Os riscos do teto no funcionalismo estadual

Maioria dos estados tem o teto do STF ou de desembargador

O teto salarial do funcionalismo público estadual é um dos temas que, nos últimos meses, têm despertado o debate entre professores das universidades estaduais paulistas, seja através da imprensa, seja em reuniões nos departamentos e fóruns de discussão da academia.

Prejuízo – Num artigo publicado em agosto passado no jornal Folha de S. Paulo (leia aqui), o reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Jorge Tadeu Jorge, alertou para o fato de que a excelência das três universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp) – situadas entre as melhores instituições de ensino superior da América Latina – está ameaçada. Isso porque a Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003, permitiu “tetos salariais distintos para atividades iguais”, como ele escreve.

Injustiça – Já o reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Julio Cezar Durigan, num artigo publicado em agosto no jornal O Estado de S. Paulo (leia aqui), criticou a injustiça contra o corte dos salários de 912 professores, que estavam acima do teto salarial estadual. “Os prejudicados são professores universitários que, com muito trabalho e abnegação, galgaram na sua carreira os mais altos níveis”, escreve Durigan. “Defenderam quatro teses (mestrado, doutorado, livre-docência e titular), orientaram dezenas de alunos na graduação e na pós-graduação e desenvolveram pesquisas importantes para o País. O reconhecimento a esse trabalho honesto de uma vida é o corte dos salários no meio das suas existências.”

No artigo, Durigan lembra que mais da metade dos salários dos professores prejudicados é composta por quinquênios e sexta-parte, atribuídos por lei:

Os professores universitários nunca tiveram influência sobre o que poderiam vir a ganhar, ao contrário do que acontece atualmente em algumas esferas administrativas.” […] Saiba mais

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2 Comentários to “Os riscos do teto no funcionalismo estadual”

  1. Na leitura dessa notícia vislumbro a possibilidade de que os fiscais de rendas do estado de são paulo (letra minúscula mesmo), possam vir a ser beneficiado por tabela, caso os professores da USP consigam convercer o Legislativo a procederem mudanças no teto salarial, até mesmo desvinculando as remunerações dos servidores do subsídio do governador. Vamos aguardar os devidos desfechos da luta proposta pelas Universidades Estaduais, vez que nossas entidades representativas quase nada têm feito para fazer mudar esse situação.

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