Greve dos Auditores da Receita Federal no estado de S.Paulo

De acordo com o Sindifisco, vencimentos da categoria estão desvalorizados

Os auditores fiscais entraram em greve em todo o Estado de São Paulo nesta quinta-feira (18). Pedindo por melhorias em salários e benefícios, os funcionários das alfândegas só estão realizando os procedimentos necessários e essenciais. O restante, segundo o presidente da Delegacia Sindical de Santos do Sindifisco Nacional, Renato Tavares, está interrompido sem previsão de retorno:

No dia 21 de janeiro, recebemos uma contraproposta do governo, só que foi feita verbalmente e não formalizada. Estamos aguardando a formalização. É por esse motivo que estamos paralisando todas as alfândegas da oitava região fiscal, ou seja, de todo o Estado de São Paulo. Pedimos a valorização do auditor fiscal com uma remuneração compatível ao cargo. Estamos em 27º no ranking remuneratório dos fiscos estaduais e 18º no de capitais. Tamanha defasagem, para Tavares, ‘não é normal’. Nós fiscalizamos diversos tributos, fiscalizamos as fronteiras de todo o país.”

Os serviços prestados pelas alfândegas do Estado, como importação, exportação e liberação de cargas, estão interrompidos sem previsão de retorno. “Com exceções de medicamentos, produtos perecíveis e malas, que continuam normal, está parado. Não tem previsão para o fim. A greve continua e vai percorrer a semana. Estamos desde abril de 2015 mobilizados, fazendo paralisações, e agora resolvemos iniciar a greve”.

Expectativa

A expectativa de Renato Tavares é a de que a greve traga os resultados que a categoria busca desde o ano passado.

Isso terá reflexos. Outras alfândegas vão mostrar solidariedade e parar também. O governo terá mais pressa para formalizar a proposta para levarmos para apreciação na Assembleia nacional, onde será votado se a mobilização continua ou não”.

A paralisação foi definida após assembleia da categoria realizada na última terça-feira (16). Na proposta apresentada não formalmente pelo governo está o aumento de 21,3%, dividido em quatro parcelas e pagos a partir de agosto deste ano, a criação de um bônus de eficiência e a diminuição de níveis na carreira. Também estão previstos o reconhecimento legal do Auditor-Fiscal como autoridade tributária e alterações no regimento interno da Receita Federal, em até 30 dias após a assinatura do acordo.

Procurada, a Receita Federal informou que não vai se pronunciar.

Fonte: A Tribuna

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