Atrasos no pagamento da “PR”

Sebastião Amaro Viana Filho

Boca no trombone! Os atrasos no pagamento da Participação nos Resultados (PR) são motivados por inconsequências administrativas dos Secretários das diversas Pastas responsáveis pelos processos de avaliação, apuração, conferência e publicação do ICAT, que não fazem cumprir os prazos previstos na legislação de regência, talvez até por ordem superior do chefe do Executivo Estadual.

Também pudera! Existe muita gente para conferir o óbvio, muitos “matemáticos” integrantes dos diversos “grupos de trabalhos de assessoramento” na Secretaria da Fazenda, na Secretaria da Casa Civil, na Secretaria da Gestão Pública e na Secretaria de Economia e Planejamento e, além disso, o atraso no pagamento da Participação nos Resultados (PR) fica ainda mais evidente quando o processo de apuração do ICAT vai a trâmite na Comissão Intersecretarial, sem a menor explicação deste procedimento, porque também não se sabe “as razões de sua existência e nem as razões de sua finalidade”.

Desnecessário a designação de tantos funcionários das mais diversas pastas, reunidos em comissão ou em grupos de apoio, para conferir, avaliar e analisar o processo remuneratório da Participação nos Resultados (PR) que deveria estar, exclusivamente, sob a responsabilidade da Secretaria da Fazenda, não fosse os absurdos administrativos prescritos na própria Lei Complementar 1.059 / 2008, aberrações que somente agora, nos últimos dois ou três anos, começam a ficar mais destacadamente afloradas em razão da continuidade nos atrasos de pagamento dessa parcela remuneratória trimestral.

Na realidade, todos Fiscais de Rendas, que um dia vestimos a camisa no exercício das mais diversas funções na Secretaria da Fazenda, cumprindo e fazendo cumprir os requisitos legais e funcionais no incremento da arrecadação tributária, com orgulho de ter a consciência do dever cumprido no desempenho do ofício laboral, estamos hoje andando em círculo no grande deserto das incertezas, porque estamos inertes nas demonstrações da força que nos foi outorgada por lei infraconstitucional, dentro dos princípios da legalidade e moralidade previstos em nosso ordenamento jurídico.

De um modo geral, os Fiscais de Rendas do maior e mais rico Ente Federativo, estamos vivendo um tempo do mais completo abandono administrativo, tamanho o descaso dos mandatários do poder, que sequer dispõem a pensar nos apelos que fazemos na tentativa de atingir nossos objetivos e, dentre eles, o desejo de ver atendidas nossas reivindicações salariais, entre tantas outras, a que temos direito e, o SINAFRESP vai bem, obrigado.

Mas, será que o SINAFRESP sabe quem são os verdadeiros culpados pelos atrasos no pagamento da PR? Ao que parece, pode se dizer que não, porque culpados somos todos nós que um dia acreditamos em promessas de van filosofia e discurso arrebatador de certo tucano que gosta de responder a tudo com um simples menear de cabeça, dizendo: “dá pra fazer”, no que é seguido e reverenciado pelos seus súditos integrantes das diversas Pastas por onde passa o processo da Participação nos Resultados.

Você está tão exigente. Faça você mesmo.

Vale enfatizar que a classe de Fiscais de Rendas segue submissa, observando o descumprimento dos prazos para consolidação do processo de pagamento da Participação nos Resultados, conforme previsto na Lei Complementar 1059/2008 e na Resolução SF 56/2008, e, além do mais, nossos representantes classistas parecem estar adormecidos, inertes a tudo isso, e não tomam nenhuma providência para que os prazos para pagamento da Participação nos Resultados (PR) sejam cumpridos no rigor da Lei, com observância dos procedimentos administrativos pertinentes.

Por isso queremos mais uma vez botar a boca no trombone para questionar até quando a categoria de Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo terá que conviver com essa situação, aceitando passivamente, contra sua própria vontade, os descasos das autoridades administrativas legalmente imbuídas das pertinentes prerrogativas funcionais e, que propositadamente, deixam de fazer cumprir os prazos prescritos na lei concernente ao pagamento da Participação nos Resultados – PR.

Portanto, é extremamente necessário que providências sejam tomadas para sacudir o cérebro dos adormecidos nos diversos Gabinetes da Administração Fazendária, visando dar continuidade na persecução dos nossos direitos que, infelizmente, estão sendo cotidianamente enfraquecidos por conveniências administrativas praticadas nos Gabinetes dos Altos Escalões de outras Autoridades Administrativas, estranhas aos interesses dos servidores públicos vinculados à Secretaria da Fazenda.

savianafilho@gmail.com

ARTIGOS de SEBASTIÃO AMARO VIANA Fº

*Agente Fiscal de Rendas (SP) aposentado desde 2009. É bacharel em Ciências Contábeis, foi Consultor fiscal e tributário na COAD –Contadores e Advogados – Revista Fiscal. Em 1988, ingressou na carreira, no PFF-Florínea, logo depois atuou em Marília. Foi Corregedor Fiscal na CORCAT.

39 Comentários to “Atrasos no pagamento da “PR””

  1. Pois é Sebastião,
    Como vc. disse: O Sinafresp vai bem,
    pra onde, saiu de férias ou está Intimidado….???!!

    • Meu amigo e colega Meireles, acho que o SINFRESP saiu de férias porque está intimidado. Agora vamos esperar que a partir de 2016 tenhamos nossa força maior pulsando através de uma representatividade classista sem férias e sem medo. Saudações cordiais. Tião.

  2. Imaginem: 4 ou 5 secretarias tendo que conferir um calculo de pagamento salarial de outra secretaria ! É desconfiança da Secretaria da Fazenda ? Desconfiança do Secretario da Fazenda ? Desconfiança na elaboração dos cálculos de valores de uma Secretaria que administra as finanças do Estado? Falta de representatividade da nossa classe? Caso pensado da funesta e alta “copula” do governo ? São perguntas que exigem resposta de quem de direito. O que ainda virá, certamente nos fará saudosos do tempo presente. A continuar assim a Secretaria da Fazenda terminará em uma sub-secretaria administrada por um comitê de senhores indicados pelas outras secretarias mais importantes que ela foi, num passado glorioso que jamais voltará.

    • Meu caro Wilson, você tem razão. Mas, o pior de tudo é que, no caso da nossa PR, a própria LC 1059/2008 prevê que o processo de pagamento da PR tem que passar pelo crivo dessas quatro ou cinco secretarias, e eu, particularmente, acho isso uma tremenda aberração administrativa que não deveria existir, pois o processo de pagamento da PR deveria ser analisado exclusivamente pela Secretaria da Fazenda, órgão a que legalmente estamos vinculados. Mas, enquanto os cães ladrem e as caravanas passam, vamos pelejando até que um dia a situação possa melhorar e as autoridades administrativas possam voltar a andar nos trilhos do bom senso submisso às leis e aos bons constumes. Obrigado pelo seu comentário. Sebastião.

  3. Meu estimado Sebastião Amaro, estamos apenas colhendo os frutos da ignominiosa desestruturação da carreira, que foi vendida por uma moeda falsa, a PR,que todos sabíamos ser falsa, e uma tremenda armadilha.
    Mas os pelegos de então nos venderam!!!
    Perguntas onde está o SINAFRESP?
    Está onde sempre esteve: desempenhando um sindicalismo chapa branca.
    Tudo como dantes no quartel de Abrantes.
    Meu amigo, tenha presente que estes atrasos, dificuldades, e eternos recálculos tomando de volta boa parte do que pagam a cada PR, são intencionais, preliminares da sua futura extinção, quando estará então consumado o golpe dado, com a aquiescência do SINAFRESP e da AFRESP, destruindo nossa carreira e nossa dignidade.

    • Meu caro Edison, obrigado pelo seu comentário muito bem resumido sobre a situação político-administrativa que estamos vivenciando nesses últimos tempos. Já não temos mais a representação classista com a força de outrora e também falta-nos uma boa representação na ALESP, para apoiar nossas reivindicações. Mas, vamos continuar na peleja e quem sabe as coisas começam a melhorar a partir do próximo ano de 2016.

  4. Os comentários críticos dos colegas quanto a atuação da Sinafresp e tbém da Afresp, não tem cabimento, se estivessem no comando dessas associações o que fariam? Sugiram e caso não estiverem satisfeitos nas próximas eleições dessas entidades apresentem-se como candidatos e vamos juntos, com todo esse ímpeto crítico fazer algo em prol da nossa classe. Não, não sou membro dessas entidades e nem tenho procuração para defendê-los, mas acompanho de perto o que tem sido feito, contudo a batalha é duríssima. Portanto, procure saber o que eles tem feito e mais, participe de maneira mais efetiva, ficar criticando de longe sem querer se comprometer e ficar aqui tecendo críticas é comodo e fácil. Não ajuda em nada ficar lançando acusações, se não está satisfeito, vamos a luta, nas próximas eleições vamos elegê-los e utilizar toda a força da indignação que demonstra. Abraços.

    • Caro colega, obrigado pelo seu comentário. Considere que nossas críticas são construtivas e tem o objetivo único de sacudir o cécerebro das autoridades administrativas, tanto dos Secretários de Estado que detém a responsabilidade de avaliação do processo de pagamento da PR, quanto dos nossos representantes classistas. A questão é que tem muita gente na administração do governo pensando ser a própria lei e deixam de fazer valer as prerrogativas legais aprovadas pela ALESP e sancionada pelo Governador, principalmente sobre cumprimentos de prazos de pagamento da PR. Se nas próximas eleições do SINAFRESP você se apresentar como candidato pode ter a certeza de que meu voto será seu. Grande abraço.

  5. Lá atrás no passado, em 1988, achávamos que precisaríamos de ter voz junto a Fazenda e fundamos o Sindicato, que já foi mais glorioso e atuante. Hoje, é de um destemor brilhante!!! Acompanho os passos do sindicatozinho que deveria representar a classe de forma destemida, lutando pelos direitos e qual o papelzinho reservado a essa diretoria? Colegas, estamos perdidos…..

    • Fica triste não colega, vamos ter esperança de que no próximo ano a situação vai melhorar. Eu também me lembro de que assinei a Ata da AGE de constituição do nosso SINAFRESP e, confesso que ainda hoje consevo um certo orgulho de ter vivido aquele momento histórico, quando ainda desempenhava as funções da Fiscalização Direta de Tributos no Posto Fiscal de Fronteira de Florínea, na divisa do Estado de São Paulo com o Estado do Paraná. Grande abraço, Sebastião.

  6. Prezado Milton, talvez você seja novo na carreira, ou tenha estado alheio às lidas da classe nos últimos 30 anos, e não sabe da luta cruenta que muitos de nós enfrentamos para impedir a desestruturação, que foi apoiada pela AFRESP e pelo SINAFRESP.
    Procure se inteirar, estudar a estória da SEFAZ, para poder ter uma noção mais real do que sejam as entidades.
    Nosso sindicato é pífio, sempre foi atrelado à Administração da SEFAZ, embora em algumas gestões anteriores soubessem jogar melhor.
    Quanto à AFRESP, é o melhor clube de serviços que poderíamos ter. Loas à AFRESP, ao nosso serviço de saúde,- AMAFRESP-, e a tudo o mais que faz enquanto clube.
    Politicamente, nos últimos 20 anos, é um desastre, e não faz jus ao seu passado nesta época trágica para a carreira que tem sido o reinado do PSDB.
    Ponho fé que a recém eleita diretoria reverta esse quadro.
    Quanto ao SINAFRESP, com a atual diretoria, não tenho esperança alguma. Já provou sua incompetência.
    Já fiz o que pude pela classe, com muito sacrifício pessoal.
    Agora, velho, nem força física tenho mais para esta guerra.
    Cabe à novas gerações cuidarem do seu futuro.
    Abraços
    Em tempo: Tamiko, não tenha dúvidas. Com a gerencia atual do SINAFRESP, estamos perdidos…rsrsrs

    • Edison, faço minhas as suas palavras na resposta ao comentário do colega Milton Nauata. Nada mais a acrescentar. Obrigado.

  7. não tenho pressa em receber a PR.

  8. Quero agradecer a todos os colegas pelos comentários sobre a questão dos atrasos nos pagamentos da PR, que sem dúvida, enriquecem o debate e fortalecem a ideia de que devemos continuar nesta peleja até que os prazos previstos na lei sejam cumpridos pelos que pensam ser a própria lei. Obrigado a todos. Abraços, Sebastião.

  9. Tenho uma preocupação no que diz respeito ao pagamento da PR: o executivo está embromando ao criar o obrigatoriedade de análise quanto à correção dos cálculos envolvidos ou é embromação derivada da falta de “grana” para pagar o valor devido??? Haverá algum cristão que possa, mediante informações fidedignas, fazer a “auditoria” do valor pago e corroborar a sua validade??? Quanto às administrações da AFRESP e do SINAFRESP enquanto não houver elementos desvinculados da administração fazendária e/ou sem pretensões políticas pessoais vamos ter sempre entidades “chapa branca”!!!! Quem enfrentaria o executivo, secretário ou cat sabendo que ao deixar o cargo na entidade vai precisar voltar à ativa e aí sofrer o “castigo” por ter sido inconveniente????

    • Caro Colega João Harmel, sua preocupação é procedente e seus comentários estão corretíssimos. Você mencionou um ponto crucialmente importante a respeito do comportamento que possa estar relacionado a algum dos membros administradores tanto da AFRESP como do SINAFRESP que se fazem inertes e não tomam atitudes em favor da classe dos Fiscais de Rendas, porque exercem altas funções junto à Administração Tributária na SEFAZ e outros que até podem ter aspirações no exercício da política partidária na ALESP e, por isso fogem aos reais compromissos assumidos, para depois que concluírem seus mandatos eletivos nas nossas entidades representativas, voltarem a usufruir as benesses funcionais nos respectivos “aquários” nos diversos departamentos da SEFAZ. Para alterar a sistemática processual relativa à avaliação e pagamento da PR, há que se introduzir alterações substanciais na LC 1059 / 2008, de maneira que tenhamos comissões formadas somente por Fiscais de Rendas ou que sejam comissões mistas, integradas também por AFR’s. Nesta premissa, vale dizer que nossa classe de Fiscais de Rendas é constituída por profissionais das mais diversas áreas de formação acadêmica, inclusive, por especialistas, mestres e doutores em matemática, que poderiam ser convocados a fazerem a avaliação do processo da PR respeitando os respectivos prazos, não fossem maiores os problemas de ordem política visivelmente prejudiciais aos estritos cumprimentos da lei.

  10. Acho essa questão de passar por várias secretarias uma afronta à autonomia da SEFAZ, um enfraquecimento da pasta que deve ser levado ao conhecimento do secretário sob essa ótica, estimulando-o a mudar a 1059. Não precisamos pedir a benção a qualquer outro secretário para pagar nossa PR assim como o judiciário não pede a ninguém para pagar seus penduricalhos, simplesmente porque os recursos saem de orçamento próprio.

  11. Caro Edison e Sebastião,

    Talvez nossos colegas mais jovens não saibam; a remuneração atual do agente fiscal de renda foi fruto de maquinação do Secretário da Fazenda da época e do governo do PSDB que à revelia da classe criou outra lei, muito mais danosa e manipulável, tanto que o tal VPNI só existe por que a lei obriga a não alterar o valor nominal. Com o tempo, esse valor vai sendo consumido pela inflação, rebaixando ainda mais o valor total. Esse é o intuito da Fazenda. Nunca, em tempo algum, no governo do PSDB tivemos ajuda ou até audiência com o governador, mas lutou-se muito. A própria Miriam só foi recebida após vinte anos pelo governador para uma audiência, em que o atual governador pleiteava o cargo, portanto em período pré-eleição. Foi muito difícil no passado conquistar algo para a carreira e nos últimos anos, vejo que até aos mais jovens na carreira, criaram o tal nível básico e o estágio probatório. E tempos difíceis nos esperam, se a inflação realmente não for controlada o valor da quota certamente acarretará muitas perdas, isto além do teto que está congelado.

    Quisera eu, ter a idade desse jovens agentes, certamente gostaria muito de participar do sindicato, como em tantas assembléias que participamos no passado em São Paulo, no sindicato dos bancários…..

    • É verdade Tamiko. Você relembrou diversos aspectos históricos que vivenciamos num passado rescente e, bem por isso, devemos continuar na luta buscando pelo menos manter nossos direitos conquistados até aqui, porque, se ficarmos inertes corremos o risco de sermos eliminados no deserto das incertezas e no mar das ilusões das promessas não cumpridas. No Governo do PSDB nunca tivemos bom reconhecimento do nosso valor profissional pelas funções desempenhadas na Secretaria da Fazenda no incremento da arrecadação tributária. Com o falecimento do Governador Mário Covas e desde do início do Governo Alckmin a maioria das nossas reivindicações jamais foram reconhecidas e até a própria LC 1059/2008, foi elaborada de forma a prejudicar a evolução salarial da nossa categoria. Mas, apesar de tudo, não podemos desanimar. Vamos seguir em frente.

  12. E no site do SINAFRESP só vemos notícias de Taubaté e nem sei o que está por lá acontecendo!!!

    • “Segundo informações obtidas HOJE são de que o processo estava parado na Secretaria do Planejamento, mas que agora deslanchou com a atitude do secretário da Fazenda, Renato Villela, que foi pessoalmente cobrar o andamento do processo no Planejamento. Na sequência, o processo foi para a Casa Civil, onde está aguardando a publicação do ICAT.
      Após muita discussão sobre o cálculo, o índice atingiu os 106% no ano. O atraso ocorreu novamente, o que vem irritando e desestabilizando toda classe…”

      https://blogdoafr.com/2015/03/04/sobre-a-pr-do-4o-trimestre/#comment-29332

      • Gostei dessa notícia trazida pelo colega Téo, incansável coordenador do blogdoafr. Essas informações noticiadas nos dão a confirmação de que o atraso na avaliação e pagamento da PR está ocorrendo porque existe muita gente, muitos “matemáticos”, estranhos à nossa categoria funcional porque não são fiscais de rendas, são funcionários, servidores públicos de outras Secretarias totalmente desvinculadas da Secretaria da Fazenda. Agora, em sendo verdade que o Sr. Secretário da Fazenda, Renato Villela, tomou iniciativa própria como início das providências para o andamento do processo, cabe um voto de louvor pela sua digna atitude, restando saber se serão tomadas outras providências para evitar a continuidade desta aberração de inconsequência administrativa, em relação ao pagamento da PR no futuro.

  13. ……, mas que agora deslanchou com a atitude do secretário da Fazenda, Renato Villela, que foi pessoalmente cobrar o andamento do processo no Planejamento…..Deslanchou!!!! Caramba!!!!

  14. Maurício, é isso aí, nem sabemos o que aconteceu. Quando saiu a notícia de que algo ocorrera em Taubaté, eu aqui de longe, imaginei que fosse alguma coisa ligada a operação padrão, mas em local algum encontrei a explicação dos fatos. O pessoal do sindicato não fez um relato dos fatos e eu, aposentada e afastada dos ativos, residindo em peque cidade do interior, fiquei alheia, isto é, “boiando”. O que fiquei sabendo é que houve falha, desencontro, ou coisa do tipo no atendimento do Sindicato aos colegas envolvidos. Acho um assunto muito importante, até mais do que discutir a PR. Como nossa índole é egoista e só pensamos em nós mesmos, primeiro, sem querer ofender o caro colega, o assunto da PR sobressaiu mais nestes comentários. .

  15. Quando os prezados colegas falam em reinado do PSDB em SP, por que será só consigo me lembrar do “Serra”?
    Renato Villela, um abraço. Teresinha

    • Terezinha, acredito que foi um dos “duros” na conversa com os AFRs. Não dava chance alguma para contatos e audiências…. Pode ter sido um bom administrador, mas mau político…é o que penso.

  16. 1) Acho que mais absurdo do que PR demorar é pagar Participação de Resultado para pessoas aposentadas. Com todo respeito a essas pessoas que trabalharam no Estado, mas que impacto elas tem na arrecadação estando sentadas em casa vendo televisão, ou prestando assessoria jurídica tributária para algum escritório, ou curtindo seu justo descanso na praia, ou viajando ou onde quer que seja? Chega ser um contra senso, alguns fiscais aposentados ganham PR sobre a arrecadação de um lado e de outro ganham por assessorias tributárias que servem justamente para baixar essa arrecadação. Mas enfim, foi essa a escolha do nosso sistema jurídico e administrativo.

    2) Pelo que sei existe sim uma desorganização no Estado no que se refere a essa relação intersetorial (secretarias), mas isso não justifica a Fazenda sozinha tomar conta do processo de pagamento da PR, até porque a gestão orçamentária e a gestão pública não se referem apenas a Secretaria da Fazenda. Indicadores de melhoria de gestão pública, e isso inclui a área meio, da qual a arrecadação faz parte, também estão dentro da alçada da Secretaria de Gestão, e o orçamento do Estado e seus limites de gasto estão na alçada da Secretaria de Planejamento.

    O que se deve fazer é melhorar os processos.

    • Raphael, hoje você é jovem, um dia voce será velho, estará aposentado. Sou hoje, você amanhã. O”inútil” de hoje, já prestou muitos serviços à comunidade, ao estado, ao país.

    • Raphael, entendo seus desabafos que talvez sejam frutos da impetuosidade de sua juventude e aproveito para lhe dar parabéns pelas suas reflexões anti-classista, porque pra você que se dane a lei, e se no futuro você vier a pensar ser a própria lei, lembre-se que na administração fazendária e também na representação classista, sucumbiram-se todos que pensaram ser a própria lei e, talvez, seja esta uma das razões do enfraquecimento da classe de Fiscais de Rendas de que você hoje faz parte.

  17. Raphael, você é Agente Fiscal de Rendas??????

  18. Raphael, havia uma lei que seria “pétrea” vivêssemos num pais onde houvesse segurança jurídica, que é a paridade dos proventos da aposentadoria aos proventos da ativa na carreira do fisco. Isto foi violentado pelos desgovernos desta terra em 2005.
    Todavia, para os que estão agora aposentados sob aquelas normas, este direito ainda não foi tirado.
    Deve-se considerar que era a regra do jogo na qual estas pessoas agora “inúteis” basearam seus projetos de vida a ao aderir à função pública.
    Os que agora ingressam, já ingressam sob as novas regras.
    Então, havendo a paridade, há que se pagar para os aposentados atuais, até que morram, tudo os que da ativa recebam.
    Questão primária de justiça, que é bom que todos nós defendamos – a Justiça, porque quando somos injustos, ou perdemos a noção do que é justo, um dia seremos vítimas também de injustiça contra nós.
    É a grande lei universal,da ação e reação, que se cumpre sempre, não é crença religiosa, é uma lei cósmica.
    Primar pela prevalência da Justiça, em qualquer situação, é questão de auto-preservação.
    Essa era a regra no nosso tempo. Esse era o contrato.
    Contrato é lei entre partes, né??
    E um pilar do estado de direito é que a lei não retroage para prejudicar.
    Abraços

  19. Como pode acreditar numa associação (SINAFRESP), de uma classe do próprio Estado, que não consegue flara com o Governador durante 20 anos?

    A.L.Siqueira

  20. Há uns 30, 40 anos atras um professor ganhava quase igual um juiz de direito. Hoje a menor verba que um juiz recebe (auxilio para engraxar sapatos p.ex.) é maior que o salario de um professor. A nossa classe caminha infelizmente para isso. Triste realidade oriunda de somatória de erros, incompetências, inoperâncias. O que devemos fazer, no minimo, é propagar para todo funcionalismo publico do pais, o descaso para com o funcionalismo, perpetrado por esse governo (que infelizmente, por falta de opção, teve meu voto), esperando que isso prejudique a imagem desse picolé de xuxu mostrando o que ele e a sua trupe é. Quem não luta pelos seus direitos é indigno dele, e quem afronta o direito do outro estando em um cargo executivo é indigno de qualquer consideração para não usar outros termos.

    • Wilson, sinto lhe dizer que há 30 a 40 anos, o professor não ganhava como juiz. Fui professora do ensino fundamental e médio durante 14 anos (de 1968 a 1983), com dois cargos efetivos. Veja só, em 1978 passei no 2º concurso para professor III e escolhi uma cidade vizinha, distante 25 km. Para trabalhar com 18 horas aula por semana, ia 2 manhãs com 5 aulas e ficava sem almoço para a 1a. aula da tarde, portanto 2 vezes por semana com 6 aulas. Gastava 90% do que ganhava com o combustível e para melhorar o governador da época era o Sr. Maluf, que deu apenas um abono para uma inflação galopante. Desse modo, além do abono não incorporar, só recebia em um cargo. No 2º cargo, eu comecei do zero (sem qualquer vantagem pessoal), como se fosse outra pessoa, portanto, deveria também receber o abono. Pois, “tungaram” o abono e assim, passei um ano inteiro trabalhando para o Estado, ganhando menos que os demais professores; à época, não conhecia meus direitos e quieta, engoli, o governador biônico. Os descasos com a educação continuaram e continuam até hoje. Essa foi uma das razões para eu prestar outros concursos e tentar um cargo melhor remunerado. Logo, o professor nunca ganhou como um juiz de direito e numa vai ganhar. Infelizmente…..Todos os professores da minha época, a maioria muito bons, se aposentaram ou sairam da Educação. Hoje, os professores (grande parte) são mal formados e sem estímulo. Aqueles que possuem melhor formação procuram outros campos e outros ares…..

  21. Gente, acho que o Raphael falou besteira, mas não o fez por mal. Esse “nervosismo” é fruto das circunstâncias atuais. Sabemos que “em casa que falta pão todo mundo briga mas ninguém tem razão”.
    Agora o temos que refletir é o porquê dessa grande falta de “pão”.
    Além da inoperância do Sindicato, gostaria de destacar a postura prejudicialmente inerte da administração (que, na minha humilde opinião, apesar de ser formada por muitos AFRs em cargos importantes, não se comporta a favor dos nossos interesses classistas, principalmente se envolver a simples ameaça de embate com o Governo). Parece que quando se chega a um cargo importante na SEFAZ, passa a valer mais o interesse pessoal do que o da classe.
    Falo isso porque a classe “paradigma” de sucesso, que é a magistratura, possui como traço inegável o grande envolvimento dos superiores com os interesses classistas (quem viu recente entrevista do Presidente do TJ/SP na Cultura sabe do que eu estou falando).
    Enquanto a cúpula, que lidera e controla todo o nosso serviço, não se envolver; acho difícil ver a nossa situação melhorar de verdade.
    Um abraço.

  22. A diretoria do Sinafresp acabou de obter a confirmação de que a PR será paga na próxima quinta-feira (30/4). O índice será de 105,94%.

  23. Na minha humilde opinião, se o ICAT tivesse sido publicado no Diário Oficial de hoje, 25/04/2015, poderia se ter uma pequena esperança de que o pagamento da PR fosse efetuado no dia 30/04/2015, pelo menos, para os colegas da ativa. Mas, o ICAT não foi publicado e ainda que venha ser publicado no Diário Oficial do dia 28/04/2015 – terça-feira – (porque na segunda-feira não circula o DOE), acho difícil que o pagamento da PR seja feito próxima quinta-feira – 30/04/2015. De outro lado, nosoutros aposentados permanecemos na espectiva de que possamos receber nossa PR,talvez, em meados de maio ou começo de junho/2015, mas, porém, contudo, todavia, e porquanto, ninguém tem certeza de mais nada no âmbito da administração fazendária, enquanto permanecermos inertes, acreditando em promessas do tipo “conversas pra boi dormir” , sob a batuta daqueles que pensam ser a própria lei. Vamos encarar a realidade nua e crua de que se não partirmos para um confronto direto com as autoridades do executivo estadual, jamais chegaremos próximos de alcançar pelo menos a ponta do aiceberg dos nossos objetivos e anseios perquiridos no reconhecimento dos direitos conquistados pela nossa categoria Agentes Fiscais de Rendas.

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