Desembargador é destituído por criticar privilégio de magistrados

Siro Darlan chamou benefício concedido a filhos de juízes de “exclusivista” a casta de servidores

Após receber críticas do desembargador Siro Darlan Oliveira ao recém criado auxílio-educação, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, enviou e-mail ao desembargador comunicando sua demissão da Coordenador da Comissão Judiciária de Articulação das Varas da Infância e Juventude e Idoso — CEVIJ e da Comissão Judiciária de Adoção Internacional — CEJAI-RJ, sob a justificativa de que a atuação de Darlan tinha:

Conduta reveladora de incompatibilidade à da Administração. A Presidência não pode acolher comportamento estanque de qualquer de seus segmentos. A mensagem publicada em seu Facebook de 17 de maio claramente assinala posição contrária à da Administração

Darlan chamou o benefício de exclusivista e disse que:

A população não tem nenhuma obrigação de custear a educação dos filhos dos magistrados e dos servidores do Tribunal de Justiça […] Saiba mais

Veja a íntegra do post
na time line do Facebook do des. Darlan ou arquivo pdf

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=_RFQ65oQSYw]

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4 Comentários to “Desembargador é destituído por criticar privilégio de magistrados”

  1. Ainda existem “juízes” no Brasil? A bolsa ou a sentença?

  2. Como vive um juiz da Suprema Corte da Suécia

    “Não almoço às custas do dinheiro do contribuinte”, diz um dos juízes da Suprema Corte da Suécia, Göran Lambertz, quando pergunto a ele se magistrados suecos têm direito a benefícios como auxílio-alimentação.

    Nenhum juiz sueco têm direito a auxílio-moradia, auxílio-saúde, auxílio-alimentação, abono de permanência, prêmios, gratificações extras ou carro oficial com motorista. Em números atualizados, os salários dos magistrados suecos variam entre cerca de 15 mil e 30,2 mil reais.

    “Luxo pago com dinheiro do contribuinte é imoral”, rebate Lambertz, que todo dia pedala até a estação ferroviária e pega um trem para o trabalho – na instância suprema do Poder Judiciário.


    _

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