Archive for junho 25th, 2016

junho 25, 2016

Cidades cenográficas

João Francisco Neto

Há pouco, o desabamento de um trecho de uma ciclovia na cidade do Rio de Janeiro veio suscitar a discussão de vários temas ligados às questões de urbanização. Como se sabe, o Rio de Janeiro será a sede dos Jogos Olímpicos que estão prestes a se iniciar; por isso, a cidade se transformou num verdadeiro canteiro de obras, algumas delas de duvidosa utilidade, sem falar na falta de segurança, como se acabou de ver. Em determinados contextos, como no caso de Olimpíadas e Copas do Mundo, é de fato necessária a realização de muitas obras, para abrigar os eventos. Porém, em meio às obras que realmente serão utilizadas, não é raro que sejam erguidas outras, que são verdadeiros “elefantes brancos”, ou seja, muito bonitas, mas que, no fundo, não servem para nada.

Os estudiosos das questões urbanísticas criaram uma expressão para designar as localidades em que muitas obras e equipamentos urbanos são edificados nem tanto pela sua necessidade ou funcionalidade, mas apenas para o simples embelezamento do espaço urbano: são as chamadas “cidades cenográficas”.  Trata-se de uma referência às falsas cidades que são erguidas para filmagens: parecem reais, são muito bonitas, porém não têm outra utilidade a não ser essa mesma.

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junho 25, 2016

Resposta ao governador Alckmin

Luciana Moscardi Grillo*

Sobre matérias publicadas no Jornal da Cidade de Bauru e Diário de Franca

Primeiramente, a manutenção da folha de pagamentos em dia não é motivo para se vangloriar. É dever precípuo do empregador, honrar os salários de seus empregados, independente se os mesmos são ativos, inativos ou pensionistas. Nestes últimos casos, inclusive, impera lembrar que já houve uma vida de dedicação e contribuição ao Estado.

Em prosseguimento, vale o oportuno registro de que “fechar o orçamento mensal” deveria ser somente uma das atribuições do Secretário de Fazenda de São Paulo, dentre outras extremamente mais relevantes como, especialmente neste momento de crise econômica histórica, buscar no fortalecimento da Administração Tributária os meios para incremento arrecadatório de qualidade.

Caso ainda não tenha ficado claro para a sociedade, esse é um dos pilares dos movimentos de mobilização em curso pela classe dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo que, evidentemente, perpassa questões remuneratórias, mas que se estende para muito além, com propostas efetivas de contrapartidas afetas ao aumento das receitas correntes.

Trata-se de um movimento responsável, cujas ações foram estudadas, justamente, para deixar claro à sociedade que servimos a um Estado, e não a um Governo, e que não podemos nos calar diante de questões relevantes como a concessão de benefícios fiscais de absurda monta a setores econômicos específicos, contumazes doadores de campanhas eleitorais.

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