Archive for ‘Entrevista’

julho 14, 2017

Falta recurso no setor público por má gestão

“O limite [da Lei de Responsabilidade Fiscal] é para inglês ver”

A economista goiana Ana Carla Abrão Costa deixou a Secretaria da Fazenda do seu Estado no final do ano passado, mas não se afastou por completo do setor público. Em São Paulo, onde voltou à iniciativa privada como sócia da consultoria britânica Oliver Wyman, passou a presidir o Conselho de Gestão da Fazenda da capital paulista, após declinar o convite do prefeito João Dória Jr. para chefiar a pasta. E, como consultora, deve tocar também projetos para a administração pública.

Experiência não lhe falta para atuar nas duas esferas. Sua trajetória profissional abrange passagens diversas na área financeira, no extinto Banco Brasileiro Comercial (BBC), que foi de seu pai, no Banco Central, além do banco Itaú e da consultoria Tendências. Por seu período na Fazenda goiana, no meio da pior recessão da história, Costa vê um amplo espaço para avançar na gestão estatal e tira sua impressão mais dura sobre o Brasil: Infelizmente, o País está dominado pelas corporações. A seguir, a entrevista:

read more »

julho 5, 2016

Reforma Tributária poderia fazer a economia crescer 1 ponto por ano

Entrevista – Bernard Appy*

“O sistema tributário se tornou totalmente disfuncional. O maior problema está na tributação sobre bens e serviços”

O economista Bernard Appy é um dos principais especialistas em sistema tributário do País. Por seis anos, Appy foi secretário-executivo e de Política Econômica do Ministério da Fazenda, no qual coordenou a criação de uma ampla proposta de reforma tributária, levada ao Congresso em 2008, mas que não avançou.

Agora, Appy quer novamente emplacar a reforma tributária, mas por novos caminhos. Na direção do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), think tank financiado por um grupo de empresas (Ambev, Braskem, Itaú-Unibanco, Natura, Vale e Votorantim), Appy tem mantido diálogo com a iniciativa privada, entidades de auditores e agentes fiscais e com o governo interino.

A ideia é encontrar consenso para uma tributação mais racional para facilitar a atuação das empresas e também mais progressiva. “A tributação da renda é assim: quem tem renda alta tem que pagar mais”.

Íntegra da entrevista

* economista, especialistas em sistema tributário, foi secretário-executivo e de Política Econômica do Ministério da Fazenda, onde coordenou a criação de uma ampla proposta de reforma tributária. Atualmente,  dirige o Centro de Cidadania Fiscal (CCiF)

maio 23, 2016

[PodCast] Claudio Damasceno do Sindifisco Nacional fala à Band Rádio

Entrevista concedida à Rádio Bandeirantes

AspasANós temos diversas propostas, que já entregamos aos ministros anteriores e pretendemos entregar ao ministro Henrique Meirelles, que vão na linha de buscar recursos, mas, ao mesmo tempo de trazer a justiça fiscal para o nosso país. É porque a necessidade, de captar recursos, pela qual país passa hoje tem que ser também debatida sob o o prisma de quem deve pagar a conta.

JUSTIÇA FISCAL

É claro que a sociedade tem que pagar, todos nós temos que contribuir, mas, a grande verdade é que existem setores que pagam menos do que deveriam, muitas vezes sequer pagam, enquanto que a grande maioria, classe média, classe trabalhadora do país é que acaba suportando todo o ônus desse esforço.

read more »

janeiro 13, 2015

Entrevista – Renato Villela, novo Sefaz-SP

“[Sobre o corte de gastos] o importante nesses momentos é não prometer. É dizer de forma muito clara que no momento é preciso segurar, não ser tão generoso”

Recém empossado, Villela disse que a arrecadação estadual poderá ter crescimento real no mesmo ritmo da expansão do PIB, estimado por ele em 0,7% ou 0,8% no ano. Ele descarta criação ou elevação de impostos. O aumento da receita virá da recomposição de tarifas de energia elétrica, aliada à maior fiscalização e à possível ampliação da substituição tributária.  O novo secretário informou que o governo pediu levantamento sobre as ações minoritárias que detém em empresas para eventualmente vendê-las. A venda da Cesp, porém, é considerada mais remota […] Saiba mais

Leia também:

Alckmin define novo Sefaz. O que esperar?

Sobre o secretariado de Alckmin

Rio aprova teto único estadual

agosto 7, 2013

O sigilo fiscal e a transparência tributária

Professor da FGV/Law, fala de transparência tributária, legalidade e importância da internet como exercício de cidadania

Entrevista* do Prof. Eurico Marcos Diniz de Santi, que também, foi juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) de São Paulo, é autor de livros tributários e coordena diversos projetos de pesquisa no Núcleo de Estudos Fiscais (NEF), entre os quais pode-se destacar: Reforma Tributária Viável, Gargalos da Tributação Internacional no Brasil, Novas Tendências da Tributação Mundial, Obrigações Acessórias e SPED: Problemas e Soluções para uma Efetiva Simplificação das Obrigações Tributárias, História da Receita Federal e Índice de Transparência e Cidadania Fiscal.

O sigilo fiscal, a meu modo de ver, é um totem adorado e morto. Está no artigo 198 do CTN o badalado sigilo fiscal. Mas o dispositivo não se refere, em nenhum momento, a sigilo do auto de infração, a sigilo de informações de caráter público. O artigo 198 do CTN refere-se apenas ao sigilo das informações econômico financeiras do contribuinte que o fiscal tem acesso no exercício de ofício da fiscalização: essas informações devem ser protegidas. Mas a partir do momento que essas informações são consideradas ilícitos tributários, motivo legal de um auto de infração, que é um instrumento público, tal informação deixou de ser privada para ser pública […] Leia mais

* Entrevistadores Ângelo de Angelis e Antonio Carlos de Moura Campos, do Blog AFRESP

Tags:
maio 10, 2012

Lei Orgânica necessária

Manuel Isidro, presidente da FENAFISCO, fala à TV Record sobre a PEC 186/2007

Leia também: O que é Lei Orgânica?

Tags:
março 27, 2012

Sindifisco denuncia fechamento de Postos Fiscais em Minas

Em entrevista à Rádio Itatiaia, presidente do Sindicato afirma que, ao contrário do que diz o governo, fiscalização em Minas está sendo reduzida

Com objetivo de buscar reverter o fechamento dos Postos de Fiscalização do Estado, a diretoria do SINDIFISCO-MG se empenha em várias frentes de luta: administrativa, política e judicial. Nesse sentido, foram realizadas diversas reuniões com o governo  com a participação de representantes dessas unidades.

Complementando esse trabalho e visando esclarecer a sociedade, a Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG fez contato e enviou release para imprensa, contestando informações divulgadas na mídia, na semana passada, de que depois da paralisação dos transportadores de combustível, que afetou o abastecimento dos postos da capital, o governo de Minas se compromete mais uma vez a estudar a possibilidade de reduzir os impostos e, além disso, promete fechar o cerco nas fronteiras contra o transporte irregular de diesel e gasolina em Minas.

O presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, foi entrevistado pela Rádio Itatiaia, falando do desmantelamento dessas importantes e estratégicas unidades no combate à sonegação […] Leia mais

Ouça a entrevista 


janeiro 25, 2012

FHC diz que Serra perdeu em 2010 por repelir alianças e centralizar decisões

Em entrevista à The Economist FHC diz que sonhou com Lula

Fernando Henrique Cardoso adiciona uma dose mais forte de tempero ao processo político brasileiro, que neste ano leva os eleitores às urnas para a escolha dos futuros prefeitos municipais. FHC toma partido, pela primeira vez em público, em favor do senador mineiro Aécio Neves e pela primeira vez diz o que pensa do ex-governador paulista José Serra, que se considera candidato natural, por direito divino, à presidência da República.

Análise da derrota – Afirma, ainda, que a oposição está presa a uma armadilha. Ele entende que, como a sensação geral de bem-estar beneficia o governo do PT, a saída da oposição será baseada em ideias não-econômicas, como justiça, segurança pessoal, republicanismo versus corrupção, respeito à lei, qualidade de vida.

Em seguida, conta que havia sonhado com o ex-presidente Lula, e que ambos haviam feito uma proposta conjunta de consenso nacional, em torno de questões como energia, educação, criação de infraestrutura, convergências de interesses entre iniciativa privada e governo e como obter um acordo na área ambiental.

Ao entrar na análise da derrota de seu partido na última disputa presidencial, ele acusou José Serra de ter sido arrogante e por isso acabou isolado até mesmo dentro do PSDB. Ele afirma que o PSDB perdeu uma eleição considerada ganha em 2010 – tinha ampla vantagem nas pesquisas, no início da campanha, e acabou perdendo para uma candidata que nunca havia enfrentado as urnas. E responsabiliza diretamente José Serra, acusando-o de repelir alianças e centralizar as decisões.

Ele diz claramente preferir que Serra não insista em nova candidatura, descarta o governador paulista Geraldo Alckmin e afirma explicitamente que o candidato óbvio de seu partido é Aécio Neves.

Fernando Henrique oficializa o apoio do núcleo histórico do PSDB à provável candidatura de Aécio Neves em 2014. Isolado, José Serra terá que apostar no PSD, partido criado pelo prefeito Gilberto Kassab, e entrar na disputa presidencial como uma terceira via […] Leia mais

Entrevista completa

Tags:
agosto 12, 2011

Auditor fiscal pede a servidores que denunciem

11 ago 2011

Barroso pede a todos os servidores que denunciem ilegalidades e esquemas do Governo

Ao dar uma isenção, o governo retira o dinheiro do povo para dar aos empresários, portanto, a população tem que tomar pleno conhecimento.

Em entrevista ao programa “FALANDO A VERDADE”, do jornalista Eudes Lustosa, de ontem – quarta feira – 10/08, Francisco das Chagas Barroso falou sobre a irresponsável concessão de isenção às usinas do Madeira. Condenou veementemente a forma com que a Assembléia Legislativa do Estado,“de forma esperta e traiçoeira”,  aprovou na semana passada o projeto de Lei 138/2011, concedendo a isenção autorizada pelo CONFAZ, escondendo da população e da imprensa. Alertou que o povo tem o direito de saber de todos os atos do legislativo, principalmente os que concedem benefícios fiscais. Ao dar uma isenção, o governo retira o dinheiro do povo para dar aos empresários, portanto, a população tem que tomar pleno conhecimento.

Disse que confia no Ministério Público, mas que é um direito de qualquer cidadão apelar para o Conselho Nacional do Ministério Público, nos casos onde haja omissão ou demora dessa instituição na apuração de denúncias. Afirmou que há algo muito estranho nessa isenção, já que nenhuma autoridade do Estado, nem governador, nem deputados estaduais, se pronunciaram acerca do benefício. “Está tudo muito nebuloso”. Disse que, por ser matéria complexa, o governador delega as questões tributárias a outras pessoas do alto escalão do governo, o que poderá vir a representar um “perigo” para o chefe do executivo.

Ao final, conclamou os servidores públicos a denunciarem injustiças e ilegalidades praticadas no governo. “Os governos sempre foram cheios de esquemas e ilegalidades. Portanto, conclamo aos servidores do Estado a denunciarem essas práticas”. Para isso, não precisam de provas absolutas, mas apenas indícios. Esses indícios serão investigados pelo Ministério Público ou até pela Polícia Federal, dependendo da matéria. “Não temam retaliações, pois se vocês estiverem com a razão, ninguém poderá prejudicá-los. Não se sintam constrangidos em denunciar, as denúnciasfazem parte do processo civilizatório da sociedade”, finalizou.

TudoRondonia.com

Tags:
abril 11, 2011

Entrevista com o colega José Carlos

José Carlos Franco Fernandes, ingressou na carreira em setembro de 1952, trabalhou em diversos postos fiscais e se aposentou no PFC do Brás em 1985. Em sua vida, sempre cooperou com entidades beneficentes, comunitárias e clubes de serviço. Há oito anos vem colaborando com as entidades da nossa classe, nas diversas mobilizações políticas, bem como junto à AMAFRESP, como seu Auditor Interno. No SINAFRESP, fez parte da Comissão de Aposentados na gestão 2007/2010 e da Comissão Eleitoral, como seu presidente, para as eleições 2010/2013. Completou 80 anos há pouco mais de um mês, e concedeu entrevista ao BLOG do AFR onde faz um balanço e reflexão sobre a carreira.  Leia a entrevista

abril 5, 2011

Entrevista com João Dado

Prioridade para reforma política e combate à guerra fiscal entre os Estados

O deputado federal João Dado (PDT-SP), reeleito com mais de 70 mil votos, foi o segundo mais bem votado dentro do partido, atrás apenas do também deputado federal Paulinho da Força. Não se cansa de repetir:

o nosso gabinete pertence à classe fiscal.”

Em seu quarto mandato, o parlamentar terá como metas principais para 2011: a luta pela reforma política, para evitar os abusos do poder econômico durante as eleições, e a aprovação do Projeto de Lei n. 1635/2007, que acaba com a guerra fiscal entre os Estados e reduz a carga tributária, além da permanente atuação pela Lei Orgânica e pelo Subteto único. Leia a íntegra da entrevista concedida à Febrafite: Primeira parte –  Segunda parte

Leia também:

PEC – João Dado diz que mobilização é necessária

Subteto – Mobilização na Câmara

Tags:
abril 2, 2011

SP joga duro para manter investimento

Andrea Calabi é entrevistado pelo Valor Econômico

O governo de São Paulo pretende sustentar seu plano de investir R$ 80 bilhões nos próximos quatros anos com aumento de arrecadação, privatização e ampliação da capacidade de endividamento. O secretário de Fazenda, Andrea Calabi, disse ao Valor que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) deverá manter a polêmica política de substituição tributária, além de aumentar a fiscalização e adotar “tolerância zero” com benefícios ilegais.

A única privatização possível, da Cesp, tentada sem sucesso no governo José Serra, entrará novamente nos planos do governo para a obtenção de receitas extraordinárias. Além disso, está em estudos a proposta de cobrança de contribuição de melhoria – um tributo previsto na Constituição Federal, mas praticamente inexplorado por Estados e municípios. A ideia é instituir a cobrança nas obras de infraestrutura previstas para a Copa de 2014.

Íntegra da entrevista

fevereiro 12, 2011

Sindicato promove Congresso Estadual

O Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte promove de 06 a 08 de abril, o VIII Conefisco. O evento trará para Natal grandes nomes do Fisco regional e nacional, além de autoridades políticas, como a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, o Senador José Agripino Maia e Ministro da Previdência Garibaldi Alves.

Além das palestras, ministradas por autoridades governamentais e do fisco, os participantes poderão participar de debates e encontros para intensificar a troca de experiências e fortalecer a atuação e representatividade do fisco no RN e no país.

De acordo com o estatuto do Sindifern, nos últimos seis meses de cada gestão, é realizado um congresso regional do Fisco, para avaliar e discutir os rumos da categoria na conjuntura local e nacional.

A presidente do Sindifern, Marleide Macedo, fala sobre a realização do evento. Confiram:

– O que é o Conefisco?

Marleide Macedo: É o Congresso Estadual dos Auditores Fiscais, realizado a cada dois anos pelo Sindifern. É um evento que concilia debates em torno de temas de interesse específico da Fiscalização, com a discussão de questões relacionadas à atividade fiscal, mas que sejam de interesse amplo, para atrair a atenção de toda a sociedade.

– Presidente, qual a importância do VIII Conefisco?

Marleide Macedo: O VIII Conefisco é uma oportunidade de promover a mobilização geral da categoria, visando avaliar a sua realidade em relação à situação política geral e às variações atuais da conjuntura econômica, política e social do nosso País.

– Quais serão as temáticas discutidas durante a realização do VIII Conefisco?

Marleide Macedo: De acordo com a temática escolhida pelo Congresso “ Fisco: Essencial para uma sociedade justa e democrática”, vamos trabalhar com discussões em torno de assuntos como: A Essencialidade do Fisco para a Sociedade e a Democracia; Lei Orgânica da Administração Tributária; O perfil ideal do Auditor para uma nova sociedade; além de debates sobre a carreira do Auditor Fiscal do RN e Reformas Tributária, Política e Previdenciária.

– Qual o significado do tema escolhido “ Fisco: Essencial para uma sociedade justa e democrática?

Marleide Macedo: A escolha do tema para nortear as diretrizes do VIII Conefisco surgiu do anseio da diretoria do Sindifern em proporcionar uma aproximação do Fisco com a sociedade. Queremos que o evento seja uma forma de mostrar à sociedade a importância da aplicação dos tributos e o significado do Fisco como uma das fontes de financiamento para o Estado no âmbito da educação, saúde e infraestrutura.

– O que um evento como o VIII Conefisco pode repassar para a categoria?

Marleide Macedo: A oportunidade vai propiciar trocas de conhecimentos entre os convidados e toda a categoria envolvida, além de evidenciar as lutas e políticas desenvolvidas em torno da profissão de Auditor Fiscal no Brasil.

– Qual a expectativa da Diretoria do Sindifern para a realização do evento?

Marleide Macedo: Esperamos fazer o VIII Conefisco um evento regional com porte de nacional. É um evento que tem tudo para entrar para os anais da história do fisco, pois contaremos com a presença de palestrantes de elevado nível técnico, que irão proporcionar debates e discussões político-ecônomicas relevantes. Todo o Fisco potiguar e nacional está convidado a participar desse importante evento. A busca da justiça fiscal é um dos grandes desafios para o nosso País nos próximos anos e cada auditor fiscal está diretamente comprometido com essa causa.

A programação completa do VIII Conefisco, além de detalhes sobre as inscrições, hospedagens e palestrantes convidados, podem ser conferidos através do site:

http://www.sindifern.org.br/conefisco

Tags:
fevereiro 11, 2011

O Fisco é de Estado e não de governos

ENTREVISTA – Charles Alcântara

Ex-homem forte do governo, o presidente do Sindifisco faz profissão de fé pelo fim das interferências políticas no Fisco

Desde os primeiros sopros libertários do PT na agitada década de 1980, ele respira política. Hoje, aos 44 anos de idade e 25 de militância, sua biografia contém passagens por episódios agudos da política contemporânea no Estado. No maior deles, foi o protagonista petista da articulação que em 2006 fez o PT chegar pela primeira vez ao poder estadual e colocar na cadeira de governadora a bancária Ana Júlia Carepa, a primeira mulher a ocupar o posto em 188 anos de história republicana. Fora do governo desde abril de 2008, descartado da Casa Civil e da articulação que fazia com os partidos aliados, Charles Alcantara dedica-se à presidência do Sindicato dos Servidores do Fisco do Pará. “Sou sindicalista em tempo integral”, diz nesta entrevista à Revista do Sindifisco, comemorativa os 18 anos do sindicato. Nela, enfatiza que o Fisco é “carreira típica de Estado, jamais de governos”

http://sindifisco-pa.org.br/images/EntrevistaCharlesAlcantara.pdf

Tags:
janeiro 24, 2011

Fenafisco tem nova diretoria

O entrevistado desta edição é o presidente eleito da Federação Nacional do Fisco Estadual (Fenafisco), Manoel Isidro dos Santos Neto. Nascido em João Pessoa, na Paraíba, graduado em Ciências Contábeis pelo Unipê -Centro Universitário de João Pessoa e pós-graduado em Auditoria Fiscal Contábil pela Universidade Federal da Paraíba. É Auditor Fiscal Tributário concursado desde 1998. Foi presidente do Sindifisco-PB e vice ­presidente da Fenafisco. Ele comandará a Federação no triênio 2011/2013.

Nesta entrevista, ele fala das expectativas da nova gestão, sobre o trabalho de seu antecessor, Rogério Macanhão, e da relação da Fenafisco com a política, entidades e sociedade.

O que o senhor espera das lideranças sindicais neste mandato que se inicia?

Espero total apoio às atividades desenvolvidas pela Fenafisco. Pela experiência que adquiri ao longo do tempo, principalmente no movimento sindical, não fazemos nada sozinhos. Precisamos da união e participação das entidades sindicais, Fenafisco e sindicatos filiados, e também dos filiados, que são servidores públicos fiscais tributários. Para isso, a Fenafisco fará permanentemente um trabalho de conscientização com as atividades de formação político-sindical, que não é apenas um curso ministrado pela Federação; serão criadas possibilidades de participação desses filiados nas atividades da nossa Federação. Com isso, com uma base unida e conscientizada, ficará mais fácil de alcançarmos o objetivo maior que é a mobilização da categoria em prol das bandeiras de lutas da Classe Fiscal e de toda a sociedade.

Foi unanimidade entre as lideranças sindicais que a Fenafisco se fortaleceu de forma significativa sob o comando de Rogério Macanhão. É possível destacar a sua principal qualidade?

A principal qualidade de Rogério Macanhão é que ele tem um estilo próprio de liderança, pautado pela aproximação aos sindicatos filiados. Uma disposição extraordinária de ouvir bastante e uma capacidade incrível de conciliar as ideias antagônicas para conduzir com segurança nossa entidade queéaFenafisco. São marcas com as quais eu concordo em gênero, número e grau, e que procurarei seguir, não igual a ele porque cada um tem seu estilo próprio, mas procurarei, dentro da minha forma de ser, essas marcas que são imprescindíveis para a condução da nossa maior entidade sindical.

A chapa única sinaliza um consenso quanto à atuação da Fenafisco?

Em minha opinião, de certa forma sim. Sinalizou que nas duas gestões em que o companheiro Rogério Macanhão esteve à frente da Fenafisco, esta alcançou um crescimento em todos os aspectos a olhos vistos. Quem conhece e, principalmente, quem conheceu a Fenafisco, no passado, observa isso com nitidez e não encontra argumentos para negar esse fato. Mas, por outro lado, o resultado das eleições, mesmo sendo chapa única, indica um recado: que ainda precisamos melhorar. Como a imperfeição é inerente a todos nós seres humanos, a nossa entidade, dirigida por nós, seres humanos imperfeitos, também necessita de aperfeiçoamento. No decorrer da nossa gestão, tentaremos melhorar, mas conscientes de que não alcançaremos a perfeição.

Qual o maior desafio da Classe Fiscal a curto prazo?

A curto prazo, eu visualizo um período de um ano. Ou seja, no meu entendimento eu visualizo que nosso maior desafio será em 2011. Os palestrantes que se apresen­taram no XV Conafisco nos fizeram esse alerta, e eu concordo. Neste momento, conclama-se que não só a Classe Fiscal, mas todos os trabalhadores precisam estar unidos e mobilizados para evitar a retirada de mais direitos trabalhistas.

Qual o caminho para o fortalecimento da repre­sentatividade do Fisco no parlamento?

A Fenafisco iniciou esse debate, que não foi fácil e comvárias discordâncias, mas aprovou por maioria que ele deveria estar na pauta do dia. E assim fizemos, e já alcançamos resultados mais positivos. Hoje, quase não existem ideias discordantes acerca do tema. O desafio agora, senão dizer o sucesso desse objetivo, é a ocupação dos espaços políticos que não se resumem apenas na democracia representativa, e sim na democracia participativa. Com a colaboração dos 30 sindicatos filiados à Fenafisco, desejamos e pretendemos disseminar isso no seio dos servidores fiscais tributários e que eles possam também disseminar junto a seus familiares, para potencia­lizarmos a ocupação desses espaços políticos.

Qual a sua avaliação sobre o XV Conafisco?

Esse XV Conafisco, em minha opinião, e pelo que pude observar na opinião de todas as pessoas com quem tive contato, foi o melhor congresso realizado por nossa Federação. Tudo conspirou para o sucesso desse evento: o local de sua realização, a qualidade das palestras proferidas, a qualidade das apresentações técnicas, as atividades culturais e esportivas, a organização, a participação da categoria que enalteceu o evento com quase 1.400 congressistas, tudo isso conspirou para o sucesso de nosso congresso. Em minha opinião, essas 1.400 pessoas participantes desse congresso não saíram mais as mesmas. Esse evento plantou em seus corações e em suas mentes o desejo de participação em outros congressos que virão. Sem contar o nível de conscientização que um evento desse porte constrói em cada um de nós. Finalmente, a minha avaliação é mais que positiva.

.ooooOoooo.

O Fisco Estadual e Distrital reafirmou a união da categoria nas eleições, com a presença de chapa única no pleito, intitulada “Vencendo Desafios”.

DIRETORIA EXECUTIVA DA FENAFISCO

Presidente – Manoel Isidro dos Santos Neto (PB)

Vice-Presidente – João Marcos de Sousa (PR)

Diretor Administrativo e Financeiro – Paulo Roberto Ferreira Bonfim (MS)

Diretor Para Assuntos Parlamentares e Relações Institucionais – Rogério Macanhão (SC)

Diretor de Formação Sindical e Relações Inter-Sindicais – Liduíno Lopes de Brito (CE)

Diretor para Assuntos Técnicos e Comunicação: Guilherme Frederico Pedrinha de Azevedo (ES)

Diretor Jurídico e de Defesa Profissional: Mauro Roberto da Silva (RO)

Diretor de Aposentados e Pensionistas – Marco Aurélio Cavalheiro Garcia (MS)

SUPLENTES DE DIRETORIA EXECUTIVA:

Aunides de Freitas Costa Nunes (AL)

Carlos Pereira Campos (TO)

José Pedro Faria (MT)

José Alberto Garcez de Carvalho (SE)

Luiz Osvaldo Barbosa Evangelista (AM)

José Roberto Ferreira de Souza (RR)

Marleide Carvalho de Macêdo (RN)

Otarci Nunes Da Rosa (MT)

CONSELHO FISCAL – TITULARES

Rudimar Braz de Melo (SE) – 99 votos

Francisca das Chagas Barbosa Lima (MA) – 90 votos

Philippe Salha (PI) – 77 votos

CONSELHO FISCAL – SUPLENTES

Maria Cristina Lima de Sousa (PI) – 74 votos

Antonio Mendes Patriota (DF) – 71 votos

José Alves Coelho (CE) – 67 votos

do informativo do Sindicato dos Fiscais de Rendas do Estado do Rio de Janeiro – Plantão Fiscal, nº 15, Dez/2010, pág. 4 e 5