Alesp: Oposição será a menor desde 1998

PT, PC do B e PSOL elegeram apenas 18 deputados

Com um histórico de atuações apagadas diante de maiorias governistas, a oposição na Assembleia Legislativa de São Paulo terá espaço ainda mais reduzido para contrapor e fiscalizar um novo mandato do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Na nova legislatura, o PT foi o responsável pela redução da bancada de oposição: a sigla perdeu oito cadeiras.

Na avaliação do líder da bancada petista, João Rillo, a diminuição do espaço da sigla deveu-se a fatores como a “criminalização do PT” pelo PSDB durante a campanha:

Nós precisamos repensar o modelo de oposição na Assembleia Legislativa de São Paulo. É necessário dialogar mais com os diferentes setores da sociedade.

O ex-prefeito de Guarulhos (SP) Elói Pietá, que atuou como líder do PT durante a legislatura de 1999 a 2002, lembra que a oposição não conseguiu, naquela época, instaurar nenhuma CPI. Não se conseguia fiscalizar a fundo a administração estadual e não havia diálogo do governo paulista com a oposição. Não se conseguia instalar CPI nenhuma ao menos que a base aliada quisesse. Era um completo domínio do governo […] Saiba mais

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4 Comentários to “Alesp: Oposição será a menor desde 1998”

  1. SP é feudo do PSDB há duas décadas.
    É que adoramos o odor dos rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí. Adoramos jogar m… no leito dos rios e dragar eternamente com financiamento do BIRD. Adoramos que nos cobrem pelo esgoto e não o tratem.
    Adoramos SP porque aqui não se apura nada, tudo se arquiva, de pedido de CPI a cartel de trens.
    Adoramos subsidiar com margens médias inferiores às efetivas, o ICMS das mercadorias de maior valor agregado (de qualidade superior, certamente consumidas mais pela elite) e atochar na mesa da classe média margens superiores às efetivas, via Substituição Tributária, que desonera a elite e onera a classe média.
    Adoramos esperar horas e horas nos Distritos Policiais e às vezes dias à espera da perícia para lavrar uma simples ocorrência de sinistro e liberar o local e o veículo para as providências necessárias.
    Adoramos a adrenalina dos assaltos diários.
    Adoramos sofrer e morrer nas filas de espera dos hospitais.
    Adoramos o nível de ensino das escolas estaduais, sobretudo a aprovação automática.
    Adoramos pagar plano de saúde, escola particular para os filhos, vigilância privada, rastreador via satélite, blindagem de automóvel e seguro de tudo.
    Adoramos construir estradas à custa de impostos para privatizá-las em seguida e pagar os pedágios mais caros do mundo.
    Adoramos tudo isso e muito mais, porque somos masoquistas, votamos em dinastias partidárias que nos oprimem.

  2. Além da “criminalização do PT” como foi dito pelo deputado Rillo, sem dúvida importante, ainda mais com o apoio incondicional da mídia que auxilia para essa demonização, outro fator relevante que contribuiu para isso foi a falta de efetividade da fiscalização da oposição na ALESP. Se não houve possibilidade de abrir CPI, que se provoque o MP-SP, se este não responde ou arquiva tudo, represente-se ao CNMP, que se busque denunciar e exigir da imprensa que registre tais fatos, caso haja portas fechadas, então que se busque a mídia social de forma coordenada para denunciar a inanição institucional e, talvez, se cabível, até mesmo organismos internacionais. Portanto, entendo que a falta de interesse efetivo em fiscalizar, ou melhor, em tornar efetiva essa fiscalização certamente contribuiu para o desencanto da sociedade com a oposição na ALESP. Apesar de não viver em São Paulo e não poder avaliar outras circunstâncias, como colocadas pelo colega Valente acima, que realmente torna ainda mais incompreensível esta posição do eleitorado a não ser que tenha havido uma lavagem cerebral coletiva, creio que essa postura pouco efetiva da oposição em relação até mesmo com graves fatos que envolvem a Administração de SP, como vimos nos jornais há pouco tempo, apelidado de “Tremsalão”, cobrando os órgãos responsáveis pela apuração nas vias adequadas e na mídia é que pode explicar o inexplicável.

  3. Acho que se o PT, se quer ser efetivamente poder, tem de ouvir as pessoas mesmo, pois muitos no partido acham que sabem o que é melhor para as pessoas, mas estão enganados. As pessoas veem o governo como um condomínio que lhe ajudará a ter salário, educação, saúde, rua pavimentada, esgoto, aposentadoria, enfim, melhorar materialmente de vida. Quando o PT fez isso – por exemplo, com Olívio em Porto Alegre e os dois governos Lula – ele se consagrou e não teve nem graça as eleições seguintes. Mas para isso tem de ter recursos, que vem de impostos. Então, não tem de ir atrás do discurso de estado mínimo dos empresários, tem de fazer ouvidos de mercador, como fez o lula, pois ele sabia que precisava de dinheiro se queria distribuir, e quem tem dinheiro é o cara que acumula. Os setores que acumulam riqueza no Brasil choram o dia inteiro pela carga tributária, mas estão cada dia mais ricos. O Lula via isso e não dava bola. Já a Dilma pegou como conselheiro o Gerdau, que tem como modelo a Coreia, defende que o Estado tem de poupar para investir na infraestrutura e baixar o custo Brasil. Para que? Para aumentar ainda mais o já excessivo lucro das empresas. Depois, se bate o pessimismo pelos corte de investimentos públicos eles não vão investir seu dinheiro acumulado, é possível até que fechem empresas e ponham na rua pessoas. Ou seja, recolha impostos e aplique no que as pessoas pedem e ganhe as eleições, isso que tem de fazer se quer ser poder. Os partidos de direita não podem fazer isso, por motivos óbvios.

  4. Caros Sandro e Mezzomo, o problema de SP é o peso da classe média alta e da elite no eleitorado.
    A elite, infelizmente, é contra políticas distributivistas (“onde já se viu dar dinheiro para esses vagabundos que não trabalham…” é o que mais se ouve), embora, a bem da verdade, não seja a elite quem paga essa conta, pois os dividendos são isentos, e o patrimônio da elite está fortemente abrigado e blindado em PJs familiares que pagam IR menor do que o da PF (na moda, entre 15% e 18%, conforme o faturamento), menos do que os 27,5% de IRPF.
    Já a classe média se sente escorchada pagando 27,5% de IR, mais plano de saúde, mais escola particular, mais blindagem de veículo, mais segurança privada do condomínio, mais seguros, mais os impostos indiretos.
    Então o que o PT precisa fazer em SP é CATIVAR a classe média alta, é desvincular a classe média alta da elite. Hoje o pensamento da elite contaminou o pensamento da classe média alta.
    E como se faz isso? Com reforma tributária que redistribua a carga tributária do IRPF, de modo que quem ganha até R$ 500 mil / ano passe a pagar menos, e quem aufere mais que isso, passe a pagar mais. Claro, de modo que na somatória não haja perda de arrecadação, caso contrário não se faz política social, como bem colocou o Mezzomo.
    A tal “lavagem cerebral coletiva” à qual o Couto se referiu deve-se ao massacre da mídia. Recentemente, vocês devem se recordar, uma socielite paulista foi barrada no aeroporto com importação acima do limite e não declarada. Ela fez o maior estardalhaço e a mídia a apoiou integralmente, com artigos em grandes jornais e na Veja, como se ela é que fosse a vítima e não a sociedade que ela estava tentando ludibriar. HOuve milhares de manifestações contrárias ao Fisco Federal e à favor da sonegadora. O que quero dizer com isto é que o pensamento paulista está massificado pela mídia e resulta nessa espécie de “lavagem cerebral coletiva”. Aliás, isso segue a mesma linha dos “impostômetros”, o Mezzomo já comentou bastante a respeito.
    Abraços.

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