40% das importações para Saúde do Rio virava propina

Ex-secretário estadual de Saúde foi preso por desvio de mais de R$ 300 milhões

A Operação Lava Jato fez nesta terça-feira (11) mais uma operação no Rio de Janeiro e prendeu o ex-secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, e dois empresários acusados de desviar R$ 300 milhões dos cofres públicos.

Não é algo setorizado no Rio. O governo Cabral roubou dos cofres públicos em todas as áreas, e até o final do ano a gente vai mostrar isso. É mais uma perna do esquema criminoso que se instalou aqui e subjugou instituições do estado do Rio de Janeiro”, afirma o procurador da República Eduardo El Hage.

Duas mansões no meio da mata e embaixo do Cristo Redentor. O dono acordou com a polícia batendo na porta. Miguel Iskin, empresário, é sócio da maior fornecedora de próteses na rede pública do Rio. Ele chegou de muleta na Polícia Federal.

O nome da operação é sugestivo: “Fatura Exposta”.

Os procuradores dizem que ele era “o grande corruptor na área da saúde no estado do Rio”. E tinha um sócio na quadrilha: Gustavo Estellita, que tentou esconder o rosto depois de também ser preso.

O vizinho dele mora numa cobertura de luxo. Sergio Côrtes foi secretário de Saúde nos governos de Sérgio Cabral e diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, o Into. Quem delatou o esquema foi César Romero, ex-subsecretário de Sergio Côrtes.

Todas as compras eram superfaturadas e tinham propina de 10%. Para Sérgio Cabral, 5%. Para Sérgio Côrtes, 2%. Os outros 3% eram distribuídos para o resto da quadrilha.

E tinha mais propina nas importações. Funcionava assim: o Into e a Secretaria Estadual de Saúde faziam licitações internacionais para comprar equipamentos e próteses. Os valores pagos incluíam taxas e impostos de importação.

Mas os produtos entravam no Brasil em nome dos órgãos públicos, que não precisam pagar taxas ou impostos. A diferença, de cerca de 40%, era recebida pela empresa estrangeira vencedora e depositada como propina em um banco nos Estados Unidos.
“Nós temos ciência que os contratos, os medicamentos e os equipamentos ainda estão sendo fornecidos e vamos continuar a investigação para verificarmos se a corrupção efetivamente está ocorrendo, se o prejuízo está ocorrendo e, então, isso é um objeto de investigação”, diz o procurador da República Rodrigo Timóteo.

Para os investigadores, o esquema permitiu que a organização criminosa chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral pudesse desviar da saúde mais de R$ 300 milhões.

Fonte: G1

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