Servidor Público… a esperança que dói

Amadeu Robson Cordeiro

Com pessoas e alguns Poderes medíocres o Estado deixa de ser uma entidade séria e respeitável, passando a um mero instrumento dos seus interesses. A luxúria com que tal gente usa o poder é tanta que nem as leis e as criações da natureza são obstáculos aos seus desmandos.

Os argumentos que estes arautos da civilização paraibana exibem para justificar alterações em leis de categorias funcionais, só convencem quem perdeu o hábito de pensar pela sua própria cabeça. Existe Poder que pode; existe Poder que se sacode.

Quantos de nós somos capazes de, diante de uma violação, dizer alto e em bom som “Quero o meu direito”. Não me arrisco com números, mas diria que poucos, bem poucos. Utilizando o meu direito à liberdade de expressão, ouso aqui desabafar um pouco as minhas decepções, mesmo sabendo que, tal liberdade em nossa terrinha, neste caso, é uma utopia, pois só funciona para quem se enquadra na opinião majoritária. Ser contra, não é só difícil, como implica sérios riscos, sérias ameaças.

No governo ou quem está aos seus serviços, muitas são as pessoas que se dedicam a uma vida de enganos, achando que fazendo o mal, ameaçando servidores públicos que buscam a manutenção dos seus direitos, estarão galgando degraus na hierarquia terrestre. Ledo engano! Esquecem-se essas pessoas de que acima de tudo existe um Deus, supremo e infalível, que tudo vê e tudo sabe, e com certeza, dará a cada um de nós o saldo merecido por nossos atos aqui na Terra.

Talvez seja petulância minha querer que uma pessoa como o nosso Governador venha a ler o meu texto. Talvez, torne-se impossível diante da grandiosa ocupação que o governo da Paraíba tem em sua vida diária, mais precisamente, com o funcionalismo público que parece ser o seu calcanhar de Aquiles. Mesmo assim, me aventuro por uma causa que julgo de grande importância.

Sou um cidadão paraibano e, como todos os meus companheiros e demais servidores públicos do Estado, estamos sentindo na “carne” a dor material pela carência das coisas que tínhamos conquistados com muito suor e luta, no transcorrer da nossa vida profissional. E na alma sentimos a tristeza, a decepção pela indiferença em que fomos jogados, como se fôssemos à excrescência da pior moléstia existente.

Todos os nossos sonhos que construímos com o nosso trabalho, pensando na tranqüilidade futura entre nossos familiares, parecem-nos em vão. O senhor rasgou os nossos direitos, governador. Nossas conquistas obtidas e mantidas em governos passados, inclusive, com o aval de alguns dos seus auxiliares direto, hoje para Vossa Excelência é coisa imoral, é ilegal, e estás fazendo questão de desmontá-la, num excesso de perseguição, ira e rancor. Por quê? Autoridade do seu governo vai à mídia e com hálito fedido de uma má digestão administrativa/financeira, desdenha da competência da arrecadação de tributos por parte dos servidores fiscais tributários, insinuando que tal arrecadação só serve para compra de cafezinho, gasolina e alguns biscates.  Ora, com certeza tem alguma coisa errada, não achas senhor governador?

Gostaria humildemente de ti apresentar a parábola dos dois cachorros. Um índio disse certa vez a um individuo que se achava civilizado: “Dentro de cada um de nós existem dois cachorros que discutem o tempo todo e exercem importante papel em nossa vida: um dele se chama raiva e o outro compaixão”. Intrigado, o indivíduo se aproximou do índio e perguntou: – amigo índio, qual dos dois é o mais forte e capaz de ganhar a briga? É muito simples afirmou o índio: aquele que eu alimento. O servidor público quer saber: a quem, senhor governador Ricardo, estás dando a ração?

É bom o senhor saber que no Poder existem pessoas que passam a vida inteira vivendo pela metade, sofrendo ou errando feio porque não estão com os valores alinhados, o que é uma pena. Lembremo-nos, pois, que o bem assim como o mal, será colhido, depende apenas da mão que semeou e qual a semente que escolheu. Não se pode servir a dois senhores. É bíblico, engana-se quem quiser.

amadeu.rmc@ig.com.br

Auditor Fiscal e Colunista: www.fenafisco.org.brwww.patosemcena.com.brwww.blogdoafr.comwww.aafep.com.br.

ARTIGOS de AMADEU CORDEIRO

NOTA: Os textos assinados não refletem necessariamente a opinião do BLOG do AFR,  sendo de única e exclusiva responsabilidade de cada autor.

One Comment to “Servidor Público… a esperança que dói”

  1. prezado Amadeu, desabafar é um passo para quem sabe acordar os adormecidos… desejo-lhes força e saúde pra enfrentar as batalhas. Salve,

    Carlos

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