A política e o utilitarismo

jfrancisconewJoão Francisco Neto*

“…para o utilitarismo não havia nada de mal na escravidão…”

O filósofo inglês Jeremy Bentham (1748-1832), ainda que não tenha sido o criador, foi a pessoa que mais fortaleceu e propagou as ideias de uma corrente teórica denominada de “utilitarismo”. Trata-se de um sistema ético que determina a moral com base no resultado final das ações. Para Bentham, a coisa certa a fazer é aquela que trará o máximo de utilidade para as pessoas, considerando-se que “utilidade” seja qualquer coisa que produza prazer ou felicidade, e evite  a dor e o sofrimento. Partindo-se da constatação de que todas as pessoas gostam do prazer e não gostam da dor, escreveu:

A natureza colocou a humanidade sob o domínio de dois mestres soberanos, a dor e o prazer. Ao trono desses dois senhores está vinculada, por uma parte, a norma que distingue o que é certo do que é errado, e, por outra, a cadeia das causas e dos efeitos”.

Levado para o campo da vida política e moral, o conceito de utilidade acabou tornando-se um princípio não apenas para o cidadão comum, mas, também, para os governos e os legisladores, a quem cabe elaborar leis e diretrizes que proporcionem o máximo de felicidade e bem-estar para o maior número de pessoas […] Continue lendo

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