O ralo da sonegação

Evasão fiscal somará R$ 500 bilhões só neste ano

Se apostasse na fiscalização e fechasse o cerco sobre os sonegadores, o governo, em vez de taxar ainda mais os brasileiros propondo o retorno da famigerada CPMF, poderia disciplinar suas contas sem cobrar um centavo a mais em impostos do contribuinte. Segundo levantamento do Sinprofaz, o Brasil perderá mais de meio trilhão de reais por causa da sonegação de impostos só neste ano. O valor seria suficiente para cobrir 16 vezes o rombo de R$ 30,5 bilhões estimado pelo governo para o orçamento de 2016. O total é também 15 vezes maior que a expectativa de arrecadação com a nova CPMF – que, segundo o governo, pode chegar a R$ 32 bilhões, caso a contribuição seja mesmo aprovada – e 19 vezes maior que o corte de R$ 26 bilhões nas despesas públicas, que inclui as polêmicas suspensões do reajuste salarial dos funcionários públicos e da realização dos concursos públicos.

Não bastasse isso, o governo deixará de arrecadar R$ 271 bilhões só com renúncia fiscal – isenções de tributos que o governo concede a determinados setores econômicos com o objetivo de estimular a atividade.

Para o procurador da fazenda Achilles Linhares de Campos Frias, presidente do Sinprofaz, o governo deveria atuar para combater a sonegação, mas age como se a incentivasse. Ele explica que há uma insistência, por parte da administração federal, em manter os órgãos de combate à sonegação em déficit de pessoal e de tecnologia:

Os sonegadores estão anos à frente dos investigadores e dos cobradores […] Saiba mais

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One Comment to “O ralo da sonegação”

  1. E o que é preciso para que essa informação seja veiculada de forma a que a população saiba?
    Por que somente pessoas ligadas ao fisco ou ao controle das atividades administrativas públicas sabem disso?
    Por que não adotamos uma prática de divulgação mais contundente desses números a fim de alcançarmos o objetivo de sermos ouvidos e sermos reconhecidos e valorizados como carreira pública?
    Acho que parte da resposta é evidente, ao grande sonegador, que banca politicos e funcionários corruptos, não compensa melhorar a máquina, pois isso acarretaria perdas irreparáveis.
    É claro que vender o peixe para o inimigo da idéia é dar um tiro no pé. Que tal aumentarmos nossos canais de comunicação para atingirmos de fato o propósito de chamar a atenção para o que está escrito aqui?

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