Darwin e o Criacionismo

João Francisco Neto

No dia 4 de abril de 1833 aportou no Rio de Janeiro o navio de expedição inglês “Beagle”, trazendo a bordo um jovem cientista da Universidade de Cambridge, Charles Darwin, então com apenas 22 anos de idade, para uma viagem ao redor do mundo, que duraria quase cinco longos anos. Ninguém sabia, e possivelmente nem mesmo Darwin, mas aquela viagem ficaria para a História, pois as experiências colhidas pelo mundo afora serviram de base para que Darwin escrevesse um dos livros mais influentes para a humanidade: “A Origem das Espécies”. Lançado em 1859, essa obra provoca discussões até hoje. Em qualquer lista que se consulte, ela sempre estará entre as 10 mais importantes até hoje escritas.

Mas o que trazia de tão terrível, assim, um livro redigido com base em observações de plantas e animais?

Com esse livro, Charles Darwin lançaria as bases para a chamada “teoria da evolução”, indicando que o homem, como as demais espécies, era resultado da evolução e mutação de outras espécies, que ao longo dos tempos, iam sofrendo alterações por meio da seleção natural que ocorre no ambiente da natureza. Aí estava a pedra angular do problema: até então acreditava-se na visão religiosa da criação do mundo e do homem, como descrito na Bíblia, no livro do Gênesis – teoria denominada de “criacionismo”.

Por isso, desde a publicação do livro, Darwin passou a ser alvo de duras críticas, ironias, e até agressões, fatos que, por incrível que pareça, continuam ocorrendo até nossos dias, vindos principalmente dos setores cristãos fundamentalistas que não aceitam a teoria da evolução de espécie humana, e acreditam que o mundo foi criado mesmo em seis dias, como descrito na Bíblia.

No Brasil esse debate público é quase imperceptível, porém, nos Estados Unidos, trava-se uma verdadeira batalha entre criacionistas e evolucionistas. O principal campo de batalha está nas escolas públicas, que, dependendo do Estado, ficam obrigadas a assegurar que, no currículo, seja concedido igual tempo ao ensino das duas visões, tanto à evolução da Darwin quanto à teoria religiosa da criação do mundo e do homem. Trata-se de um problema tão sério nos Estados Unidos que acabou se tornando uma questão politica que se arrasta desde o século 19, mas que ganhou corpo a partir do início do século 20, com a expansão do movimento fundamentalista protestante. Esse movimento, que só admite a interpretação literal do texto bíblico, propõe que toda a política deva estar fundamentada na doutrina cristã. Aqui já se vê que, misturando-se política com religião, as coisas não iriam dar certo.

Nos anos de 1920, os fundamentalistas cristãos promoveram uma verdadeira cruzada para que fosse proibido o ensino da teoria da evolução de Darwin nas escolas americanas. Alegavam que o ensino da teoria da evolução levaria os estudantes a perder a fé na Bíblia, o que ameaçaria a coesão do tecido moral da sociedade. Para os fundamentalistas cristãos, o viés ateu da teoria da evolução, na medida em que, contrariando a autoridade do texto bíblico, acabaria por provocar a decadência moral da nação. De lá para cá, esse debate continua, ainda que com argumentos um pouco diferenciados, como, por exemplo, o chamado “criacionismo científico”, que continua não aceitando a teoria da evolução de Darwin, mas procura confrontá-la não apenas com argumentos bíblicos, e sim com supostas provas científicas da criação do mundo, conforme a narrativa judaico-cristã.

O fato é que essa discussão prossegue nos Estados Unidos, haja vista que, segundo pesquisas recentes, quase a metade da população acredita que a criação do homem e do mundo se deu exatamente como o descrito no livro do Gênesis. É a chamada “América profunda”, pouco conhecida por muitos estrangeiros que, em geral, imaginam que os Estados Unidos sejam uma grande Nova York misturada com Miami, Orlando e Hollywood. No fundo, a América real é bem diferente.

jfrancis@usp.br

*Agente Fiscal de Rendas, mestre e doutor em Direito Financeiro (Faculdade de Direito da USP)

ARTIGOS de JOÃO FRANCISCO NETO

NOTA: O BLOG do AFR é um foro de debates. Não tem opinião oficial ou oficiosa sobre qualquer tema em foco.
Artigos e comentários aqui publicados são de inteira responsabilidade de seus autores.

12 Comentários to “Darwin e o Criacionismo”

  1. Como é possível uma afirmação tão conclusiva dessa em relação a uma TEORIA científica?
    Segue as palavras do geneticista italiano Giuseppe Sermonti:
    “A seleção natural pode muito provavelmente ser invocada como um mecanismo responsável pela sobrevivência das espécies. Mas a alegação de que a seleção natural é criadora de vida, da essência, dos tipos e das ordens da vida, só pode deixar quem ouve chocado e sem reação.”
    Até então desde o início dos estudos científicos modernos uma espécie NUNCA conseguiu “evoluir” e gerar uma nova espécie.
    Então é pena que esta teoria nunca foi comprovada e por isso temos cientistas criacionistas também.
    Numa escola jamais se pode ensinar uma TEORIA como verdade absoluta e este deve ser um princípio basilar do estudo nas salas de aula e como os EUA são um democracia, talvez entendam muito mais dessa questão, ao permitir que desde cedo o futuro cidadão possa analisar e debater as possíveis “verdades”.

  2. Parabéns ao Colega por essa ótima reflexão científica. Agora, com a devida permissão, gostaria de comentar que a bem da verdade, existe uma infinita distância entre os fundamentos cristãos, escrito no Livro de Gênesis, e as conclusões de Charles Darwin, solidificadas na ciência sobre a criação do mundo e a evolução do homem. Eu, particularmente, acredito nas conclusões científicas de Darwin sobre a teoria da evolução, mas, também acredito na sabedoria da santíssima trindade, quando disse: “façamos o homem, nossa imagem e semelhança”. Acredito que há de haver uma ligeira separação entre os princípios da sabedoria divina e a sabedoria da ciência humana, que é importante para o saber do homem como ser mortal, dotado de livre pensar e vontade de estar sempre em busca do descobrimento de novos horizontes científicos enquanto estiver vivendo neste planeta Terra.

  3. Ocorre que até os dias de hoje não foi encontrado o chamado “Elo Perdido”, ou seja, não existe um fóssil se quer considerado plausivelmente como um ser em transição. Além disso, a espécie em trasição, digamos um rato com asas, até que estas se transformasse em asas, seria apenas um apêndice. Ora, um apêndice mais atrapalharia do que ajudaria, e tenderia a se atrofiar segundo a mesma teoria. Além disso, as observações de Darwin só provam que há adaptação das espécies, mas não é suficiente para provar origem da vida. Me desculpem, mas uma mariposa que muda de cor continua sendo uma mariposa. Por isso é apenas uma Teoria, tal como tantas que existem por aí.
    Para terem uma ideia, até o processo de datação de fósseis é polêmico, pois o Carbono 14 só tem precisão de 70.000 anos, daí em diante é pura especulação e imaginação dos pesquisadores.

  4. É preciso entender que os livros da bíblia foram escritos por poetas, em papiros, ao tempo que raríssimos homens sabiam ler e escrever (eram transmitidos por via oral), e, portanto, estão repletos de metáforas, alegorias, parábolas ilustrativas. As pessoas se reuniam nos becos, nas casas, nos templos, para ouvir as aventuras de Davi, de Salomão, de José no Egito, de Abrão que se tornaria Abraão, de Sansão (!!), de Moisés, de Isaías, Isaque, e tantos outros, inclusive os relatos sobre Jesus estão repletos de imagens literárias. E havia inúmeros outros relatos em papiros, além dos que constam na bíblia. Esta só seria montada no século IV, no Concílio de Niceia, no qual foi escolhido o “cânon”, isto é, a “lista” dos livros que poderiam ser lidos no templo, eis que centenas de relatos foram tachados como apócrifos — de origem duvidosa, ou de origem conhecida, mas incompleto, como o Proto-Evangelho de Tiago, ou hermético, de difícil compreensão, como o Evangelho de Tomé. O historiador Eusébio de Cesareia, que viveu no século IV d,C., e foi bispo católico, escreveu a respeito dos motivos de exclusão desses textos.
    O fato é que ficaram no cânon os livros de melhor acabamento literário, para os padrões da época, e a maioria estava repleta de imagens literárias.
    A questão da criação do mundo e da origem da vida são explicações poéticas, não científicas. A criação do mundo em 7 dias, por exemplo, não deve ser levada ao pé da letra, pois o tempo é relativo, o dia da Terra é diferente do dia em Júpiter, o tempo de Deus é uma incógnita. Nós, humanos, nada sabemos de Deus, nada sabemos da origem da vida no universo. Especulamos sobre a vida na Terra, sobre a evolução das espécies (Darwin, Oparin e outros), mas são meras teorias não comprovadas cientificamente.
    Assim como a história da serpente (símbolo do mal) que induz Adão e Eva a cometer o pecado original não passa de uma fábula para tentar explicar a origem do mal e do pecado, uma espécie de Teoria Poética, digamos assim, as teorias cientificas também não passam de meras tentativas de explicar o inexplicável.
    Não vejo motivos para deixar de estudar, nas escolas públicas, tanto as teorias cientificas como as religiosas acerca da origem da vida, da evolução das espécies. Se estudamos até obras assumidamente literária (Machado, Eça, Bilac, Pessoa, etc), por que não a ficção científica (Darwin, Oparin…) e as fábulas primordiais da humanidade, as que deram origem à literatura e às religiões? Se nas aulas for esclarecido que são tentativas de explicação do que não temos condições de provar, por absoluta e justicável ignorância, não vejo motivo nenhum para recusar tais matérias.

  5. Darwin, ficção científica!!! Genial!!

    Bem, não me oponho ao ensino do criacionismo nas escolas. Contudo, exijo que sejam ensinadas, também, as teorias de origem da vida defendidas por outras religiões, até porque certas religiões possuem dogmas/premissas de realização efetiva muito mais provável que o catolicismo e, portanto, é mais provável que sua doutrina esteja certa também no restante.

    Lembrem-se que Odin mandou seu filho à Terra para acabar com os gigantes de gelo, enquanto o Deus católico mandou o seu para acabar com o pecado. Quem teve mais êxito, Thor ou Jesus?

    De todo modo, desimporta quem tem mais chances de estar certo; para sermos justos, a todas as religiões há de se dedicar o mesmo tempo nas escolas. Mas TODAS.

    A respeito, deixo uma carta aberta a um órgão público americano escrita por um adepto de umas das religiões mais discriminadas atualmente, o Pastafarianismo, e que então se via na iminência de ter suas crenças deixadas de lado nas escolas em favor do criacionismo católico:

    “Estou escrevendo a vocês com muita preocupação, depois de ter lido suas audiências para decidir se a alternativa Teoria do Design Inteligente deveria ser ensinada juntamente com a Teoria da Evolução. Eu acho que todos podemos concordar que é importante para os estudantes escutarem múltiplos pontos de vista para que assim possam escolher por eles mesmos a teoria que faz mais sentido para eles. Estou preocupado, contudo, que os estudantes somente ouçam uma Teoria do Design Inteligente.

    Lembremo-nos que existem múltiplas teorias do Design Inteligente. Eu e muitos outros ao redor do mundo temos a forte crença de que o universo foi criado por um Monstro de Espaguete Voador. Foi Ele quem criou tudo o que vemos e tudo o que sentimos. Nós acreditamos fortemente que toda a incontroversa evidência científica do mundo que aponta em direção a um processo evolucionário não é nada além de uma tremenda coincidência, organizada por Ele.

    E é por essa razão que estou lhes escrevendo hoje, para formalmente requerer que essa teoria alternativa seja ensinada nas suas escolas, juntamente com as outras duas teorias. De fato, eu irei tão longe e direi que, se vocês não concordarem em fazer isso, seremos forçados a processá-los com uma ação legal. Tenho certeza que vocês percebem de onde estamos vindo. Se a Teoria do Design Inteligente não é baseada na fé, mas ao invés disso sendo uma outra teoria científica, assim como alegam, então vocês também devem permitir que nossa teoria seja ensinada, pois também é baseada na ciência, e não na fé.

    Alguns acham isso difícil de acreditar, então talvez seja proveitoso contar-lhes um pouco mais sobre nossas crenças. Nós temos evidência de que o Monstro de Espaguete Voador criou o universo. Nenhum de nós, claro, estava lá para ver isso, mas temos relatos escritos sobre isso. Nós temos vários extensos volumes explicando todos os detalhes do Seu poder. Também, vocês devem estar surpresos de ouvir que existem 10 milhões de nós, e aumentando. Nós temos a tendência de sermos muito secretos, pois muitas pessoas afirmam que nossas crenças não são substancialmente baseadas por evidência observável. O que essas pessoas não entendem é que Ele construiu o mundo para que pensássemos que a Terra é mais velha do que realmente é. Por exemplo, um cientista pode executar um processo de datação por carbono em um artefato. Ele encontra que aproximadamente 75% do Carbono-14 decaiu por emissão de elétrons para Nitrogênio-14, e infere que este artefato tem aproximadamente 10 000 anos de idade, pois a meia-vida do Carbono-14 é de 5730 anos. Mas o que nossos cientistas não percebem é que toda vez que eles fazem uma medição, o Monstro de Espaguete Voador estará lá mudando os resultados com seu Apêndice Macarrônico. Nós temos vários textos que descrevem detalhadamente como isso é possível e as razões por que Ele faz isso. Obviamente, Ele é invisível e pode passar através de matéria ordinária com facilidade.

    Tenho certeza que agora vocês entendem o quão importante é que os seus estudantes sejam ensinados sobre esta teoria alternativa. É absolutamente imperativo que eles percebam que evidência observável está no julgamento de um Monstro de Espaguete Voador. Além do mais, é desrespeitoso ensinar nossas crenças sem vestir a Sua roupa escolhida, que claramente é uma completa vestimenta pirata. Não posso medir suficientemente a importância disso, e infelizmente não posso descrever em detalhes o motivo de isso precisar ser feito, pois temo que esta carta já esteja ficando muito longa. A explicação resumida é que Ele fica com raiva se não fizermos assim.

    Vocês devem estar interessados em saber que o aquecimento global, terremotos, furacões e outros desastres naturais são um efeito direto da diminuição do número de piratas desde o século XIX. Para o seu interesse, incluí um gráfico do número aproximado de piratas versus a média de temperatura global nos últimos 200 anos. Como vocês podem ver, existe uma significativa relação estatística inversa entre piratas e temperatura global.

    (gráfico disponível no original)

    Em conclusão, obrigado por terem tomado o tempo para ouvir nossas visões e crenças. Eu espero que tenha sido capaz de expor a importância de ensinar essa teoria aos nossos estudantes. Nós iremos, com certeza, ser capazes de treinar os professores nessa teoria alternativa. Estou ansiosamente aguardando sua resposta, e espero sinceramente que nenhuma ação legal tenha que ser tomada. Acho que todos podemos olhar para a frente para o tempo em que essas teoria sejam dadas tempo igual na sala de aulas de ciências em todo o país, e eventualmente no mundo. Uma terça parte para Design Inteligente, uma terça parte para Pastafarianismo (ou Monstroísmo Espaguético Voador), e uma terça parte para conjectura lógica baseada em incontroversa evidência observável.

    Sinceramente, Bobby Henderson, cidadão preocupado.”

  6. Diego, a teoria evolucionista jamais foi comprovada cientificamente. É mera teoria, conjectura. Jamais se criou em laboratório um cão que se transformasse em macaco ou um macaco que se transformasse em homem. Portanto, é uma ficção científica, sim.
    As ficções podem até ser verossímeis, mas a verdade é diferente da verossimilhança. Posso escrever uma história de ficção com personagens marcianos ou jupterianos, como as que narram sagas intergaláticas, com ares de verossimilhança, mas todos sabem que tais histórias não são baseadas em fatos e verdades. Verossimilhança é do mundo ficcional; verdade é do mundo real.
    Darwin, por ora, é mundo ficcional, é imaginação de um cientista, mera tentativa de explicar o inexplicável. Ninguém provou que as afirmações de Darwin são procedentes ou não. Pessoalmente, não acredito na Teoria da Evolução, nos termos darwinianos. Como também não ponho fé literal, mas apenas poética, na história de Adão e Eva.
    Só tenho certeza de que nada sei sobre quem sou, de onde vim, para onde vou, quem me criou, o que serei quando deixar de ser… Essas nossas dúvidas ciência nenhuma consegue explicar. Darwin, Oparin, Hawking, Eistein… ninguém explica o que não cabe na mente humana.
    Mas por que deixar de estudar o que não cabe na mente humana?
    Devemos estudar tudo que nos inquieta.
    E concordo que se estude os vedas, o hinduísmo, o islamismo, o budismo, etc., por que não?
    Sobre o Gênsis, não são apenas os católicos que o adotam; também os evangélicos pentecostais, os protestantes calvinistas, anglicanos, os próprios judeus (na Torá), e até os muçulmanos levam o Gênesis em conta.

    Agora, estudar o “pastafarianismo espaguético (ao sugo ou à bolonhesa?) voador”, aí convenhamos, já seria viajar na ‘maisonave’ do Raul Seixas…

  7. Todo cristão sincero deveria ser criacionista, independente do bombardeio que fazem na mídia, em nome da ciência. Jesus confirma a criação divina, por exemplo, quando Ele diz que o sábado foi feito para a humanidade (Mc 2:27, 28), ou quando confirma o relato da criação: “…desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e, com sua mulher, serão os dois uma só carne” (Mc 10:6-8). Em outro lugar, ele fala sobre “o mundo, que Deus criou” (Mc 13:19). Também menciona Abel, filho de Adão e Eva, como alguém real que viveu na Terra (Mt 23:35).
    Ademais, hoje, tem sido desenvolvido o termo design inteligente, no qual conclui ser improvável o deus tempo “desenvolver” complexidades que são irredutíveis, em forma mutações aleatórias.
    A mesma mídia boicota, de forma clara, cientistas como Michael Behe e Antony Flew. Ou mesmo o lembrete de que cientistas como Kepler, Pascal, Galileo, Newton, Faraday, Morse, Dalton, Mendel, Pasteur, Henry Morris, Paul Lemoine e tantos outros na atualidade, são esquecidos como Criacionistas. Cientistas criacionistas se reúnem na Sociedade Criacionista Brasileira, onde há mestres, doutores e PhDs, sem vergonha ou medo de um debate aberto.
    O ceticismo doutrinado por escolas maquia, manipula e se torna um preconceituoso mecanismo para a liberdade (religiosa). Contrariamente não permite o ensino do criacionismo, ou o questionamento da TEORIA evolucionista.
    Independente de suas crenças, a vida é uma dádiva. Se ela acaba com a morte, então esteja feliz e viva. Aos que acreditam em um Deus amoroso, a vida é só uma oportunidade de declarar que aceitam o Deus vivo. Aos cristãos, é a oportunidade de conhecer ao Criador, que, em ato de misericórdia, se fez como nós, habitou há cerca de 2.000 com o nome de Jesus, ensinou verdades eternas, e morreu pelos nossos pecados, para nossa salvação e a oferece gratuitamente, para não mais morrer, mas ter vida eterna.

  8. Viajar na maisonave? Por quê? Só porque é diferente do que você acredita?

    O pastafaranismo tem exatamente o mesmo fundamento científico das explicações cristãs. E muita coisa ali faz sentido, por sinal; não dá para negar que o aquecimento global acompanha a redução do número de piratas, e, para acrescentar ainda mais tempero à coisa, observe-se que a Somália, país com muitos piratas, possui pouquíssimas emissões de gases do efeito estufa.

    Sugiro a leitura atenta da “carta aberta” do Profeta Bobby, que postei em meu primeiro comentário.

  9. Diego:
    O pastafaranismo cômico tem exatamente o mesmo fundamento científico do darwinismo sério — nenhum.
    E quem foi que disse que religião precisa de fundamento científico? É outro departamento.
    Já pastafarismo é gozação…

    A propósito, o livro de Gênesis não é adotado só por cristãos, como já afirmei, mas também por judeus, que não são cristãos. E é adotado por cristãos ortodoxos, por cristãos do Oriente, por anglicanos, pentecostais, protestantes, por mais de 50% da humanidade..
    E a mitologia grega, assim como a romana, ambas politeístas, estão repletas de histórias e imagens e metáforas similares às do Gênesis, sempre sem nenhum fundamento científico, mesmo porque desnecessário. É que a literatura, a prosa poética, segundo Octávio Paz, o grande poeta (Prêmio Nobel, vide O Arco e a Lira), precedeu as religiões, representa a primeira forma de comunicação do Eu com o Universo. As religiões são filhas da prosa e da poesia, são filhas da arte, da sensibilidade, da emoção, nada a ver com a ciência..

    O duelo entre Razão e Fé é um falso duelo, tanto que os maiores cientistas do mundo tinham fé, acreditavam num Ser Maior, num comando invisível e superior.
    A Fé não se opõe à Razão, e a Razão não se opõe à Fé, ambas se complementam. E todos os seres humanos têm fé, alguma forma de fé, até os ateus e os agnósticos têm fé nos fundamentos da sua descrença ou das suas (minhas) incertezas.
    Aliás, haja fé para acreditar na Teoria da Evolução… Jamais se demonstrou em laboratório que um pé de alface possa evoluir para um de couve. Provou-se, isto sim, que dentro da espécie pode haver evolução (exemplos das ervilhas, das vacas leiteiras, dos cavalos de estirpe, etc.), mas sempre no interior da espécie. Ninguém jamais conseguiiu fazer uma ervilha evoluir de geração a geração até tornar-se um grão de feijão ou de milho, ou qualquer outro cereal. Ou uma vaca tornar-se algo diferente de vaca. Até mesmo cruzamentos entre espécies costumam resultar em animais estéreis (por exemplo, mula e bardoto).
    Como diria Shakeaspeare, há muito mais mistério entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia.

    Quanto ao Profeta Bobby… esse humor é meio bobbo, não é não?

    Grande abraço, irreverente e enfezado Diego.. ..

  10. Valente, na verdade, a ciência explica atualmente com muita imprecisão o que já foi falado pelo profeta há alguns milhares de anos.
    Vejamos. A biologia explica que todos evoluímos de um ser unicelular que vivia inicialmente na água, que é a fonte da vida, mas em milhões de anos. A Escritura explica que o Criador disse “façam as águas seres conforme sua espécie”. Percebeu a imprecisão? Há um lapso temporal entre a água e o ser conforme sua espécie, só que a ciência ignora o poder do Eterno e acredita que isso levou milhões de anos.
    Sobre o chamado ‘Big Bang’, dizem os cientistas que a energia que tudo criou é menor que a cabeça de um alfinete. Imprecisão novamente, já que o Criador criou do nada (infinitamente menor que a cabeça de um alfinete) quando diz: haja.
    Quando ouvimos nos bancos escolares aquela frase célebre de Lavousier: “Na natureza nada se cria nada se forma, tudo se transforma”. É uma clara manifestação de reverência ao Criador, pois manifesta nas entrelinhas que só Ele é quem cria.
    É incrível que se a ciência descobre algo inteligente na natureza, logo descartam que seja obra de Deus, dizendo: “isso a ciência explica”. Ignoram que o Criador também tem ciência, sabedoria e inteligência. Se cientista ou observador é inteligente o bastante para descobrir algo na natureza, exemplo a gravidade (matéria atrai matéria …), muito mais inteligente é Aquele que determinou que fosse daquela forma e encobriu a regra até este momento da descoberta.
    A propósito, há não pouca discussão sobre se existe mesmo algum aquecimento global. Você deve saber que há algum tempo vazou e-mails daqueles que inventaram esta tese (criada para justificar o controle populacional – vide Pedras Guias da Geórgia) dizendo que cedo ou tarde descobririam a farsa de que haja aquecimento por conta de emissão de gases e em função do aumento da população. O que alguns defendem é que houve um aumento na atividade solar nos últimos tempos. Não é curioso que isso seja pouco divulgado na mídia?

  11. Tony, interessantes as suas ponderações. Sobre o endeusamento da ciência, que muitos fazem, menosprezando e/ou zombando da existência de uma Força Maior, de um Mistério Inalcançável pela mente humana, é um sintoma da enorme presunção humana. Não somos nada, não sabemos lhufas sobre o universo, sobre nós (passado e futuro), mas achamos que podemos explicar o inexplicável.
    A metafísica não consegue explicar a origem do nosso mundo, mas vira e mexe surge uma teoria. É ótimo que especulemos, é assim que se faz ciência, e ciência é sempre bom, é conhecimento, é evolução, é tecnologia, etc. Mas a ciência trabalha com a matéria-prima que a Natureza oferece e a Natureza seguramente não é criação humana. Os átomos que compõem a terra, a água, o ar, o fogo, as árvores, os animais… não foram criados pela ciência. A ciência apenas estuda tudo isso, do ponto de vista biológico, físico, químico, e ainda está engatinhando na compreensão. O próprio organismo humano é tão complexo, tão bem imaginado que não consigo imaginá-lo como fruto de um Acaso, de uma combinação de aminoácidos evoluindo para gerar moluscos, peixes, galinhas, vacas, cães e gente… Não posso acreditar que foi assim que se formou e se desenvolveu e evoluiu a vida humana… Não consigo ter tanta fé assim numa mera teoria não comprovada.
    Não vejo incompatbilidade nenhuma entre fé e razão, ou entre fé e ciência. São complementares. Preciso de fé e preciso de ciência. Posso até não ter fé específica nesta ou naquela religião, nesta ou naquela igreja, mas pelo menos fé numa Força Maior, num Criador, eu preciso disso, há um ímã em mim que me puxa para isso. Mas respeito muito os ateus e agnósticos, até mesmo os presunçosos de uma suposta superioridade da razão.
    Abraço, Tony.
    E parabéns novamente ao nosso querido João Francisco, que teve a sensibilidade de trazer tema tão relevante para a nossa reflexão. Isso demonstra que nem só de AIIM cogita o AFR… E é ótimo que seja assim, pois é assim que se deixa de pensar exclusivamente no próprio umbigo e se descobre que o mundo é um ‘pouquinho’ mais complexo do que os nossos mesquinhos interesses. .

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