Archive for ‘Waldeban Medeiros’

novembro 6, 2015

[Eleições Sinafresp] Mensagem aos colegas aposentados

edu-montEduardo Monteiro*

Caros colegas aposentados,

Para que não haja dúvida sobre o que a chapa ‪#‎Atitude‬ pensa sobre os aposentados, lembro alguns detalhes que já constam do meu perfil na ‪#‎Atitude‬.

Quaisquer boatos de que nossa chapa admitiria a cessação de PR para os aposentados, ou a perda de quaisquer direitos, são totalmente infundados e mencionados com má fé. Formamos um grupo coeso e determinado a perseguir melhorias para todos. Acolhemos na formação da chapa colegas nos mais diversos estágios da carreira, com o objetivo de conhecer a fundo os problemas da classe, buscar soluções e, principalmente, fomentar a unidade de propósitos e ações, maior força a que podemos recorrer na luta pelos nossos justos pleitos […] Continue lendo

*Candidato a Diretor de Aposentados do Sinafresp pela Chapa 1 – Atitude

junho 22, 2013

O Outono Verde Amarelo

waldebanWaldeban Medeiros*

De repente, mais do que de repente, uma voz surge da imensidão do nada, através do éter e convoca, de repente, uma passeata. A voz misteriosa toma corpo e se materializa em dezenas, centenas, milhares de manisfestantes, passando a ocupar ruas, praças e avenidas movida por um único pensamento: o grito por mudanças, justamente quando o Brasil passa por uma série crises institucionais, com os poderes constituídos desconhecendo a causa pétrea de que são harmônicos entre si, guardadas as responsabilidades pelos seus atos!

O local é o Brasil e a estação do ano é o outono. O “Outono Verde Amarelo” é um desses movimentos que surgem do nada, principalmente quando tudo está atravessado na garganta do povo, a grande parte desse povo que um dia gritou por “diretas já“, “fora Collor” e que décadas mais tarde ainda ver triunfar as nulidades, com o desvio de verbas para erguer suntuosos templos dedicados ao futebol, enquanto milhares de pessoas que dependem da água para sobrevivência vêem, atônitas, a paralisação das obras que seriam a redenção desse sofrimento: a transposição do “Velho Chico”!

O grito que escutamos hoje ficou atravessado durantes anos na cada garganta das vozes desses anônimos manisfestante. É o grito ainda por uma melhor educação, por uma saúde mais atuante e uma melhor segurança que assegure a vida, o patrimônio e varra de uma vez por toda a violência que grassa em cada quadrante deste País. Em suma: melhor qualidade de vida para todos!

Engana-se quem pensa que essas manifestações estão associadas ao simples protestos do aumento R$ 0,20 nas passagens dos coletivos! A reivindicação é mais forte! O “Outono Verde Amarelo” é o execício da democracia em sua plenitude. Sua bandeira representa o pedido de “muda, Brasil”, independente de facção política, de seus artífices ou protagonistas. A bandeira é do povo, para o povo e pelo povo, na essência mais pura da democracia!

Portanto, desculpem os transtornos: pois eles estão mudando a cara do nosso Brasil!

Lamentável é que, a essa festa, se juntem vândalos, aproveitadores, baderneiros e saqueadores tentando confundir os reais objetivos dessas manifestações, gerando com isto o confronto direto com a polícia e empanando o brilhantismo desses atos de grande poder cívico.

medewal@gmail.com

ARTIGOS de VALDEBAN MEDEIROS

*Waldeban Medeiros é jornalista, escritor, psicólogo e auditor fiscal do Estado da Paraíba aposentado, tendo exercido o cargo de Coletor Estadual na cidade de Sousa nos anos 90/94, com título de cidadão sousense pela sua militância no futebol da cidade “sorriso”, tendo sido um dos fundadores da Liga Sousense de Futebol. 

maio 4, 2013

Origem dos Ditos Populares II

waldebanWaldeban Medeiros

Quem Tem Boca Vai a Roma!

Os ditos populares se proliferam sistematicamente. À medida que alguém os escuta e os repete mais na frente, eles são pronunciados de maneira diferente, não importando para quem os pronunciam se está correto ou não.

Na Roma antiga, à época dos imperadores, aqueles que iam morrer, seja decapitado ou devorado pelos leões, dependendo do humor dos sádicos dirigentes, tinham que proferir uma frase que, pelo seu conteúdo, representa a crueldade que imperava no império romano: “Ave César! Os que vão morrer te saúdam”!

Entretanto, como em todo grupo existem os dissidentes, após pronunciarem a hipócrita frase, uma boa parte daqueles condenados à morte gritava numa só voz: “Quem tem boca vaia Roma”! Isto mesmo, vaia do verbo vaiar. E tome apupo, tome vaia, afinal, sabiam que não escapavam da morte, uma vaia aqui outra ali apenas alimentava o coro de protesto contra o regime […] Continue lendo

março 10, 2013

Origem dos Ditos Populares

Waldeban Medeiros

waldeban“Agora Inês é Morta”!

É comum, diariamente, uma expressão popular ser pronunciada para ilustrar um trecho de uma conversa sem, no entanto, nos depararmos para saber sua origem. Esses tais ditos, que são chamados de “expressões populares”, nascem ao bel prazer dos acontecimentos e quase sempre são deturpadas por aquelas pessoas que as ouvem inicialmente e saem divulgando da melhor forma que lhes achar conveniente, surgindo daí uma fonte inesgotável do mais puro folclore sertanejo. Quem, por acaso, já escutou a expressão “agora Inês é morta” custa a acreditar que a mesma nasceu num foco completamente diferente do que se imagina, desde quando ela foi pronunciada pela primeira vez.

Conta o folclore que numa pequena cidade do sertão paraibano, Maria estava radiante com a sua gravidez de nove meses, depois de esperar quase três anos para ganhar barriga, coisa incomum para os padrões locais. Alegre, mas temerosa, agarrou-se com alma e fé em Santa Inês com a promessa de que, se o rebento fosse feminino, já que à época não havia ultrassom para determinar antecipadamente o sexo da criança, daria o nome da padroeira da pureza e da castidade.

 Como por milagre, eis que nasce justamente uma linda e robusta criança. Movida pela alegria e contentamento, ela logo determinou ao marido, o Zé de Felismino, que fosse correndo ao Cartório registrar a filha com o nome de Inês, conforme a promessa:

Zé, preste atenção, o nome é Inês Felismino de Jesus, não esqueça! […] Leia a continuação do conto

março 5, 2013

A Verdadeira Autoridade

Waldeban Medeiros

Nas décadas passadas, entre 50 e 80, as autoridades máximas dos municípios interioranos do Brasil, notadamente na região nordestina, eram representadas pelo prefeito, o juiz, o padre, o coletor estadual e o fazendeiro mais rico, nesta precisa ordem. A palavra desses tinha fé de ofício e suas decisões, a força de lei, e ai de quem deles discordassem.

O causo presente se passou na década de 80, quando as coletorias estaduais eram agrupadas em regiões administrativas… Nessa época, o exercia a função de coletor estadual no município de Catolé do Rocha o agente fiscal Expedito Leite da Silva e a Superintendência do 9º Núcleo Regional de Finanças era ocupada pelo também agente Fiscal Janser Loudal Florentino Teixeira.

Pela hierarquia se vê claramente que o superintendente regional era a autoridade maior da redondeza. Um cargo que equivalia, nesta época à figura da extinta função de inspetor fiscal… a figura do coletor continuava a ser emblemática para certas situações. Foi o que aconteceu a seguir! […] Leia a crônica completa