Malditos

Edison Farah

São Paulo, 31/01/2019 –  01,00 horas

O escopo do PSDB sempre foi, e é, a destruição do Estado para servir ao capital predatório do planeta.

O PSDB parece não ser um partido e, sim, uma composição de gangsteres a serviço dos piratas da pátria – claro,  com as sempre óbvias e raras exceções (que apenas coonestam o processo).

Da mesma forma que seus próceres trataram todo esse tempo de acusar o PT de fazê-lo nas cortes superiores, o PSDB também tratou de “aparelhar” o TJSP, articulando sua composição, nos limites que a política permite, nestes últimos 25 anos.

Obviamente, esse aparelhamento parece ter resultado em um poder judiciário “dócil” aos interesses tucanos. De fato, há uma constatação de que uma grande parte dos desembargadores do TJSP adotou a coreografia tucana ao sabor da melodia tocada pelos governadores Covas, Serra e Alckmin.

Agora, a banda toca sob a batuta do maestro João Dória, e quem paga o preço escorchante do ingresso involuntário no espetáculo é o funcionalismo público paulista…

O impressionante é  que petistas e tucanos trataram, desde o período Lula, de harmonizar as notas dissonantes, ditando a mesma sinfonia trágica para  o funcionalismo público nacional – coreografando a dança jurisprudencial no STF para validar a maldita EC 41/2003, “comprada”  a peso de ouro da canalha que compunha o Congresso Nacional, como aliás ficou comprovado na Ação Penal 470 – no famoso Mensalão.

Como o broto nasceu torto, a árvore, agora frondosa, continua pendendo escandalosamente contra o funcionalismo… Mas, que fique claro,  contra o funcionalismo dos demais poderes da republiqueta dos corporativismos pigmeus. De fato, as decisões judiciais garantiram direitos aos quadros do Judiciário, MP, e das demais carreiras jurídicas – plenos de todos os privilégios possíveis e impossíveis.

Não dá para conter a indignação. A desproporção de tratamento reflete a distância abismal que separa o Judiciário brasileiro da população, que trata de massacrar com suas decisões.  Torna-se evidente, vergonhosamente, a atitude servil ao sistema financeiro escravocrata, aos empresários selvagens, aos laboratórios multinacionais, à indústria da saúde, à indústria da educação e aos gangsteres internacionais que saqueiam o Brasil.

Ainda há Polyanas que acreditam vivermos todos em um regime democrático. De fato, ainda não perceberam que sobrevivemos embaixo do tacão da ditadura do Poder Judiciário – que não escapa do câncer da venalidade e da corrupção que assalta os demais poderes da república.

Alertamos desde 2008 que a Lei Complementar nº 1059, do Estado de São Paulo – que altera o regime de trabalho e remuneração dos agentes fiscais do estado, era um engodo. De fato, a PR era uma moeda falsa, e já havia o plano de tirá-la antes que parte dos fiscais sentisse na pele a alteração nefasta de seu regime. Tudo muito bem engendrado, com aquiescência dos sabujos da nossa própria classe, que entregaram suas almas atraídos pelo canto do cisne, quando não por um carguinho qualquer na hierarquia da administração “capataz” da SEFAZ.

Tudo foi muito bem programado, como em uma sessão de tortura e execução. Primeiro, foram testando para ver até onde a classe funcional se agachava. Sabedores que não havia limites para o acovardamento imposto, como aliás ficou bem demonstrado nos últimos 10 anos, os algozes governamentais deram agora o golpe final. Tiraram a PR e impuseram definitivamente um teto – não tem PEC 5, não tem LOAT,  não tem porcaria mais nenhuma.

Resta a prece…, e o amaldiçoamento.

Assim, devemos todos amaldiçoar, com todas nossas forças mentais e espirituais, esses monstros que se apropriaram do Estado. Sobre essa canalha recairá o opróbrio pelos professores aniquilados, policiais degradados, servidores aleijados e chacinados, pela população aviltada, sem saúde, sem segurança, sem educação, sem esperança.

O que tem se praticado neste país, com esta composição nefasta de interesses obscuros, é assassinato seletivo. Estão liquidando o funcionalismo público paulista e brasileiro, e preservando os privilégios da jusburocracia.

Irão pagar, porque a Justiça Cósmica não é nomeada pelos governadores tucanos e não se submete aos interesses de ocasião. A justiça divina é inexorável.

A degradação do funcionalismo público não é diferente do que hoje ocorre em nossa sofrida geografia modificada pela engenharia nacional. Tragédias como Mariana, Brumadinho, boate Kiss, pontes e viadutos corroídos pela falta de manutenção, seguem ombreados com a insegurança urbana, as cracolândias… Enfim, o abandono ocasionado pelos mesmos dirigentes que não mais querem dirigir – apenas usufruir.

A soberba, no poder público, mata. Essa a razão da nossa amargura no final de nossas vidas, pelo confisco a que somos submetidos, paripassu com os escândalos de corrupção, a concentração econômica absurda e a miséria que se abate sobre a população indefesa.

Se na política não cobrarmos…, o Cosmos cobrará!

MALDITOS!!!

.

farah.edison@gmail.com

PERFIL e ARTIGOS de EDISON FARAH

NOTA: O BLOG do AFR é um foro de debates. Não tem opinião oficial ou oficiosa sobre qualquer tema em foco.
Artigos e comentários aqui publicados são de inteira responsabilidade de seus autores.

PARTICIPE, deixando sua opinião sobre o post:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: