Funcionalismo e gasto público

jfrancisconewJoão Francisco Neto

“Nessa linha “filosófica” [do neoliberalismo], os funcionários públicos representam tudo o que há de pior”

Sempre foi uma política dos governos tratar diferentemente os seus funcionários, de acordo com a categoria profissional a que pertençam. Para melhor entender isso é preciso esclarecer alguns pontos: como se sabe, o funcionalismo público é organizado por carreiras. Cada carreira tem a sua lei e suas regras próprias, embora todas devam igualmente obedecer às normas do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis, como é o caso do funcionalismo do Estado de São Paulo, por exemplo.

Um dos principais itens de diferenciação entre uma carreira e outra não é propriamente apenas o salário, mas sim a forma como os governos lidam com os aumentos. Em matéria de política salarial e concessão de vantagens, os governos costumam adotar a seguinte estratégia: dar aumento para uma carreira, não dar para outras; tirar de uma, não tirar de outra; contratar para uma, não contratar para outra; enfim, agrada-se uma, e não se agrada a outra. Vez por outra, cria-se uma ou outra carreira privilegiada, em meio a uma legião de insatisfeitos e desmotivados. Assim, os funcionários públicos não se unem e não se vêem como integrantes de uma mesma instituição, o serviço público; na verdade, em muitos casos, há até animosidade entre algumas carreiras. É o velho e surrado lema do maquiavelismo, que prega a divisão para melhor governar […] Continue lendo

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