Impostos e revoluções

João Francisco Neto

“As finanças públicas francesas estavam arruinadas, o que demandava constantes aumentos de impostos, contra uma população sofrida e explorada, que assistia a um festival de luxo, soberba e desperdício”

Na crise em que o Brasil se encontra atolado, as propostas de ajuste fiscal apresentadas pelo governo indicam sempre para o mesmo caminho: o manjado aumento de impostos. Os cortes de gastos são apenas retoques cosméticos, que de quase nada adiantam; valem apenas pelo seu efeito propagandístico, pois, no fundo, a máquina pública continua a mesma baleia, lenta e ávida por recursos (do povo, é claro!). Daí a permanente necessidade de se arrecadar mais e mais tributos. Não é de hoje que os governos procuram a saída mais fácil que é exigir sempre mais impostos do povo. Muito antes de Cristo, no Império Romano, já era assim: dos povos dominados exigiam-se altas somas de valores, a título de impostos, que poderiam ser pagas em ouro, mercadorias, colheitas ou até mediante o trabalho humano.

Vez por outra eclodia uma revolta, motivada por abusos na tributação. Aliás, é bastante conhecida a passagem bíblica em que os judeus, procurando intrigar Cristo com o governador romano, ouvem a resposta magistral: “A César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Vejam que até Cristo teria reconhecido o direito que os Estados têm de arrecadar impostos. O problema são os governantes, que, sem nenhum limite, sentem-se à vontade para explorar o povo, sempre com exigências cada vez mais pesadas. Se hoje, com as rigorosas restrições traçadas pela Constituição, os governos dão um jeito para exagerar na cobrança dos tributos, imagine-se o que ocorria nos séculos passados. Essa questão acabou motivando inúmeras rebeliões e revoltas, pelo mundo todo, todas provocadas pelo descontentamento do povo diante dos excessos na tributação […] Continue lendo

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