‘Greve branca’ de fiscais da Secretaria da Fazenda

Andamento de documentação está demorando três meses

A operação padrão realizada pelos auditores fiscais da Receita Estadual de São Paulo há mais de três meses está impactando diretamente nas documentações de abertura e encerramento de empresas na RPT (Região do Polo Têxtil). De acordo com os contadores que trabalham na região, a abertura deste tipo de processos, que antes demorava cerca de uma semana, hoje beira os três meses graças à “greve branca” dos servidores públicos.

Isso foi o que relatou o contabilista José Francisco Lembo, que tem enfrentando a burocracia excessiva imposta pelos 300 auditores lotados na Diretoria Regional de Campinas até mesmo para atualizar dados cadastrais de seus clientes.

Já não basta a situação financeira caótica que as empresas estão passando e ainda são obrigadas a passar por mais essa greve branca do poder público sendo que os serviços já são precários em todas as áreas que atuam. As empresas pagam taxas em média de R$ 276,65 e, agora são obrigadas a cada 30 dias a dar entrada na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) para não perder este pagamento”, reclamou. “O que nos deixa mais irritados é a propaganda do governo de que em cinco dias é possível abrir uma empresa no Estado”, desabafou.

De acordo com a Secretaria de Fazenda, os cidadãos que estiverem se sentido prejudicados pela paralisação parcial do funcionalismo devem procurar a Ouvidoria do órgão. A pasta diz que tem tido “boa vontade em negociar ações de valorização da categoria que não impactem financeiramente no orçamento público”, mas diz não ser possível atender um reajuste salarial de mais de R$ 9 mil, o que resultaria, em quatro anos, em um crescimento de R$ 909,6 milhões nos gastos com o setor.

O Sinafresp, o sindicato que representa os auditores, disse por sua vez que reivindica na verdade, maior autonomia para resolver os problemas “crônicos” da Secretaria da Fazenda além de maior transparência nos regimes especiais. “O governador está nessa queda de braço sem fim com a carreira, o que é lamentável, pois é o coração que bombeia os recursos para outras áreas e tem contato direto com a população em vários tipos de serviços”, escreveu em nota o sindicato. A manutenção da operação padrão deve ser votada no próximo dia 15, na Capital.

Fonte: O Liberal

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