Levy defende reajuste zero para servidores

Fazenda vai propor a Dilma vetar qualquer aumento para funcionalismo público

O Ministério da Fazenda preparou uma lista com dez itens que serão levados neste domingo à presidente Dilma Rousseff propondo novas ações para ampliar a arrecadação do governo e reduzir os gastos. Entre as medidas que foram definidas pelos técnicos da Fazenda em reunião que terminou na noite de ontem estão insistir na recriação da CMPF, o chamado imposto do cheque, e não conceder aumento nenhum aos servidores públicos federais em 2016.

A proposta de recriar a CMPF já foi duramente criticada por integrantes da base do governo e pode ser uma medida com dificuldade para aprovação no Congresso. Já a ideia do “aumento zero” para o funcionalismo surgiu na Comissão Mista de Orçamento. O relator da comissão, deputado Ricardo Barros (PP-RS), passou a defender a proposta diante do rombo nas contas do governo no orçamento do ano que vém.

Também estão na lista de ações preparadas pela equipe econômica alteração na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mudanças no imposto de renda de pessoa jurídica, na contribuição sobre a folha e ainda no recolhimento do FGTS.

Essas medidas fazem parte do arrocho nas contas que a Fazenda defende para tentar reequilibrar as contas do governo. Já o Ministério do Planejamento prepara cortes no orçamento dos demais ministérios e a redução de ser iniciada nos gastos com empresas terceirizadas […] Saiba mais

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4 Comentários to “Levy defende reajuste zero para servidores”

  1. Todo o esforço no corte de despesas será inútil se a taxa de juros não voltar imediatamente ao patamar do início do ano, ou seja, voltar à casa dos 12%, pois a dívida pública da União beira R$ 2,7 trilhões, de modo que 2 pontos percentuais de juros representam em torno de R$ 54 bilhões…!!! Ou seja, o Levy corta despesa de um lado, e aumenta de outro.
    As despesas aumentadas (juros) vão para a conta dos rentistas, cujo interesse ele defende.
    Aliás, rentistas que são altamente privilegiados no IR há anos, pois pagam, para aplicações superiores a 2 anos (a maioria da nata magnata aplica acima desse prazo, mantém carteira de resgate por prazo, resgatando sempre as aplicações superiores a 2 anos) meros 15%, e só no momento do resgate ou, no caso dos fundos de investimentos, a cada 6 meses, enquanto o servidor público, o trabalhador, o aposentado, o pequeno proprietário da classe média, pagam 27,5% sobre os seus rendimentos, na fonte ou no carnê leão mensal.
    Ou seja, os rentistas são altamente privilegiados em relação aos demais contribuintes.
    Sobre a renda dos rentistas, sobretudo os da nata magnata, sobretudo aqueles que auferem — em rendas totais, financeiras e de capital— ganhos mensais superiores a 100 salários mínimos, e que são INJUSTAMENTE privilegiados com tributação PÍFIA e DISTORCIDA, sobre essas rendas é que o Ministro Levy deveria agir. E não se pense que os valores seriam inexpressivos, dariam para cobrir o déficit primário com folga, lembrando que a meta inicial do governo era 1,2% do PIB (= R$ 60 bilhões).
    E se passar a tributar também os dividendos — que na lista dos países da OCDE só a Estônia se compara ao Brasil no que tange à isenção — então sim o erário terá caixa para fazer frente a redução da dívida total e a novos investimentos em obras e serviços públicos, todos os fundamentos das contas públicas melhorariam.

    Mas eu pergunto — um banqueiro, como o Levy, um preposto do Sr. Trabuco, do Bradesco — ousaria tributar mais firmemente a renda dos rentistas profissionais, da nata magnata, na qual figuram grandes banqueiros, empresários, latifundiários e megaempresários?

    Este é que é o problema principal do Brasil, a péssima distribuição da carga tributária.
    Enquanto em outros países quem aufere mais rendas, quem tem mais bens, paga PROGRESSIVAMENTE mais impostos, aqui no Brasil a nata magnata domina a ação política, e faz com que quem ganha mais, quem pode mais, quem tem mais condições de pagar sem sentir, quem tem condições de pagar sem afetar a demanda, faz com que esses sejam exatamente os que menos pagam, em termos relativos, em termos de carga sobre a renda.
    São uns privilegiados, privilegiadíssimos.
    E ai de quem tentar pisar no calo deles…
    É contra essa porcaria que está aí que a população tem de insurgir-se, EXIGIR REDISTRIBUIÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA, exigir que o ajuste seja feito corrigindo as distorções tributárias, e não as agravando ainda mais.

    Desculpem o desabafo, mas esse Levy e essa droga de política neoliberal retrógrada às vezes me tiram do prumo.

  2. Já era esperado viveremos um acerto da Economia com os assalariados pagando a maior fatia da conta.
    As forças que se juntam para o pós-Dilma (ou mesmo com Dilma mas com arrocho tipo PSDB-UDN) farão o arrocho garantindo os rentistas, banqueiros, e grandes grupos econômicos.Uma outra alternativa (possível)não tem organização para construir esta alternativa e propor e tentar aprovar no Congresso ( que o Lula anos atrás dizia que era composto de pelo menos 300 picaretas.e provou comprou a maioria deles.) e implementar esta alternativa.
    E nós funcionários públicos pagaremos talvez com um aumento da alíquota do Imposto de Renda e com o chamado congelamento de salários bem a gosto dos governantes tucanos a la UDN (União DEmocratica Nacional, partido de direita, Lacerda, Eduardo Gomes e Juarez Távora seus representantes) dos anos que correm.
    O PT está desmoralizado acusado isoladamente de casos de corrupção os outros casos de corrupção de outros partidos de oposição ou são engavetados ou não vem a público. Uma Mídia de uma nota só, enquadrando a massa e a classe média, nunca fomos tão mal informados pelos órgãos de Mídia. Não existe alternativa a curto prazo quem vive só de salário terá que apertar os cintos e esperar que o ajuste seja breve. A Casa Grande do Século XIX vai impor a saída da crise. Não temos alternativa real.

  3. Infelizmente, nós trabalhadores, que vivemos de salários recebidos às custas de muito suor e esforço físico e mental ou de uma aposentadoria medíocre corroída diáriamente pelos efeitos inflacionártios, vamos continuar pagando a conta dos ajustes desmedidos feitos pelo governo para cobrir rombos orçamentários resultantes dos seguidos desgovernos desde a era sarney, passando pela era FHC e até os dias de hoje. A economia do Brasil vai de mal a pior, porque as despesas globais da União seguem aumentando muito em relação ao crescimento do PIB, o que resulta em déficit primário em seguidos exercícios financeiros. O governo e seus ilustres cupidos só querem aumentar impostos, mesmo sabendo que o povo trabalhador não aguenta mais o peso de uma carga tributária massacrante em meio a uma crise formatada pelo exercício de uma política fraudulenta e despudorada. Enquanto isso os banqueiros seguem ilesos nos ajustes feitos pelo governo, enquanto o povo segue pagando a conta. Fazer o quê, né? Segue a vida!

  4. Quem tem medo do LOBO MAU? (queda da arrecadação, ora bolas… isso é papo de fiscal!):

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/09/1684202-poder-judiciario-gasta-r-38-bi-com-beneficios-a-magistrados-e-servidores.shtml
    (….)

    Carlos

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