Escravos modernos

jfrancisconewJoão Francisco Neto

“Chefes que, do alto dos cargos em que se encastelam, passam a agir mais como feitores do que propriamente como gestores”

Sempre que ouvimos falar em escravidão, a ideia que logo nos vem à mente é a compra e venda de pessoas, para depois serem enviadas a outro continente, onde então serão exploradas por seus novos “donos”. Legalmente, essa forma de escravidão está extinta desde o século 19, o que não quer dizer que não existam mais pessoas reduzidas a essa condição. Atualmente, a chamada “escravidão moderna” configura-se pelo trabalho forçado, em que as pessoas são obrigadas a exercer uma atividade contra a sua vontade, sob ameaça, ou mediante violência física ou psicológica, além de outras formas de intimidação.

As situações são as mais variadas possíveis: são pessoas exploradas por empregadores inescrupulosos, que se aproveitam da situação de extrema pobreza; são imigrantes clandestinos que se veem forçados a aceitar “empregos” que são verdadeiras arapucas; são mulheres e meninas, vítimas de exploração sexual, ou que são obrigadas a um casamento para ser exploradas no serviço doméstico; são trabalhadores que se veem na contingência de prestar serviços para pagar dívidas que nunca serão saldadas; são crianças “recrutadas” por grupos políticos rebeldes ou paramilitares, para trabalhar como vigilantes (“olheiros”), mensageiros, etc.; são outras crianças, raptadas para alimentar o comércio da prostituição e da pornografia infantil – segundo o Unicef, existiriam cerca de 2 milhões de crianças submetidas a essas situações degradantes […] Continue lendo

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