O Neopatrimonialismo

João Francisco Neto

O cipoal burocrático e tributário que dificulta o exercício de todas as atividades, para, ao final, permitir a venda – ou a troca – de facilidades

Em recentes falas de autoridades do governo que há pouco se iniciou, ouvimos promessas de que as práticas do patrimonialismo serão finalmente deixadas para trás. Isso é o que veremos, pois, como se sabe, em matéria de política, uma coisa é prometer, e outra coisa – bem diferente – é fazer. Indo direito ao ponto, convém esclarecer que o patrimonialismo é uma das causas mais importantes do atraso em que se encontra o Brasil.

Mas, o que seria, enfim, esse fenômeno?

Na perspectiva de Max Weber (1864-1920), um dos primeiros a se debruçar sobre o assunto, o patrimonialismo configurar-se-ia pelas seguintes características: um Estado em que o governante é visto como o senhor que concede favores a seus súditos; em que os cargos públicos sejam ocupados pela lealdade e simpatia, e nunca pela competência e por critérios impessoais (concurso público); em que não haja uma capacitação e regulação do corpo de funcionários públicos, os quais obedecem à conveniência de quem possui autoridade sobre eles; em que a remuneração desses funcionários se dê por meio do usufruto do cargo; enfim, um Estado em que não haja distinção entre o patrimônio público e o privado, o que dá margem a todo tipo de desmando, descontrole e autoritarismo, culminando com a corrupção deslavada e impune […] Continue lendo

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