O mal-estar da civilização

jfrancisconewJoão Francisco Neto

“Os novos deuses da modernidade são a ciência, o progresso, a técnica e a razão”

A humanidade vive uma onda de ansiedade e angústia, que se reflete no vertiginoso número de pessoas acometidas pela depressão. Infelizmente, isso não é nenhuma novidade. Em 1929, Freud (1856-1939), com base em estudos e observações, já havia chegado à conclusão de que o indivíduo não poderia ser feliz na civilização moderna. Em seu livro “O mal-estar na civilização”, uma das obras centrais do pensamento ocidental, Freud demonstrava que, apesar de todo progresso material e científico, o homem não havia se tornado mais feliz; achava que, para a satisfação do prazer e o alcance da felicidade, o homem teria que realizar trabalhos penosos. Ocorre que, como regra, o ser humano não é naturalmente afeito ao trabalho. Daí que, por meio da repressão social, os indivíduos acabariam por sublimar suas pulsões sexuais, canalizando-as para o trabalho. Ademais, agindo assim, as pessoas poderiam gerar os bens materiais e intelectuais que mantêm a sociedade. Nesse sentido, Freud escreveu que:

A civilização está obedecendo às leis da necessidade econômica, visto que uma grande quantidade de energia psíquica que ela utiliza para seus próprios fins tem de ser retirada da sexualidade”  […] Continue lendo

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