Magistrados querem auxílio-educação de até R$ 7,25 mil

A bolsa toga custará R$ 128,8 milhões e chegará a R$ 175,1 milhões em 2018

Uma mensagem enviada na última terça-feira à Assembleia Legislativa (Alerj) pela desembargadora Leila Mariano, presidente do Tribunal de Justiça (TJ), prevê a concessão de uma bolsa de até R$ 7.250 mensais para financiar a educação de filhos e dependentes de juízes e desembargadores do Rio entre oito e 24 anos de idade. Se for aprovado na íntegra, o benefício pode causar, apenas este ano, um impacto de R$ 38,773 milhões aos cofres públicos. Em nota, o TJ informou que não iria comentar detalhes do projeto. Está previsto também o benefício para os servidores do Judiciário.

Na mensagem enviada à Alerj, a presidente do TJ pede a votação da proposta em regime de urgência. Uma das justificativas para a concessão do benefício, citada num texto anexo ao projeto, é o artigo 227 da Constituição Federal, que diz que “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação…”. Os valores surpreenderam alguns parlamentares, que aguardam mais explicações.

A notícia já gerou reações contrárias na sociedade. João Senise, coordenador de mobilização da ONG Meu Rio, revelou que foi lançado nesta quinta-feira pelo aplicativo da organização na internet, o “Panela de Pressão”, a campanha “Deputados, não aprovem a boquinha dos desembargadores e juízes!”. É possível enviar mensagens de repúdio à iniciativa, que são repassadas aos parlamentares […] Saiba mais

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Íntegra do Projeto

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One Comment to “Magistrados querem auxílio-educação de até R$ 7,25 mil”

  1. Quem inventou tal auxílio educação para magistrados? Essa sumidade terá coragem de explicar públicamente quais as razões para a criação de tal auxílio? E os magistrados que aceitarem o auxílio educação estarão mostrando suas faltas de honestidade moral porque não necessitam de ganhar mais para darem a seus filhos uma educação de muita qualidade. Se pensarmos bem, tem ladrão roubando disfarçado de gente honesta!

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