho de Ética não apura representação contra o presidente;
      3) Caravana de viagens ao nordeste, etc.
      Mais antigas:
      4) Aumento da mensalidade sindical;
      5) Rejeição da proposta de extinção da FuBá;
      6) Reuniões secretas, sendo a mais grave a que aprovou Representação ao MP sobre a NFpta., dentre tantas outras.
      O que se percebe é que não existe uma atenção especial e empenho em se cobrar a responsabilidade e a correspondente postura ética por parte dos nossos representantes, que, aliás, preferem “perseguir” aquele que levanta a cabeça e diz que a postura de um Conselheiro é “pró administração (diretoria) do Sinafresp”, enquanto corre o discurso solto contra o bode expiatório “chapa-branca-administração-Sefaz”.
      Acho que temos muito a caminhar para chegar a um sindicato de nível compatível com a nossa carreira. Enquanto isso fica o chororó de se querer equiparação com o Judiciário, que aliás, de ético não tem nada com benesses vergonhosas, acima do subteto constitucional… (aux. livros, aux. almoço, aux. moradia, aux. creche… daí, como criticar as bolsas-do-lulismo?)
      Ah, mais aí é diferente, sejamos éticos em denunciar a NFpta. via Sindicato (sic) mas queremos as mordomias dos magistrados… todas e mais um pouco. Fala sério!
      abs
      TeoFranco

  19. Caro Gustavo, só lhe peço mais uma breve reflexão e em seguida prometo recolher-me ao silêncio.

    O Blog do AFR, embora seja criação do Teo, é do AFR, até no nome. O Teo faz questão de que seja assim. E como tal, TODOS OS AFRs podem manifestar-se ali, até mais abertamente do que no AFR Paulista, pois o blog não exige inscrição. Logo, qualquer colega que tivesse notícias e quisesse veiculá-las através de artigos, ou mesmo que quisesse comentá-las em contraditas às matérias publicadas, poderia tranquilamente tê-lo feito. O blog estava de portas abertas.

    Só poderíamos afirmar que o blog foi parcial se o Teo tivesse censurado matérias contra esta ou aquela chapa, ou caso se recusasse a publicar determinado artigo, ou se retirasse do ar determinada postagem, mas nada disso ocorreu. O blog foi extremamente democrático.

    Note que estávamos apontando os prós e os contras de cada chapa, e nos contras relativos à Chapa 1 já constava a perspectiva de menor combatividade, com menos oxigênio, um certo aroma de maior amistosidade com a Administração, e afirmamos claramente que se isto lhe tirava pontos em determinados quesitos, de outra parte ela tinha virtudes, pois essas mesmas características acenavam para um possível melhor trabalho nos bastidores, um melhor relacionamento, com maior abertura para a união de forças — todas estas colocações eu próprio apontei nos meus artigos e postagens. Ou seja, levamos em conta vários prós e vários contras. Se alguém sentisse que algum ponto estava em aberto ou equivocado, poderia tê-lo dito, aliás, vários colegas interferiram, comentaram, alguns a favor e outros contra. Nenhuma palavra de nenhum deles foi cortada.

    Por outro lado, a ideia de que o Blog, o Teo, eu, ou qualquer outro, deveríamos ir atrás de notícias contrárias à Chapa 1, ou que devêssemos escrever mais matérias contrárias à Chapa 1, em primeiro lugar, seria desnecessário, pois todos nós recebemos pelos correios e pela internet várias e extensas correspondÊncias favoráveis à Chapa 2, e uma apenas, aliás bem curta e singela, a favor da Chapa 1. Ademais, não teria cabimento sairmos à cata de notícias especialmente contra a Chapa 1, pois então sim estaríamos sendo parciais. E seria uma violação da nossa própria consciência. Afinal, nós assistimos de perto o que houve nesses últimos anos. Sabíamos perfeitamente que a chapa 2 não se enquadrava no perfil das condicionantes que constam na carta assinada pelo deputado João Eduardo.

    Talvez daqui para a frente as coisas mudem, oxalá mudem, haja de fato a UNIFICAÇÃO (que está no nome da chapa), haja de fato a UNIÃO (inclusive das entidades, como consta na carta), ou seja, oxalá a retórica se torne práxis, mas tínhamos e confesso que tenho ainda sérias dúvidas se isso irá ocorrer, exatamente pelo que sei acerca do pessoal que continua por trás dos panos da chapa vitoriosa e das posições assumidas pelos seus membros ostensivos. Tomara que isso mude, que eles de fato entendam a mensagem das urnas, como afirmou a nossa Presidenta (devemos chamá-la assim?) em seu primeiro manifesto. Tomara haja mais flexibilidade, mais conversa, menos dogmas e preconceitos, e mais abertura para alternativas. Vou torcer por isso, e vou adorar se puder morder a minha própria língua, se puder adjetivar o deputado como visionário, se puder elogiar aqui, com letras garrafais, a próxima gestão, eis que terá sido pelo bem de todos nós.

    Mas de tudo que você afirmou, caro Gustavo, vou torcer para que o seu maior equívoco seja o da última linha, pois temos muitas convergências quanto ao mérito. Explico: ambos queremos combatividade, postura crítica construtiva, valorização do AFR, e hábeis ações estratégicas e táticas. Estou enganado? E pelo que você já escreveu por aí, noto que está mais para heterodoxo do que para ortodoxo. A dogmática, a inflexibilidade, a ideia fixa, o carrancismo, a obediência cega a uma AGE que naufragou na Idade da Pedra, é para quem não tem ideias, mas você é um sujeito de ideias. Logo, creio que em breve futuro vamos convergir. É esperar para ver E se não convergirmos não tem problema, as faíscas também iluminam.

    Abraços a você, ao Herivelto, ao Bianchi, ao Teo e aos colegas que nos leem. Vou ficar meio fora do ar durante uns dias. Bom feriadaço.

PARTICIPE, deixando sua opinião sobre o post:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: