Nossa união, nossa vitória

por Amadeu Robson M. Cordeiro

Tanto na literatura, como na vida, amigo é coisa rara e deve ser guardado debaixo de sete chaves. Um amigo pode ser até difícil de encontrar, porque, convenhamos, se não for verdadeiro, não é amigo. Não há falsos amigos. Há “amigos” falsos.

Vivemos numa sociedade onde a hipocrisia oxigena, ocultamente, as relações humanas. No decorrer da minha vida profissional, sempre procurei cultivar amizades sinceras, mesmo assim, nunca joguei fora ou descartei contrários; aqueles, tipo inimigo oculto que se escondem sobre o manto da falsidade. Tenho dito, com insistência, que a união de um grupo, de uma categoria é o espinafre da vitória, e a vitória entre amigos é coisa de Deus.

Parodiando o colega Rafael Almeida, em sua assertiva de que o “tempo urge”, vejo que essa aceleração temporal me induz a meditar, quando observo sobre velhos amigos o sol da vida iniciar o seu declínio, dando lugar à noite e aos seus insondáveis mistérios. Sim, muitas são as lembranças que eles têm de partilhar. Apenas verdades serão ditas, porque entre amigos não há espaço para falsidades, sequer para evasivas.

Um aperto de mão trocado entre dois amigos significa muito mais do que o gesto em si: “estou a seu lado, conte comigo”. Sempre. Porque amizade é questão de honra, um amigo não deixará o outro desamparado. Nunca.

Vejo que amizade e companheirismo são pontos distintos. Um encontro ocasional e que pode se prolongar entre pessoas, por agradável que seja e por terem ideais e idéias que se comungam e até se completam, que partilham gostos que são os mesmos, não significa amizade. É companheirismo. Ser amigo vai muito além do companheiro, porque o companheirismo é apenas uma circunstância e, portanto passageira. A amizade, como a família, eleva-se a condição de instituição. Ambas são sagradas, verdadeiras e trazem o selo da perenidade.

Dizem que a pessoa deve ter quatro amigos. Acreditam ser um privilégio. Creio na perfeito sintonia e que esta virtude advém de toda harmonia, de toda fidelidade sustentada pelo caráter de todos. Portanto, não quero ter um, dez ou cem, quero ter um milhão para poder com eles caminhar juntos.

Li recentemente que Thomas Jefferson antes de sua morte escreveu a um amigo: “para mim você tem sido um pilar através da vida. Cuide de mim após a minha morte…” Amigos.

amadeu.rmc@ig.com.br

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