Archive for julho 31st, 2014

julho 31, 2014

– Coroné? Coroné? – Passa amanhã!

alexandroafonsoAlexandro Afonso

Século XXI exige democracia direta

Quando eu era menino e vivia em Diadema, cidade da região metropolitana de São Paulo, costumava sentar a tarde no beiral de casa (o da foto) com um amigo “da rua” e conversar sobre nada ou apenas olhar a paisagem (sim, naquela época Diadema era uma cidade cheia de árvores e com poucas casas).

Em frente a nós passava todo dia no mesmo horário um senhor que estava sempre embriagado, costumávamos chamar pessoas assim de “bêbados”. O apelido deste senhor era “Coroné”. Não “coronel”, era “Coroné” mesmo. Este meu amigo da rua sempre gostou de mexer com o Coroné. O motivo era simples: ele sempre respondia da mesma forma e era engraçado. […] Ela revela um traço profundo da cultura brasileira: a ditadura dos coronéis, formais e informais. Aquela lei não escrita que diz que todo brasileiro é incapaz de decidir por si próprio e precisa de “pessoas iluminadas e escolhidas” para fazê-lo. Ou mesmo aquela outra lei, também não escrita, que permite o cerceamento da liberdade de expressão seja no campo político ou no campo meramente idealista. Você ainda pode pensar em um monte de leis, nunca escritas, que derivam da cultura do coronelismo. […]

O que dizer, então, do nosso atual modelo de representação classista? Vamos colocar “no bolo” ambas as nossas entidades: Sinafresp e Afresp (a ordem dos fatores não afeta o resultado) […] Continue lendo

Tags:
julho 31, 2014

Ainda sobre as maiorias silenciosas

joao.mezzomoJoão Batista Mezzomo

Na Idade Média, de nada adiantou a maioria acreditar que a terra era plana e imóvel…

O muito bem escrito texto “A maioria silenciosa”, de João Francisco Neto, publicado aqui no Blog do AFR, nos permitiria uma reflexão bem própria para o momento do país e do mundo. Lá o colega nos diz, resumidamente, que o ex-presidente Nixon sustentou que a maioria silenciosa nos EUA, que só queria viver sua vida e criar filhos num país estável, queria continuar a Guerra do Vietnã, contra a opinião expressa da minoria ruidosa, que queria seu fim. E, fazendo um paralelo com os dias atuais, o colega opina que possivelmente a maioria silenciosa hoje no Brasil, face à série de escândalos que assistimos, não concorda com os políticos que estão aí, e só desejaria trabalhar, viver e poder criar seus filhos com dignidade.

Pois bem, mas vejamos de outro modo a questão. Em primeiro lugar, penso que a maioria silenciosa nos EUA no tempo de Nixon realmente queria a continuação da guerra, que se mostrou equivocada depois, com a derrota. Pois a maioria lá pensa assim mesmo, que os EUA tem direito de mandar no mundo, invadir, matar, impor seu padrão e seu domínio. Depois que deu errado a maioria silenciosa mudou de lado à sua maneira, silenciosamente, e nem lembra mais que concordava com a guerra. E se os EUA tivessem vencido, possivelmente ela nunca teria mudado de ideia. Teria permanecido trabalhando (ou ganhando seguro desemprego, sustentado pelo resto do mundo via emissão de dólares pelos EUA), criando filhos com “dignidade”, e fazendo ouvidos de mercador para a morte de inocentes, como se faz na Palestina há bastante tempo […] Continue lendo

Tags:
julho 31, 2014

Greve na Unicamp adia volta às aulas

Em greve há 63 dias, volta às aulas só em 1º de setembro

A greve de professores e funcionários fez a Universidade Estadual de Campinas adiar o início das aulas da instituição, previsto para a próxima segunda-feira, 4. A previsão da reitoria é usar o mês de agosto para reposição de classes e retomar as atividades acadêmicas apenas em 1º de setembro.

De acordo com o comunicado da reitoria, divulgado nesta quarta-feira, 16, a normalização das atividades da Unicamp ainda depende da conclusão do primeiro semestre letivo.

Cerca de 30% das notas das turmas de graduação e de pós ainda não foram lançadas no sistema de registro acadêmico da Unicamp. Não há perspectivas para o fim da paralisação, que já dura dois meses. Docentes e servidores, de braços cruzados contra o congelamento de salários das categorias, prometem endurecer o movimento a partir da próxima semana. A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) ainda não se manifestaram sobre mudanças de calendários.

A próxima negociação salarial entre o fórum de entidades sindicais das universidades e o conselho de reitores das estaduais será feita somente no dia 3 de setembro […] Saiba mais

Leia também:

USP, 80 anos

Greve dos professores

Servidores de universidades federais entram em greve

Governador do Piauí corta ponto dos fazendários em greve

Tags: