O Mecanismo e a Rebelião dos Narcisos

Edison Farah

.03 de abril de 2018

Este artigo abaixo do preclaro Pinheiro Pedro tem tudo a ver com o que se passa com as carreiras de estado,  e a destruição funcionalismo público neste país.

Quem melhor representa o mecanismo senão o PSDB, e seus filhotes, bebês de Rosemary,- a petralhada ignara e fascistóide-, os quais, aliados ao velho esquema de sempre, leia-se MDB, UDN/DEM,  PTB/PDT, e as escórias sócias menores do consórcio  tupiniquim de saque ao Tesouro -(os partidecos de aluguel desta republiqueta)-, foram  mais destrutivos que  velha direita porque acoplaram à roubalheira uma ideologia patológica de destruição da moral, da família, e dos costumes civilizados, seguindo a cartilha de Lenin, Gramsci e outros espíritos das trevas, corrompendo de forma irreversível as gerações dos  últimos 20 anos, como bem demonstrado no meu texto “O Brasil sob o domínio do Mal”.

E atenção: o horror e a violência estão se sedimentando em todo o território nacional. O golpe que proclamou a República, depondo D. Pedro II, foi a maior tragédia que nos aconteceu. E selou o destino do Brasil como republiqueta bananeira para gangsteres de todos os naipes. .

farah.edison@gmail.com

PERFIL e ARTIGOS de EDISON FARAH

NOTA: O BLOG do AFR é um foro de debates. Não tem opinião oficial ou oficiosa sobre qualquer tema em foco.
Artigos e comentários aqui publicados são de inteira responsabilidade de seus autores.

.

Queridinhos da mídia e a mídia dos queridinhos odiaram o próprio reflexo na série da Netflix

“A verdade dói, a mentira mata, mas a dúvida tortura.”
Bob Marley

José Padilha é um gênio do cinema nacional. Sua maior genialidade, contudo, foi ter saído rapidinho do Brasil.
Houvesse permanecido em terras tupiniquins após o retumbante sucesso de “Tropa de Elite” e, a essa altura, Padilha já teria sucumbido à mediocridade que controla a produção cultural brasileira.
“Exilado” nos Estados Unidos, Padilha pôde continuar contribuindo, de forma decisiva, para a melhoria dos padrões brasileiros de conteúdo e dinâmica narrativa, para o aperfeiçoamento do enfoque crítico desengajado, resgatando a cinematografia do patrulhamento ideológico esquerdista.
Padilha conferiu um ritmo de thriller nunca antes alcançado em território nacional com Tropa de Elite I e II, os maiores sucessos de crítica e bilheteria do cinema brasileiro. Esse desengajamento libertador revolveu a podridão da sociedade carioca, denunciou o vitimismo esquerdista, dissecou a perversão do narcotráfico, expôs a hipocrisia da intelectualidade engajada, desnudou a cultura policial da violência, mostrou a relação simbiótica entre política e banditismo e permitiu compreender a interferência corrosiva das milícias no controle territorial do Rio.
Aliás, foi por revolver o solo degradado do território carioca que Padilha foi obrigado a sair do País. Corria literalmente risco de vida.  Na verdade, sua ação foi premonitória…
Mas o exílio não interrompeu a produção artística do diretor. Já nos EUA, em um casamento produtivo com a Netflix, Padilha foi além, ao dirigir uma série de padrão internacional – “Narcos”,  revelando os meandros do narcotráfico latino-americano.
Ambientado no meio cinematográfico americano, o diretor brasileiro destacou-se ainda ao dar algum laivo de humanidade à sucateada franquia do Robocop.
Agora, José Padilha nos presenteou com a série produzida pela rede Netflix , “O Mecanismo”, estapeando sem dó os cínicos criminosos e os hipócritas responsáveis pela ruína moral e política brasileira.
Obviamente, o diretor não iria escapar impune.  A fauna de meritocratas sem mérito, esquerdopatas sem cura e finórios sem freios surgiu da selva tupiniquim para praticar o esporte nacional da maledicência contra a série e seu diretor.
Em artigo produzido na imprensa brasileira, Padilha afirma que a série é uma dramatização de eventos reais, que tem por objetivo apresentar uma tese, e é justamente por conta dessa tese que a polêmica surge, visando favorecer o mecanismo denunciado e desacreditar o denunciante.
De fato, a série dramatiza e confere verniz de ficção a fatos reais ocorridos no Brasil. Por isso mesmo, muitos não somente se viram personificados, como viram-se refletidos para além da realidade, no próprio drama construído pela narrativa.
Uma característica recorrente na chamada “sociedade que conta”, no Brasil, é o inacreditável narcisismo dos medíocres que nela vegetam.  Esse narcisismo doentio sempre foi estimulado por uma mídia comprada a peso de ouro. Essa mídia, por sua vez, não apenas retroalimentou essa mediocridade, como também a refletiu nos seus próprios quadros, todos esses anos.
Por isso mesmo, o  tom corrosivo adotado pela mídia, com relação à série “O Mecanismo”.  Afinal, o tom farsesco dos personagens, a ridicularização das imagens, a exposição exagerada das chagas, as idiossincrasias e a desmoralização das relações sociais, foram descritas com a liberdade narrativa que só uma obra de ficção pode conferir. Essa liberdade narrativa  refletiu, para os narcisos incomodados, uma imagem que eles insistiam em não querer ver no espelho da vida.
Como dizia Bob Marley, e aqui se aplica aos narcisos rebelados com a obra, “a verdade dói, a mentira mata, mas a dúvida tortura”…
A controversa dramatização ficcional da vida  incomodou queridinhos da mídia e a mídia dos queridinhos… todos assinantes da Netflix. O incômodo foi suprapartidário, tal qual a obra televisiva.
Na visão de Padilha, a dramatização foi absolutamente funcional, objetivou expor a tese  de que a corrupção sistêmica brasileira não é ideológica, ela opera igualmente no centro,  à direita e à esquerda.
Mimimis à parte, o fato é que o público assinante já transformou a série em outro icônico sucesso.
Para quem ainda não assistiu, é hora de fazê-lo, ainda que seja para criticar a obra com conteúdo. Vale, a propósito, observar o personagem Roberto Ibrahin, brilhantemente interpretado por Enrique Diaz – ele é a tradução fiel do negociante tupiniquim – cuja resiliência, cinismo, interação com o poder e instinto de sobrevivência marcam a história do comércio no Brasil… desde o início da colonização em 1530…
Quanto à crítica maledicente, o próprio sob Padilha se pronuncia:

“Confesso que esperava mais dos formadores de opinião. Pensei que em algum momento da história fossem acordar do estupor ideológico e ajudar pessoas de bem na luta contra o mecanismo que opera no mundo real, em vez de se associar a ele para lutar contra o mecanismo exposto na Netflix”.

Que o exemplo de José Padilha possa dar início à renovação de quadros na produção cinematográfica brasileira.
Tags:

PARTICIPE, deixando sua opinião sobre o post:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: