Não somos culpados meu Rei

Amadeu Robson Cordeiro

O nosso Rei tenta forçar aos paraibanos o sentimento de culpa pessoal, fazendo crer ao indivíduo que ele é o único culpado de sua própria desgraça, por insuficiência de inteligência, de capacidade, de preparação ou de esforço. Assim, em lugar de se revoltar contra o sistema apático e inoperante o indivíduo desvaloriza-se, culpa-se, gerando em si um estado depressivo, que inibe a sua capacidade de reagir.

E sem reação, não haverá mudanças.

Na nossa terrinha que culpa tem os paraibanos, em geral, os cidadãos, o povo trabalhador, aqueles que efetivamente produzem a riqueza do Estado – os operários trabalhadores da indústria, os pescadores, os agricultores, os assalariados nas mais diversas atividades e funções – na “crise” estritamente financeira e estrutural para a qual nos empurram a todos? Nenhuma! Nenhuma culpa!

No entanto, o discurso oficial não é esse. Muito pelo contrário. Aquilo que encharca o nosso quotidiano saído das bocas de quem nos governa e dos seus amplificadores, é que “Todos são culpados”, e por isso também todos temos de fazer sacrifícios.

O nosso Rei gasta o que tem e o que não tem.

São ideais repetidas até a exaustão pelo governante paraibano e reproduzidas a cada hora ou mesmo, a cada meia hora nos jornais, blogs e nos demais órgãos de comunicação social que manipula, com o objetivo último – quiçá mesmo o único – de forçar um sentimento individual de culpa nos cidadãos em geral, isentando o sistema de responsabilidades pela situação vivida, e reduzindo por essa via a possibilidade prática de revolta e mudança contra o verdadeiro estado de coisa e contra os verdadeiros responsáveis pela desgraça.

Por isso mesmo que Chomsky, filósofo americano disse: “porque estes executores da política de opressão sabem perfeitamente que sem reação jamais haverá mudança”.

E todos nós temos consciência, igualmente, da existência de uma espécie de serviço secreto, totalmente dedicado à causa da defesa e manutenção do sistema opressor e ditatorial, utilizam hoje instrumentos muito poderosos de avaliação e interpretação do nosso comportamento, quer em termos individuais, quer em termos da família e das entidades no seu conjunto.

Tendo consciência desta realidade, percebemos que o Rei detém conhecimentos privilegiados sobre os indivíduos em geral e sobre as entidades representativas, o que pode representar uma poderosíssima ferramenta de manipulação direcionada. Não somos culpados meu REI!

amadeu.rmc@ig.com.br

Auditor Fiscal e Colunista: www.fenafisco.org.brwww.patosemcena.com.brwww.blogdoafr.comwww.aafep.com.br.

ARTIGOS de AMADEU CORDEIRO

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