Patriotas

Jan L. L. Parellada

“Se nos livrarmos dos ‘políticos profissionais’ e
da ganância dos ‘carreiristas concurseiros’,
não faria mais sentido falar em privilégios”

– São todos ladrões, Otávio.
– Todos entram sem nada e saem ricos.
– Por isso eu não voto em pobre, tá na cara que o sujeito se deslumbra, percebe o quanto é bom viver como um milionário, e se corrompe. Essa gente começa com um discurso humilde, patriótico, para ocultar seu verdadeiro interesse: “o saque dos cofre públicos”.
– Até parecem que são tolos e não se aproveitariam da oportunidade, Alfredo.
– Se fazem de idealistas, de justiceiros sociais, mentem para se perpetuar no poder.
– E são péssimos gestores.

– Quer um exemplo: qualquer um sabe que uma dona-se-casa governaria o Brasil melhor do que uma presidenta.
– Nenhuma dúvida, administrar uma casa é a mesma coisa que governar 207 milhões de pessoas.
– Nenhuma dúvida e nenhuma dívida! Desculpe o trocadilho, Otávio.
– Só por curiosidade, os Estados Unidos não tem uma dívida de trilhões de dólares?
– Eles são norte-americanos, não há como comparar.
– Verdade, Alfredo. Estupidez a minha esquecer que “o brasileiro não tem jeito”.
– Tem “jeitinho”, só pensa em levar vantagem, no lucro fácil, na Megasena, em samba, futebol e safadeza, enfim uma vergonha.

– Eu colocaria um militar no poder.
– Concordo, deveríamos eleger um militar para a presidência da república.
– Lógico, uma Democracia Militar é a única saída para o Brasil. Chega dessa baboseira de Legislativo e Judiciário. Imaginou o quanto o país prosperaria sem a inutilidade de um deputado e a morosidade de um juiz?!?
– Perfeito, Alfredo.
– Creia, Otávio, esses marajás são verdadeiras sanguessugas da sociedade, assim como todos os funcionários públicos. Eu cansei de pagar impostos e sustentar essa cambada.
– Apoiado, o Brasil seria outro com a substituição da falência moral dos políticos, pela retidão e seriedade dos militares. Uma experiência inédita.
– Também acabaríamos com o absurdo dos impostos e criaríamos a “contribuição espontânea”.
– Contribuição espontânea?

– Numa democracia de verdade não pode existir nada imposto. Assim como os presidentes da república, os governadores dos Estados e os prefeitos municipais trabalharão sem salário, os funcionários públicos farão juz ao título de servidores, sendo remunerados conforme a vontade espontânea do cidadão.
– De fato, realizaríamos por fim o sonho de um país livre das amarras do Setor Público, um Brasil crescendo sem o peso do Estado asfixiando à economia.
– Excelente, terceirizaríamos todos órgãos públicos, inclusive a Polícia Federal, o Ministério Público e a Magistratura. Isso sem dizer, que nos livraríamos de todos os fiscais de impostos. Eles não seriam mais necessários já que todos contribuiriam espontaneamente para a prestação dos serviços públicos como a educação, a saúde e a segurança.
– Não sei se concordo. O que você falou sobre terceirizar policiais,promotores e juízes, não é incompatível com a “contribuição espontânea” dos serviços públicos, Alfredo? Creio que a terceirização é uma opção melhor.
– Claro que não é incompatível, Otávio, empresas progressistas como as nossas continuarão participando de licitações.
– Perdão pela pergunta, Alfredo. Já se livrou daquela investigação injusta sobre superfaturamento de merenda escolar?!?
– Claro que sim, a verdade sempre prevalece, meu amigo. O fundamental é que varreremos da história os “políticos de carteirinha” e os “mercenários públicos” terão que se submeter à real vocação de sacerdócio das carreiras de Estado.

– Alfredo, um policial ganhando muito mal não seria uma “presa” fácil para “oportunistas”? Não seria perigoso?!?
– Com os militares no poder e todos os órgãos públicos privatizados não existiria mais corrupção em nosso país.
– Evidente, Alfredo, desculpe a minha gafe.
– Um general como presidente, um capitão como governador, um sargento como prefeito, sem a pouca vergonha das mordomias dos funcionários públicos, não haveria o porquê de desvios de conduta. Percebe como é evidente, que se nos livrarmos dos “políticos profissionais” e da ganância dos “carreiristas concurseiros”, não faria mais sentido falar em privilégios, desperdício e desonestidade?
– Brilhante, Alfredo. Tudo estaria resolvido neste país.
– Nada como o autêntico interesse no futuro do Brasil, Otávio.

https://www.facebook.com/janluiz.lluesmaparellada


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Jan Parellada publica “Por Uma Vida Qualquer”

FORMATO DO LIVRO: DIGITAL

ONDE ADQUIRIR: AMAZON.COM.BR (link aqui).

Jan Parellada nasceu em Apucarana (PR) em 1962, mudou-se para Londrina em 1968, onde estudou, teve dois filhos, casou e começou a escrever, não necessariamente nessa ordem. Em 1994 mudou-se para Assis (SP) e iniciou sua carreira pública na prefeitura do município de Tarumã (SP), em seguida na Receita Federal como Técnico do Tesouro Nacional e desde 1998 trabalha como Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo.

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