Governo quer adiar reajuste de servidores federais

Os aumentos foram negociados ainda no governo Dilma Rousseff e mantidos pelo governo Temer

Para tentar evitar que as contas de 2018 também fiquem comprometidas, o governo está estudando a possibilidade de adiar o reajuste de servidores.

O sinal verde veio do presidente Michel Temer em uma reunião com a equipe econômica na noite desta terça-feira (25). A proposta é segurar a parcela do aumento dado a servidores do Executivo, que seria paga em janeiro de 2018, e adiar para o segundo semestre, em julho ou agosto.

Os aumentos foram negociados ainda no governo Dilma Rousseff e mantidos pelo governo Temer para serem pagos em até quatro parcelas anuais, dependendo da carreira.

Entre as que foram beneficiadas estão auditores da Receita Federal, Auditoria-Fiscal do Trabalho, diplomacia, policial civil de ex-territórios – reajustes muito acima da previsão de inflação para aproximadamente dois milhões de servidores públicos.

A ideia ainda em estudo é adiar o aumento para algumas categorias, como auditor do trabalho, analista de infraestrutura, oficial de chancelaria.

Sobre reajustes de 2018, o que está em lista para ser estudado dentro de um contexto de revisão de despesas obrigatórias é a prorrogação desses reajustes que foram concedidos no ano passado e visando já um prazo maior de tempo, um período de quatro anos, porque a previsão, os reajustes foram concedidos, vocês se lembram bem, foram aprovados, particionados em quatro etapas, uma por ano. E cada início do ano é previsto um reajuste. O que está se discutindo, o que pode se discutir, é a postergação de um reajuste que já foi aprovado em lei”, explica a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi.

Adiando em alguns meses o pagamento da parcela de janeiro, o governo pode ganhar um fôlego de alguns bilhões de reais, entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões. Os impactos ainda estão sendo estimados por técnicos do governo. É um desgaste com os servidores públicos, mas o rombo exige um esforço extra.

Um esforço que tem como objetivo ajudar a alcançar a meta fiscal de 2018: déficit de R$ 129 bilhões. Segundo o Ministério do Planejamento, o impacto dos reajustes de salário foi de R$ 3 bilhões em 2016, e será R$ 12 bilhões em 2017, R$ 7 bilhões em 2018 e R$ 7 bilhões em 2019.

Fonte: G1

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