O legado de Haddad para nossa Sampa

Edison Farah                      


07 de setembro de 2016

Ano 194 da Independência… Independência???

AspasANeste 7 de setembro, dia da nossa pátria sofrida e estuprada desde sempre, venho hoje falar aos meus diletos companheiros desta  carreira que foi tão aviltada pelos beócios peessedebundas, aparentemente fugindo do assunto do fisco paulista, neste momento tão grave por que passamos na SEFAZ,  para falar da outra tragédia que assola os paulistas e os paulistanos.

Sim, parece, fomos amaldiçoados pelos deuses, nós, os paulistas e os paulistanos.

No governo do estado temos um anão, um individuo cujo limite de competência seria a gerencia de botequins, ou, quando muito, de uma padaria de periferia, e que levou este estado, a “locomotiva” da nação, à sua dimensão de anão.

E em nossa capital, tão infelicitada, vilipendiada, estuprada cidade, temos um chefe de falange demoníaca que, obedecendo aos ditames da ideologia doente, psicopata, viciada do partido que é hoje comprovadamente uma organização criminosa que empalmou o poder federal, um covil de facínoras, levou São Paulo ao que eu previa em toda a minha luta dos últimos 40 anos pela qualidade da vida em Sampa, ou seja, consolidar-se como um “ACAMPAMENTO DE DESESPERADOS”. Uma cidade cuja degradação  está ao nível das cidades da Índia, da África, ou dos países assolados pelas guerras islâmicas.

A São Paulo atual está destruída urbanística e arquitetonicamente,  histórica e ambientalmente. É uma cidade disfuncional, e perversa com sua população. Esteticamente é um horror!

E dizer-se que na década de 30 era considerada uma mini Paris.

E assim estamos nós, por um lado acossados por um desgoverno estadual, lacaio de uma ideologia que serve ao capital criminoso. E que por isso necessita transformar o funcionário público num mendicante, aviltar as carreiras de estado, para que só a procurem gente de menor nível intelectual, técnico e moral, que sejam facilmente cooptadas para servir à gandaia institucional que nesta terra  se instalou nos últimos anos.

E por outro lado, acossados somos por um energúmeno, e entenda-se o sentido literal de energúmeno- endiabrado, que travestido de bom moço, moderno, lidera um projeto de destruição da vida civilizada na urbe, de esgarçamento do tecido social pela corrupção da juventude, promovendo a cizânia entre grupos e classes sociais, elidindo a verdadeira cultura, e transformando o povo numa massa abestalhada, que só se preocupa com a satisfação dos instintos primários, e que só reage instintivamente. Que não pensa. Que não critica.

O projeto último de toda a esquerda psicopata tupiniquim é que todo nosso povo venha a se comportar como os auditórios das novéis igrejas pentecostais, do jeito da Universal do Edir Macedo, este exemplo supimpa da perfeição na exploração da burrice humana.

AspasFNesta esteira leiam abaixo o perfeito, completo, agudo e  definitivo diagnóstico do que aconteceu em São Paulo sobre o tacão dos petralhas, do brilhante e arguto advogado ambientalista Antônio Fernando Pinheiro Pedro:

O DESPREZO ESQUERDOPATA PELO CENTRO DE SÃO PAULO

Publicado em Ambiente Legal Justiça e Política*

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Cracolândia, no centro de São Paulo. Mantida pelo proselitismo.

Por Antonio Fernando Pinheiro Pedro

Assustado com o que viu, um dos mais aguerridos  representantes da sociedade civil organizada paulistana, Edison Farah, relatou em gravação de audio via whatsApp, o estado de horror em que se encontra o centro “novo” da Cidade de São Paulo. *

“O Teatro Municipal está todo pichado! A Rua Barão de Itapetininga é um acampamento pela manhã, a rua inteirinha! Na Rua 24 de maio, tudo bandido, tudo doente, aquela fauna louca de ‘punks-funks-hunks-rastafaris’… a maconha na cara das pessoas o dia inteiro! Um manicômio! Nem o sul do Líbano, no lugar mais miserável, eu vi miséria igual”

Helio Milani Filho, naturalizado Australiano, passeando pelo centro de São Paulo, também registrou sua opinião, por escrito ao site do “Mobilize”*:

“Estive de passagem em São Paulo por três dias e estou extremamente envergonhado e preocupado com a situação. Me hospedei no centro da cidade e, comparado a níveis internacionais, a cidade está um lixo.

Os monumentos e obras de arte que um dia foram motivo de orgulho estão delapidados, pichados, destruídos. As praças e alamedas não têm nenhum tipo de paisagismo, sequer grama. As ruas estão imundas, com lixo por todos os lados. O cheiro de urina e a quantidade de moradores de rua é alarmante, não dá sequer para sacar dinheiro em um caixa eletrônico, pois estas áreas dos bancos viraram dormitórios. Em uma saída a uma cervejaria, fui abordado 16 vezes por pessoas pedindo dinheiro.”

O descontrole territorial, causado pela má condução da economia da cidade, da ausência na aplicação dos instrumentos disponíveis de ordenamento territorial e fiscalização e, sobretudo, pela malversação das verbas públicas, é fenômeno crônico. Porém, é fato  que , se esse fenômeno sofre combates eficazes ocasionais,  também incorre em recidivas, como um câncer e avança sobre o espaço urbano, estimulado pelo proselitismo que acomete sistematicamente a administração pública paulistana.

Para o sociólogo Edson Domingues, “a administração Haddad perdeu o controle da gestão, numa cidade em que o interesse de mercado prevalece sobre o interesse coletivo.

“O problema, no entanto, não se resume ao econômico ou ideológico. A baixa popularidade de Haddad é também resultado da falta de compromisso com as propostas de campanha”, informa Domingues.

O fato é que, perdido em proselitismos, o gestor da cidade perdeu a mão de conduzir o planejamento da cidade. O caos do desgoverno seguiu por duas vertentes:

1- a clássica e conhecida ação oportunista da especulação imobilária, que transforma de forma “criativa” bairros inteiros e degrada áreas consolidadas, obviamente ignorando as periferias; e

2- a ação dos “movimentos sociais por moradia” – alinhados com o sonho de Herbert Marcuse, de provocar a revolução socialista aliando intelectualidade e lumpesinato – visando uma “transformação social” que resulta, inevitavelmente no desastre da miserabilidade…

A “direita paulista” é a origem do problema

A responsabilidade pelo fenômeno, por óbvio, tem vínculo simbiótico com a chamada “direita paulista”.

A falta de interesse do empresariado paulista na cidade em que vive, não é novidade. Ela é o pecado original da situação de caos pela qual vive o paulistano.

Possuímos uma elite que aplaude qualquer autoridade que esteja no plantão, desde que esta permita a continuidade da especulação imobiliária sobre os novos “estoques” da cidade – geralmente bairros consolidados (pois investir em zonas periféricas e miseráveis “dá trabalho” e “custa dinheiro”.

Como ondas de gafanhotos, os ricos da cidade de São Paulo se espraiam e espraiam seus negócios de forma centrífuga, para longe do passado, de maneira e extirpar a memória urbana da cidade e, com ela, expulsar para cada vez mais longe a “periferia” que serve aos seus negócios.

Não têm compromisso para com a cidade, e disso se orgulham, sempre de olho no resto do mundo. Nos anos vinte e trinta, no século passado, era Paris. Depois, após a guerra, Nova York e Acapulco. Depois, Miami e, agora, Orlando… Jamais olharam para o centro da cidade onde moram.  Criaram o vazio.

Dessa forma, foi como se instalou o vazio urbanístico.

Nesse vazio, deixado pela especulação imobiliária e o desprezo do capital paulistano, exatamente aí, no momento em que o Poder Público deveria intervir para corrigir o mal, ocorreu do oportunismo proselitista avançar, e instalar o caos.

Da desprezível elite paulistana, não trataremos nesse  artigo – dela se ocupa toda a história.

Vamos tratar neste artigo da outra vertente, do  oportunismo proselitista. De quem se ocupa em passar esperança a quem não mais a tem e… usa a ilusão para criar rancor, miséria e degradação.   É esse oportunismo que se ocupa, hoje, de degradar o centro da cidade de São Paulo. É dessa esquerda doente que iremos nos ocupar neste artigo.

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Ocupação de sem teto, em plena esquina das tradicionais e antes belas Ruas Barão de Itapetininga e Marconi (foto MTST)

Proselitismo degenera o urbanismo

Ocupações irregulares, aglomerações de viciados, áreas de corrupção de menores e prostituição, templos da criminalidade, são mantidos à salvo dos organismos de Segurança Pública, pela ação proselitista de “movimentos sociais”, grupos de “direitos humanos” e “assistência social”,  com ação assegurada pela atual gestão petista da Prefeitura de São Paulo, e pela jusburocracia “engajada”, nas defensorias, ministério público e judiciário.  O caos urbano, não bastasse o desafio técnico em causa,  é piorado por uma miserabilidade espacial, sustentada pela visão torta, de natureza esquerdista, da burocracia instalada na prefeitura.

A deterioração no centro de São Paulo, portanto, não é apenas de ordem urbanística, não se deve apenas à odiosa elite “branca” que dá bananas para a cidade, e com ela não se preocupa, desde que seus habitantes não invadam os shoppings centers, condomínios e clubes reservados da cidade.  Essa deterioração é, também,  de ordem  ideológica.

Não é qualquer ideologia a responsável pela deterioração induzida pelas ocupações desordenadas do espaço urbano no centro da cidade.  É a  esquerdopatia, doença que assola a burocracia municipal, a jusburocracia estadual e age sob as bençãos dos organismos aparelhados pela esquerda, na esfera federal.

Notório que hordas de esquerdistas ocupam parcela do planejamento (?) urbano e assistência social (??), encastelados na burocracia da prefeitura de São Paulo, sempre trabalhando na contra-mão das ações de melhoria do estado  urbano da cidade. A situação piora quando “ideólogos” alinhados ao socialismo “bolivariano” do botequim da esquina assumem a liderança de toda essa máquina burocrática – construída para trabalhar ensimesmada, sem qualquer resultado positivo para a população que deveria servir.

A esquerdopatia é uma das mais perigosas e contagiosas manifestações endêmicas da América Latina. Responsável pelo atraso  continental, em comparação com as sociedades desenvolvidas. Fruto do cruzamento incestuoso da mentalidade cartorial, centralizadora e patrimonialista, herdada da tradição ibérica, com a obsessão gramsciana por ocupar espaços na política e na administração pública, visando, a partir deles, ditar normas pretensamente de cunho marxista para os demais, de forma hegemônica.

Há outro componente humanamente miserável inserido na raiz da esquerdopatia: o incômodo complexo de inferioridade, estimulado por doses de inveja ao mérito e inebriado pelo rancor social,  dissimulado na mais desavergonhada e hipócrita  militância em prol do “politicamente correto”…

Esses aspectos sintomáticos reforçam a reação igualmente sintomática da elite burguesa e alienada de São Paulo, a qual, aliás, só vai ao centro para assistir concertos sinfônicos e, então se escandaliza. Essa simbiose  reativa gera maus gestores, à esquerda e à direita e, enquanto isso, o centro da cidade se deteriora.

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Teatro Municipal, pichado e degradado cinco anos após sua milionária restauração… Estátua de Carlos Gomes transformada em banheiro público…

A esquerdopatia destrói a Cidade de São Paulo

A esquerdopatia contaminou universidades, meios de comunicação, a cultura, a economia, a política, o judiciário e cria estigmas de linguagem  definindo padrões aéticos e amorais  inseridos nas  próprias definições de moral e ética.

A mentira, o diversionismo, a corrupção e a tática de acusar os inimigos de praticar aquilo que consiste na própria prática, tornaram-se “política de Estado” – confundem o já complexo rol de interesses difusos em causa, a cada conflito provocado pelo proselitismo esquerdopata.

Não foi sem razão que Paul Johnson, pensador britânico sucessor intelectual de Churchill, debuxou e debochou de duas marcas dos intelectuais de esquerda: o egocentrismo e a falta de respeito para com a verdade dos fatos (sempre em nome do “social”)…

Um esquerdopata típico pode ser facilmente identificado a partir de alguns comportamentos peculiares, de natureza gestual e visual e, principalmente, pela forma simplista, embora arrogante, de ver o mundo e de se expressar – sempre resultando em desastres.

É o caso das gestões petistas na Prefeitura de São Paulo. De Luísa Erundina (a esquecida), passando por Marta (a arrependida) e terminando em Haddad (o ludista) – TODAS terminaram refletindo seu fracasso retumbante  no abandono e degradação urbana do centro da cidade de São Paulo…

Haddad, o “prefeito playmobil” ,  “brinca” com o  organismo da cidade, em especial com a mobilidade urbana – sem qualquer resultado prático que não sejam congestionamentos e multas.  O caso  de Haddad é interessante, por conter um componente ludista, empenhado em destruir “na marreta” toda e qualquer expressão de avanço tecnológico ou melhoria da cidade.

Ludismo foi um movimento social ocorrido na Inglaterra entre os anos de 1811 e 1812. Contrários aos avanços tecnológicos ocorridos na Revolução Industrial, os ludistas protestavam contra a substituição da mão-de-obra humana por máquinas. Assim, quebravam com marretadas qualquer coisa que viam funcionar sem uma tração direta do esforço humano ou animal.

O nome do movimento deriva de um maluco chamado Ned Ludd, que uns trinta anos antes, em 1779, invadira uma oficina para desengonçar as máquinas a marteladas. Ludd foi “promovido” a “General Ludd” em carta anônima encaminhada a industriais da inglaterra, ameaçando-os da destruição pouco antes de explodir o movimento.

O ludismo moderno têm várias facetas esquerdopatas. Uma delas, sem dúvida, é a negação sistemática ao direito das cidades progredirem de forma sustentável ou, pior, a necessidade de miserabilizar o antigo, como forma de criar rancor social contra o novo…

A atual gestão petista da cidade de São Paulo, enquadra-se nesta última faceta, beneficiada historicamente em sua missão de destruir o tecido urbano, por conta da pusilanimidade tucano-social-democrata face  aos rompantes esquerdistas da máquina burocrática da municipalidade – há muito infiltrada.

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Sem teto… barracas espalhadas pelo centro, transformam a manhã dos paulistanos que transitam pelo centro.

A aliança pela destruição da cidade

Em apoio aos impasses burocráticos e urbanísticos (e não à busca de solução para esses impasses), surgem os “movimentos sociais” de sem teto, de minorias, de direitos humanos, pastorais da rua… militantes do rancor social, de certa forma harmonizados com a jusburocracia inoculada nas defensorias públicas e no Ministério Público – que no afã de  buscar a “justiça”, criminaliza a discordância ideológica e reprime qualquer  condução técnica na solução dos impasse. Com o impasse judicializado, a degradação se instala.

Se no caso da burocracia e dos movimentos sociais, a condução ideológica é clara, no caso da jusburocracia, ela é dissimulada por interpretações biocentristas, oficialistas ou subjetivas das normas jurídicas aplicáveis, por conta de não haver uma condução hierarquizada nestes corpos de Estado e pela razão do direito difuso em causa ser, por si só, intrinsecamente conflituoso – formando brecha para o antagonismo recalcitrante.

É, portanto, relativamente fácil de entender o mecanismo:

a) Prédios abandonados não são revitalizados por conta da máquina burocrática ter se empenhado, com esmero, por anos, e com o apoio do Ministério Público paulista, a boicotar toda e qualquer operação urbana que permita renovação imobiliária. De fato,  para essa aliança técnico-jus-burocrática, qualquer incentivo à iniciativa privada para investir no centro da cidade, para provocar alterações significativas no viário, para atualização de regras de preservação de manchas urbanas genericamente tombadas, etc… é taxada textualmente como “especulação imobiliária” ou “privatização do espaço urbano” ou “atentado ao interesse público”.

b) Criado o impasse estrutural, a tecno-burocracia sem controle, o ministério público e a jusburocracia, os partidos de esquerda e as pastorais da igreja católica, tratam de impedir toda e qualquer operação de saneamento urbano em relação às hordas de movimentos de sem teto, de viciados, prostituição, tráfico de drogas, quadrilhas de infratores, pichadores, ambulantes, etc… todas as iniciativas estigmatizadas pelos esquerdistas como “higienistas” ou “segregacionistas”, “contrárias aos direitos humanos” e “perseguidoras da economia informal”.

c) Mantida a ação social degradadora e impedida a ação estruturante de revitalização, o resultado é a invasão dos espaços públicos e dos imóveis fechados, pelas hordas de “miseráveis”, incentivados pelos chamados “movimentos sociais” e “pastorais”…. com as bênçãos da defensoria pública e Ministério Público, que judicializa os conflitos e, assim, os pereniza.

Instalado o mecanismo da perenização do ambiente degradado e blindado o esquema por conta da judicialização, o mecanismo da destruição da Ordem Urbanística se instala como uma infestação de cupins.

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Miséria no Centro da Cidade – Caos urbano exige coragem e firmeza ideológica para combater o proselitismo de esquerda (foto Marie-Claire)

Atenção para não confundir os movimentos urbanos

Para muito além da destruição do centro da cidade, há uma ação que foge à esquerda e à direita, em processamento nas periferias.

O problema é que a deterioração induzida no centro da cidade é  propositadamente confundida, pelos esquerdopatas, com a busca por uma estética consentânea com a miséria, enfrentada na periferia da cidade.

São coisas diversas, que a esquerdopatia propositadamente une… e mistura, otimizando o rancor.

Segundo Gabriel Feltran, do Centro de Estudos da Metrópole da USP, boa parte dos meninos e meninas das favelas e periferias  vive a “crítica ao sistema” de modo muito intenso e cotidiano.

Diz o professor:

“A polarização entre os “bacanas, playboys, madames” e os “pretos, pobres, periféricos” é cada vez mais clara dos dois lados. Em geral, jovens pobres são muito mais críticos do que as “esquerdas” da Vila Madalena. Mas o registro pelo qual essa crítica social é expressa, nas periferias, passa cada vez mais longe da polarização esquerda versus direita ou de uma elaboração discursiva nos marcos da política tradicional. Passa pelas letras de rap, pela estética do funk, pela racialização, pelo estilo de vida, ou seja, por outros caminhos. Não é o registro da política institucional, dos movimentos de esquerda tradicionais, que abriga as noções críticas que eles carregam. O pentecostalismo, a possibilidade de consumir, a polaridade racial ou a “vida loka” são hoje matrizes de elaboração das próprias vidas muito mais importantes do que a “esquerda” institucional. E essas matrizes movem o cenário político para direção ainda desconhecida. O que se percebe, transitando entre favelas e elites, é que a metáfora da guerra (inimigos a combater) parece fazer mais sentido para pensar a política hoje do que a metáfora da democracia (comunidade de cidadãos).”

Separar o joio do trigo nessa cultura que combate a meritocracia, cria rancores, mas também produz manifestações legítimas, é essencial para retirar o falso apoio social da miséria enfrentada pela população da periferia à miséria induzida pelo descontrole proselitista no centro da cidade de São Paulo.

Há saída, e ela exige coragem

Portanto, se não houver uma virada radical, articulada de forma interinstitucional, com compromisso do parlamento, do judiciário e das chefias dos organismos jus burocráticos, visando  combater a esquerdopatia nos seus estamentos e reconduzir a atividade fim das instituições públicas da cidade de São Paulo, em direção ao bem comum, ao respeito à iniciativa privada, à manutenção da ordem social, o tecido urbano irá rasgar… sem condição de cerzimento.

É preciso recapacitar os quadros das instituições de preservação cultural, de controle ambiental, de serviço social e planejamento urbano, para conduzir suas funcionalidades aos trilhos da democracia, da busca por soluções e, não, para a perenização dos entraves.

O mesmo deve ser feito com o Ministério Pùblico e Defensorias públicas. É preciso despolitizar as ações desses organismos, em prol da efetividade da Justiça.

É preciso, também, reeducar a elite paulistana. Tornar a fazer o paulistano socialmente bem posto, tornar a amar a sua cidade e, observar se quem está ao seu lado, tem mesmo compromisso com o lugar onde vive…

A saída está na revitalização urbana, nas operações urbanas em parceria com a iniciativa privada, permitindo investimentos e lucro, reinstalando a noção de estoque imobiliário no centro da cidade, rasgando avenidas, remodelando as antigas, alterando o entorno dos bens tombados para conferir modernização à cidade. Muita engenharia, muita arquitetura, menos burocracia, menos judicialização.

O trabalho é duro, mas é preciso ser feito. Ele só poderá ser iniciado se, antes, o conceito de interesse público e de probidade for resgatado em favor do Estado Democrático de Direito, do pluralismo, e da livre iniciativa.

farah.edison@gmail.com

PERFIL e ARTIGOS de EDISON FARAH

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21 Comentários to “O legado de Haddad para nossa Sampa”

  1. Você queria que o Hadadd desse, em 4 anos, solução problemas secular de toda ordem? Talvez o Celso Russomano consiga isso. Nunca vi tanto ódio ao PT. Parece que você foi mais uma vítima da lobotomização articulada pela grande mídia, que só desinforma, omite, manipula e fomenta o ódio. E o PT inventou a corrupção e criou as mazelas sociais. SP é o centro da ultradireita. Afinal, aí tem VEJA, ESTADÃO, FOLHA… e PSDB governando por mais de 20 anos!

  2. É difícil entender quando os comentários são feitos por quem não leu atentamente o discurso. Gera mesmo um mundo de lobotomizados…

  3. É um texto facista. Isso é certo. É muito fácil atacar e nomear culpados. A miséria está disseminada para todo lado. Esse é o modelo econômico de poucos e no qual 1% tem mais de 99% da renda nacional. Quem sabe mais uma ação ao estilo de Pinheirinhos faça essas mazelas e pichações desaparecerem?!

  4. Que porcaria de matéria é essa? Nunca vi alguém escrever tanta idiotice, além do mais carregado de ódio e preconceito.
    Uma pessoa assim, tem que ser peoibidade escrever, causa náusea.
    Parei antes de um terço da matéria, quase vomitei.

  5. O Brasil e São Paulo trabalhados pela MÍDIA oligopolista e mentirosa que está lavando o cérebro dos brasileiros, isto desde sempre, em todos os retrocessos políticos e sociais da História do Brasil a grande imprensa (para o século XX, jornais e revistas em papel) e hoje as TVs aberta e a cabo(os jornalzões: Estadão, O Globo, e Folha (este menos) são ilegíveis e manipuladores e mentirosos) esta Mídia fez permanentemente a desinformação da população e trabalharam e são patrocinadas e sócias dos Bancos e do Grande Capital. E continua esta Midia a nos enganar e tratar como tolos. Estamos caminhando para um grande retrocesso quem vive de salário será ainda mais esfolado por este governo recém “eleito” por 530 mal formados (salvo exceções) e 81 interesseiros (salvo exceções).Círculo Vicioso: povo mal informado e mal tratado e (Z)elite mesquinha e escravocrata mantendo este estado de coisas (e o “aperfeiçoando” com novas tecnologias eletrônicas e psicológicas)
    Quem crê em Deus deve rezar e agir; quem não crê deve agir e agir.
    Não somos, ainda, lobotomizados mas é isto o que a (Z)Elite da Casa Grande faria se pudesse….Talvez no futuro se não reagirmos isto se tornará realidade.

  6. Farah , retrato nú e crú da nossa cidade e sua sociedade nas mãos de quem a sí só interessa…..é lamentável como as coisas publicas são conduzidas por quem prometeu delas cuidarem………não importa o partido PSDB ,PT e outros todos que estão por aí a condução é a mesma ……

  7. Bom lembrar que muito do que está aí pelas ruas de São Paulo começou lá atrás, ao tempo do Sr. Mário Covas, cujo neto, Bruno Covas, é candidato a vice-prefeito na chapa do João Dória, pelo PSDB… Portanto, a rigor, o legado não é do Haddad…
    É que muito da indigência que se espalha pelas ruas de São Paulo, como de resto pelas ruas de TODOS os municípios da Grande São Paulo, decorre de uma decisão pontual daquele governador de antanho… Foi assim, lembro perfeitamente, acompanhei o caso: depois de sairem na Globo e em outras mídias reportagens sobre os desmandos que havia no Juqueri, um grande hospício que havia em Franco da Rocha, ele simplesmente mandou fechar o Juqueri, e também o Charcot (em São Bernado). Declarou sonoramente à imprensa: — Cada família que cuide dos seus loucos.
    Ele era assim, intempestivo. Em outra ocasião, quando houve problemas na extinta FEBEM unidade Imigrantes, mandou o trator derrubar o muro e acabar com a unidade.
    O pior é que ele fechou os hospícios e não criou alternativas, não abriu outros, como faria quando veio depois a fechar o Carandiru.
    Os manicômios fecharam. Os doentes mentais de SP passaram a viver nas ruas…!!!
    E o quadro foi se agravando ao longo de vários governos, de vários partidos.

    Mais recentemente, o Alckmin tentou acabar com a cracolândia através da força policial. Resultado: espalhou a cracolândia pela cidade inteira.
    Depois, nos últimos anos, o Haddad também tentou resolver o problema transformando prédios desabitados em hoteis para drogados, para facilitar o acompanhamento do Serviço Social. Não é a solução ideal, pois são milhares de drogados, milhares de doentes mentais…
    Sabe-se que cerca de 70% dos indigentes de SP têm problemas mentais…!!!
    Outra parte tem problemas com drogas.
    E outra parte, mínima, uns 10%, são os que enfrentam problemas transitórios em suas vidas: desemprego, despejo, etc.
    Uns 5% ou menos são mendigos por opção, escolheram viver na rua.

    É preciso criar políticas para focar nesses temas. E essas políticas certamente vão exigir MUITO dinheiro, pois há que se construir centenas de albergues, clínicas para tratamento de drogados em municípios vizinho

    O autor precisa cortar aquele rabinho de cavalo ridículo… rsrs… pois isso está atrapalhando o seu raciocínio isento…rsrs. Aliás, não sei se já cortou, faz tempo que não o vejo… Desculpe, Farah, mas não resisti a este amistoso bulling…
    (Cá entre nós, pedir isenção ao petefóbico Farah é uma grande ingenuidade minha).

    Farah, esse ranço petefóbico, esquerdofóbico, essa fobia, esse medo terrível contra até mesmo a esquerda light do PT, essa crença difundida por certo historiador de araque que equipara o petismo a um “projeto criminoso de poder” foi uma das piores coisas que aconteceu ao Brasil nos últimos anos. E é esse ranço ideológico que está levando o Brasil ao caos. Não é possível que vc esteja cego a ponto de não perceber isso. Vc é, ou pelo menos era (rsrs), um sujeito inteligente. De tanto ouvir a Jovem Pan vc pirou…

    Não foi o PT que levou o Brasil ao caos, mas sim o ranço ideológico contra o petismo.
    Pelo contrário, o PT, até meados de 2013, levou o Brasil a posições notáveis no ranking mundial. De lá pra cá, quando o ranço petefóbico se acentuou, a maionese começou a desandar. Não por culpa do PT, mas por culpa dos petefóbicos. Vocês, petefóbicos, um dia ainda serão responsabilizados pela História pelos males que causaram ao Brasil ao tirá-lo da rota distributivista de renda. Claro que era preciso avançar, pois não se faz tudo da noite para o dia, mas o Brasil estava avançando até meados de 2013, quando se uniram PSDB, MBL, FIESP e uma séries de outras entidades, com o único objetivo de defenestrar o petismo do poder, ainda que para sangrar o PT tivessem de sangrar a economia.. tirar o emprego de milhões… pôr o serviço público de quatro.
    Foi isso que aconteceu. E tudo isso que afirmo tem pleno fundamento nas séries históricas divulgadas por IBGE e BACEN. Podem abrir os sites desses órgãos e procurar a evolução dos indicadores PIB, FBCF (investimentos), Salário Mínimo, Salário Médio, Desemprego, GINI, reservas internacionais. Está tudo lá. O Brasil vinha bem sob as rédeas do petismo, até que o ranço se exacerbou e…
    … E estamos no pântano em que estamos.
    Parabéns, petefóbicos, vocês são muito espertos… E tão patriotas… Cuidado, a História costuma ser implacável com quem faz o que vocês fizeram no triênio passado.

  8. A Barbárie virá com mais força se este grupo que empalmou (surrupiou) o poder em Brasília conseguir permanecer no poder e executar (também no sentido de matar) o seu plano econômico. O mundo está em Crise a chamada crise de 2008 não acabou o Império atacou antes e continua atacando com armas e criando milhões de sem teto que buscam abrigo. A política destes Neoliberais é que leva a desgraça narrada na descrição do texto do colega Farah. Se informar é difícil sempre foi agora com a “lavagem cerebral” da Midia PIG ficou mais difícil ainda…A que se olhar com profundidade e buscar as causas primeiras. Use uma ferramenta infantil: faça sempre a pergunta: E por quê? e sucessivamente, talvez assim poderá se espantar com o que encontrará a frente.

  9. Valente, não polemizo com meus textos. Escrevo para quem sabe ler, e conhece a História.
    Como sei da sua alta inteligencia e sagacidade, esta sua reação só pode ser a prova cabal de que o esquerdismo é psicopatia, e torna seus seguidores zumbis, infensos à realidade dos fatos.
    Fica claro no meu texto que a origem da desgraça desta urbe não é devida ao PT.
    Apenas o PT consolidou este horror. Só isso. E consolida o horror por ideologia, qualquer criança sabe disso……
    E também o ódio ao PT surgiu na razão direta da traição do PT ao povo brasileiro.
    A era PT tem sim um fruto: o aperfeiçoamento quase à perfeição da arte do saque ao tesouro.
    E ninguém, muito menos os pensantes desta classe, pode me acusar de favorecer o PSDB ou a “soi disant” direita burra tupiniquim.
    Por favor meu velho, apenas não perca a elegância. Tenho muita apreço por você.
    Abraços, meu amigo.

  10. Bianchi, comungamos as mesmas conclusões.
    A nossa tragédia foi construida com garbo pela “elite” canalha que sempre dominou esta terra.
    À qual o PT, que era a esperança da mudança, não soube resistir.
    Abraços

  11. Pena que fecharam os manicônios. Se ainda estivessem abertos, não seríamos brindados com o excelente texto.

  12. Edison Farah, Colegas,
    E a situação só não está pior em São Paulo porque tivemos no período do PT no Governo Federal Lula e Dilma uma situação de quase pleno emprego e reajustes no salário minimo acima da inflação do período e Bolsa Família que segurou o brasileiro em seu município trabalhando ou amparado, um pouco de “Welfare State” que vi e vivi na França, Inglaterra, e Suécia entre 1969 e 1975. E agora os geniais (para os Banqueiros) neoliberais querem nos brindar com a destruição do minimo de Civilização Social que ainda temos. Preparem-se se não derrubarmos o Governo Temer&Caterva vamos criar a Barbárie no Brasil e Sampa ficará difícil de suportar. Agora é “Fora Temer”, Fora a Barbárie” Novas eleições já! E quem elegeremos????

  13. Para se tentar entender o que se passa no Brasil hoje é mais ou menos o que fazíamos nos anos da Ditadura Militar (1964-1985) ler a Midia estrangeira e os jornais Opinião e Movimento e Pasquim e o “Relatório Reservado” que circulavam censurados e mesmo assim informavam algo.Hoje com o Golpe de 2016 ( a moda Paraguai, e Nicarágua modelo made in USA) e com a Internet devemos ler jornais estrangeiros: El Pais, Le Monde, The Guardian, e Independent, mesmo NY Times e Washington Post, e no Brasil Le Monde Diplomatique Brasil, Caros Amigos, e Carta Capital. E os sites de: Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Paulo Moreira Leite (247), Luis Nassif (GGN) e Azenha (Viomiundo), e Carta Maior.
    E copio dois links que podem arejar quem só lê o “Estadão”, O Globo”, Folha SP” e Veja, Época, Isto É. Eu leio Estadão e Folha SP em papel todos os dias para saber a voz do Patrão, e O Globo via site. O Luis Nassif cada vez melhor tem feito artigos quase diários para explicar o Golpe 2016.
    Ficam duas sugestões:

    http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Economia-o-grande-complicador-de-Temer/7/36789

    http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-do-acordao-da-lava-jato-e-da-hipocrisia-nacional

  14. Visão preconceituosa e tendenciosa…

  15. Edison, Valente, Colegas,

    Quanto a hospícios e loucura o grande Machado de Assis o nosso sofisticado sábio do Cosme Velho escreveu no Século XIX um conto: “O Alienista” onde conta a estoria do Dr Simão Bacamarte filho da nobreza da terra de Itaguaí no estado do Rio de Janeiro e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal, e da Espanha que depois de passar a se dedicar ao estudo da psique , e disse: “A saúde da alma, bradou ele, é a ocupação mais digna de um médico”.
    Vale a pena a leitura ou releitura e veremos que no fundo o Mundo é um hospício até o nosso Catão o presidente do Senado outro dia gritou tentando botar ordem na Casa:” Isto está parecendo um hospício!!”
    Se nem o GRANDE médico Simão Bacamarte conseguiu achar alguém normal (ou leiam o conto) quanto mais nós funcionários públicos, raros são os médicos entre nós, para diagnosticar loucuras por um texto ou uma opinião de outro colega.
    Somos todos humanos e vale o dito popular: De médico e de louco todo mundo tem um pouco.
    Vamos nos manter discutindo sem querer internar quem pensa diferente na “Sibéria”.

    O Alienista (em domínio público):

    http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000012.pdf

  16. Veremos quem tem razão. A eleição vem aí.

  17. Adilson, Colegas,

    Se elegermos X ou Z não significa que elegemos o MELHOR geralmente o eleito é o menos adequado e preparado.
    Quem tem mais de 60 anos de idade e boa memória e acompanha a política aqui em Sampa, no Brasil e pelo mundo a fora deve lembrar que uma quantidade grande de picaretas passaram pelo poder. Muito difícil escolher alguém e os melhores não se candidatam pois levam a sério, como obrigação e responsabilidade o que assumem para fazer.

  18. Olhem só o que o herói de alguns aqui pensa sobre os “concursados”:

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