O terceiro Estado

jfrancisconewJoão Francisco Neto

“Brasil: um Estado que é um verdadeiro elefante desgovernado”

O tempo passa, mas a política brasileira pouco muda. Entra governo e sai governo e os escândalos continuam: são os conchavos políticos entre partidos que só querem se dar bem; são as infindáveis denúncias de corrupção que, embora envolvam valores assustadores, já não surpreendem mais ninguém; são as promessas eleitorais nunca cumpridas – depois de eleito, o governante dá as costas para o povo e faz tudo aquilo que prometeu não fazer. Mais uma vez estamos vendo esse filme. Enquanto isso, a situação do povo não melhora nada; aliás, em certos casos, até piora.

Às vésperas da Revolução Francesa (1789), a população da França estava dividida em três classes sociais, ou Estados: o 1º Estado, composto pelo alto clero; o 2º Estado, a nobreza; e o 3º Estado, integrado pelo povo em geral e a burguesia, perfazia cerca de 97% da população, que não tinham nenhum direito ou privilégio, apenas obrigações, como a de pagar pesados impostos para sustentar o 1º e 2º Estado, que gastavam irresponsavelmente. Nessa época, entrou em cena um religioso, que também era um hábil político, o abade Sieyès, autor de várias obras que contribuíram para a formação da consciência revolucionária; dentre elas, um famoso panfleto, que formulava as seguintes questões […] Continue lendo

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