Manifestação contra atraso de salários em Minas

Ato público critica políticas de tributação injusta e de concessão de benefícios fiscais

Indignados com a desvalorização que o Fisco mineiro vem sofrendo e dispostos a denunciar publicamente as consequências dessa política de desvalorização do governo estadual para a sociedade mineira, auditores fiscais da Região Metropolitana participaram na manhã de hoje, 7 de março, de ato público em frente ao prédio das delegacias fiscais BH 1 e BH 2, em Belo Horizonte. Os participantes demonstraram que estão dispostos a se envolver ativamente na luta sindical para reverter o quadro de perdas imposto à categoria.

Durante o ato, os manifestantes denunciaram os problemas remuneratórios enfrentados, com perdas inflacionárias em 2014 e 2015, que acumulam quase 20%, e distorções salariais que contribuem para a desmotivação de muitos auditores. A postura do governo em ignorar a categoria, e os servidores em geral, ao tomar medidas arbitrárias, como o atraso e o parcelamento dos salários, e não se dispor a ouvir e negociar suas reivindicações foi bastante criticada.

A necessidade de realização de concurso público para auditor fiscal também foi ressaltada na fala dos colegas, uma vez que o Estado não realiza concurso para o cargo desde 2005, o que levou a uma defasagem de aproximadamente 700 auditores no quadro de pessoal da Secretaria de Fazenda.

O presidente do Sindifisco-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, concedeu entrevista para o Estado de Minas on-line, para o jornal O Tempo e para as rádios CBN, Band News e Rádio América.

Rádio CBN    –    Rádio América    –    Estado de Minas

Imposto justo

No cruzamento entre as ruas da Bahia e Gonçalves Dias, próximas ao local do ato, o Sindifisco-MG realizou ação com faixas e panfletagem para os pedestres e carros que transitavam. O panfleto critica medidas que estão sendo adotadas, justificadas pelo governo estadual como necessárias para superar a crise financeira pela qual Minas passa atualmente, mas que sobretaxam os trabalhadores.

Folder distribuído à população

O panfleto chama atenção para as injustiças tributárias praticadas no Estado, com altas alíquotas de ICMS sobre bens e serviços essenciais, como a energia elétrica e a gasolina, e para o aumento recente das alíquotas desse imposto nos setores de energia elétrica comercial e comunicações (telefonia, internet etc.).

À tarde, o presidente do Sindifisco-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, e o vice-presidente, Marco Antonio Couto, estiveram reunidos com os colegas da Cidade Administrativa. Amanhã, o sindicato divulgará informações sobre essa reunião, bem como sobre as atividades de mobilização no interior.

Fonte: Sindifisco/MG

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