Securitização dos créditos públicos. Assalto ao tesouro

Edison Farah

01 de dezembro de 2016

Diletos, no link assistam uma exposição sobre a securitização dos créditos tributários promovida pela UNAFISCO.

Garanto que ficarão perplexos. Horrorizados. E muito tristes.

Como se percebe, com clareza, temos neste pais um poder legislativo nas 3 esferas, mancomunado com o Executivo, que perpetram e aprovam, abertamente, projetos que caraterizam sem dúvida crimes de lesa-pátria, saques ao tesouro, com uma desfaçatez escandalosamente cínica.

Se o funcionalismo estável, se as carreiras de estado responsáveis pelo gerenciamento do pais não tiverem descortino e coragem para reagir, esclarecendo nossa opinião pública que é culturalmente incapaz de compreender a sutileza dos golpes contra o erário e o patrimônio público, sem dúvida não há qualquer futuro digno para o Brasil.

Caminhamos aceleradamente para uma republiqueta definitivamente dominada por gangsteres, como, aliás, temos tidos comprovações diuturnas nestes tristes tempos que aqui estamos vivendo.

A UNAFISCO ao alertar e convocar reação cumpre sua missão como a definimos, e repetimos insistentemente, como um mantra, na forma que segue, o que entendemos ser a função precípua de um sindicato classista e, em especial, os das classes essenciais à conformação do Estado-Nação.

Num país cujo povo tem pouca capacidade organizacional, -(por ausência congênita da cultura participativa, e, quando aparentemente se organiza, suas organizações na maioria das vezes são empalmadas por pelegos, aí entendemos então a dificuldade do Brasil de se conformar como uma Nação de fato, vez que a Instituição onde se daria a verdadeira representação popular, o Parlamento, foi este, em todos os seus níveis -federal , estadual e municipal-, empalmado por pelegos -(politicos profissionais, prepostos das poderosas corporações que ditam as regras do jogo econômico predominante nos países dependentes-, com as raras e honrosas exceções, claro, exceções essas que não têm expressão para mudar o vetor resultante do embate congressual ordinário, na condução dos negócios do País, vetores resultantes esses que jamais são aqueles que interessam ao povo, ou à construção de uma verdadeira Nação),‑ inserir-se-á esta missão aos sindicatos do alto funcionalismo público, os quais, além de abrigar os interesses funcionais das classes que representam, terão que abrigar a luta pela construção da Nação, pois com a anomia das entidades da sociedade civil, que em sua maioria perderam o rumo, e foram também empalmadas por pelegos, a luta pela construção de uma Nação soberana, e democrática de fato, ficou órfã neste país.

Assista ao vídeo da Unafisco

farah.edison@gmail.com

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