O sonho e o dilúvio

Amadeu Robson Cordeiro

Li na internet uma crônica de Pedro Antonio. Durante a noite meditei muito e pela similaridade dos acontecimentos, tive um sonho mais ou menos como àquele do Apocalipse, que retroagi ao início do ano passado. Nele o Senhor apareceu para o governador Ricardo Coutinho (PSB-PB) e, entre a corrompida camada de ozônio, lhe proclamou: Ricardo, não estou contente com o funcionalismo público, estão preguiçosos, mal humorados, não atendem bem ao público, só defendem interesses pessoais, enfim, não estou satisfeito com nada do que tenho visto nesta terrinha: vou matar todo o mundo… ou quase e comunicou que ele, Ricardo, comandaria uma nova arca de Noé para preservar o coletivo para a terceira etapa da civilização.

O sonho fluía e vi o Senhor informar a Ricardo que ele deveria escolher, entre milhares de candidatos, somente algumas centenas para embarcarem nesse ansiado empreendimento. Ricardo era o cara certo para essa missão, pois era um estudioso de RH com larga experiência administrativa em processos de seleção, mesmo assim, quando repelia os intransigentes gurus da área que diziam que o coeficiente emocional/eleitoral deveria prevalecer sobre os testes de inteligência, realmente tornava-se difícil entendê-lo.

Mas, Ricardo nada conhecia de barco, nem de navegação, porém, não discutiria para não perder a grande oportunidade dada pelo Senhor. Pensou rápido, ligou para o Planalto da Borborema onde fica a cidade de Campina Grande, aqui na bela Paraíba e convidou um sósia de Amyr Klink, um jovem campinense, experiente navegador, autor de belos Planos de Cargos para enfrentamentos num Mar Sem Fim, para ser o seu coordenador de projetos navais e estruturais. Esse sim era o cara.

Ricardo pensando que estaria resolvida a questão do projeto, de imediato se preocupa com a formação de uma equipe de alto desempenho para vencer todas as turbulências e recolocar o barco são e salvo em terra, em um novo Éden, com o cuidado de não ser uma área minada pelos extintos da segunda civilização.

No sonho, Ricardo se decepciona, pois, pela exigüidade de tempo à equipe não passou por um processo de integração interna, sendo esse, excepcionalmente, um dos pré-requisitos, Assim, por exemplo, duplas famosas da nossa política não poderiam ser selecionadas como pares. O sósia do Amyr Klink deve estar decepcionado, pois, ajudou (deu de bandeja) o projeto vitorioso, porém seus Planos estruturantes para todos os navegadores do serviço público, foram decapitados, colocados a pique, naufragados na imensidão negra do revanchismo camuflado. É bom saber que a cidade de Campina Grande, neste vale do Éden é pródiga em bons navegadores e o tempo também é positivo para o exímio brigadeiro do ar. Mas, nesse momento as trombetas do Senhor soaram para anunciar o dilúvio…

Êpa…espere ai… era apenas o meu celular despertando-me do sonho no exato momento em que eu seria escolhido, ou melhor, mais um entre os poucos sobreviventes.

amadeu.rmc@ig.com.br

Auditor Fiscal e Colunista: www.fenafisco.org.brwww.patosemcena.com.brwww.blogdoafr.comwww.aafep.com.br.

ARTIGOS de AMADEU CORDEIRO

NOTA: Os textos assinados não refletem necessariamente a opinião do BLOG do AFR,  sendo de única e exclusiva responsabilidade de cada autor.

One Comment to “O sonho e o dilúvio”

  1. Amadeu, você é genial, meu velho.
    Bravo!
    Vamos ver a continuação do sonho…………
    Edison

PARTICIPE, deixando sua opinião sobre o post:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: