Suborno de 180 milhões para liberar créditos de ICMS em SP

JBS pagou por homologação de créditos tributários

O pagamento foi realizado de 2004 a 2017. As informações constam no termo de colaboração número 36 da delação de Valdir Aparecido Boni. De 2004 a 2015, o pagamento foi feito da seguinte forma: cerca de R$ 20 milhões foram pagos em notas fiscais, R$ 40 milhões em dinheiro e, aproximadamente, R$ 100 milhões por intermédio de doleiros.

Segundo o delator, em 2003 um ex­-colaborador do Frigorífico Independência, citado como “Sr. Prado”, indicou Davi Mariano da Silva, dono da empresa DMS Participação Consultoria, para agilizar a homologação de créditos federais legítimos. Na mesma ocasião, foi apresentado a Joesley Batista e a Valdir Boni outra pessoas que ajudaria nessa “agilização”, Antonio Miranda.

A empresa e Miranda passaram a dar suporte à JBS a partir de 2004. Pelos serviços, foi acordado pagamento de 8% sobre os valores dos créditos homologados, totalizando os R$ 160 milhões de 2004 a 2015. Parte do valor teria sido repassado a agentes públicos. A partir de 2015, Antonio Miranda se afastou das tratativas e Davi Mariano recebeu aproximadamente R$ 20 milhões em espécie de 2016 a 2017.

Fonte: Valor

6 Comentários to “Suborno de 180 milhões para liberar créditos de ICMS em SP”

  1. Não entendi? A manchete fala em liberação de créditos de ICMS, porém, ao ler a matéria se verifica que se trataria de créditos FEDERAIS. Afinal, envolveria ou não o governo ou o Fisco paulista? Não está claro no texto.

  2. Realmente se assistirmos o video do depoimento do Sr Valdir Aparecido Boni, ele menciona que se trata de homologação de créditos perante a receita federal do Estado de São Paulo.
    Sequer diz o tipo de crédito que está sendo pleiteado.
    Estou colocando abaixo o link do video do youtube com o depoimento.
    Basta copiar o endereço no navegador.

  3. Retificando. Estou colocando o video.
    É só clicar e assistir

  4. Prezado Timoteo, agradeço pelo esclarecimento.

  5. Notícia da ALESP: “Deputado Wellington Moura (PRB) e Campos Machado (PTB) questionam no mesmo tom duro a postura de Barros Munhoz e a política de benefícios, regimes especiais e “refis da vida” por parte do Governo, em suas análises muito mais danosos ao erário.”

  6. A QUADRILHA DA JBS ARMOU ESQUEMA DE DELAÇÃO FANTASIOSA PARA SE LIVRAREM DA CADEIA E DO PAGAMENTO DOS BILHÕES ARRANCADOS DO BNDES,CEF,BB,FUNDAÇÕES , ETC. AS DECLARAÇÕES SÃO PÍFIAS E MAL SUSTENTADAS, CADA HORA CONTAM ESTÓRIAS CONTRADITORIAS,SEM NENHUM FUNDAMENTO. FICA CLARO QUE HOUVE NEGOCIATA NA DELAÇÃO PREMIADA.

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