O Hexa talvez se…

edisonf2webpEdison Farah

19 horas, 8 de julho de 2014, em S.Paulo

Como era previsível para qualquer analista isento, que isolasse o emocional, o Brasil caiu hoje, nesta fatídica 3.ª feira, 8 de julho. Véspera do nosso 9 de julho,  que comemora nossa altaneira reação aos desmandos da ditadura Vargas. Cruel “homenagem” ao movimento que pretendia plantar as bases de  uma nação. Uma democracia de verdade, moderna, atendendo à expectativa da vanguarda que caracterizava a elite paulista.

Democracia à qual nunca logramos atingir de fato nesta terra.

Teríamos o Hexa se marcássemos, e não tomássemos estes 7 gols abaixo:
1- Houvesse seriedade na gerencia de país, e então haveria seriedade nas demais esferas da vida social.
2- Não  fosse nosso futebol, e praticamente todos os demais esportes aqui, administrados da mesma forma desonesta e burlesca como todas as instituições públicas.
3- Não fosse a alta direção do futebol brasileiro empalmada por um mesmo grupo cartorial que o domina desde o início do século 20.
4- Tivéssemos: a) Educação; b) Saúde; c) Segurança.
5- Tivéssemos ídolos que não sejam apenas os artificiais criados no futebol, mas valorizássemos os verdadeiros heróis que tornam uma sociedade vigorosa, pujante, destemida, e, principalmente, justa!
6- Tivéssemos n’alma, indelével, o sentimento da cidadania, permanente, e não apenas nas arenas olímpicas.
7- Tivéssemos enfim logrado plasmar aqui a nossa Nação.

Teríamos o Hexa se fossemos uma Nação, pois até agora, se ganhamos os outros mundiais, isto se deu simplesmente porque os demais países não sabiam jogar futebol.

Agora todos aprenderam e, sendo sérios nas suas intenções e com agremiações honestas, o Brasil nunca mais ganhará qualquer Copa de futebol, a não ser quando lograrmos ter construído a Nação, e isto só acontecerá daqui uns 50 anos, se houver uma revolução cósmica agora, com o surgimento de um  projeto de pátria rígido, para então nos tornarmos naquilo que não conseguimos nestes 500 anos: uma Nação!

Mas que dói, dói.

Foi humilhante, desastre total, absoluto.

Estamos com o coração despedaçado.

Haja lágrimas. Estamos no chão, de vez!

Merda!

Em tempo: Deus ama Neymar Jr.!
Poupou-o deste vexame, que traumatizaria o garoto  que inicia sua vida.

farah.edison@gmail.com

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5 Comentários to “O Hexa talvez se…”

  1. Temos que parar de confundir um mero esporte com patriotismo. Essa palhaçada de cantar o hino somente em estádios. Temos que cobrar mais, fazer mais.

    Foi anunciado um Projeto de Lei para conceder uma pensão vitalícia no teto na Previdência(não que isso seja grande coisa) a uma atleta que sofreu um acidente nos seus treinamentos e perdeu os movimentos. Não sou insensível em achar que ela não mereça, mas quem de nós conseguiríamos uma pensão nesse valor num acidente de trabalho e sem a comprovação de suas contribuições? Acho que nós colocamos nossos atletas num patamar que a maioria deles não merecem, enquanto temos muitas outras coisas para nos preocuparmos.

    Expliquem-me como apreciar um esporte que têm compromisso com o erro, em que o Presidente de sua entidade máxima faz piada com erros de arbitragem, em que se recusa a modernização. Vemos as safadezas que ocorrem no futebol brasileiro, times sendo privilegiados descaradamente. Alguém pode citar alguma empresa que tem mais de R$ 700 milhões em dividas e continuar aberta, porque os clubes de futebol podem, e a maior parte desse dinheiro é Tributo, então estão lesando a mim a você.

    O pior de tudo isso é continuarmos apreciando esta MERDA!!!

  2. Concordo. E discordo. Não devemos radicalizar, para o pior, baseados numa derrota esportiva. E as vitórias na medicina, arquitetura, agronomia… na liberdade…liberdade …liberdade??? Vejamos o velho( e moderníssimo) adágio: nem tanto ao céu…nem tanto ao mar…

  3. Tendo me referido ao 9 de julho, que marca o levante de São Paulo Paulo contra os desmandos dos governo central, recomento a matéria de hoje no Estadão, que transcrevo abaixo.
    Serve para os mais novos, que talvez,pela deficiência de nossa educação hoje em dia sequer sabem o que houve no 9 de julho no Brasil.
    Suas lutas, seus tantos percalços, perdas e sofrimentos durante a guerra valeram e muito; e por seus legados e exemplos pessoais para todos nós, seus filhos e netos, agradecemos sempre.
    Este Nove de Julho coincide com a data nacional da Argentina, independência da Argentina, o que também é motivo de orgulho para nós, pois assinalam épocas dignas quando patriotas se empenhavam para erguer, afirmar, e construir Nações no Novo Mundo.
    Parabéns á Argentina, que, como nós hoje, sofre com a mediocridade de “políticos” que não merecem o povo que têm, e que destroem tudo o que foi conseguido de forma incruenta por seus ancestrais.
    Almejo que hoje no Itaquerão, no único campo de batalha onde as nacionalidades se afirmam neste tempos tão chinfrins que vivemos, a Argentina resgate a dignidade dos sul-americanos.

    “O legado deixado pela Revolução de 32
    EDISON VEIGA
    Quarta-Feira 09/07/14
    No aniversário do 9 de Julho, historiadores destacam que movimento foi pioneiro na opção pela industrialização e na emancipação feminina”

    Foto: Acervo Estadão

    A criação da Universidade de São Paulo (USP), a opção pela industrialização, o aprendizado da mobilização popular e até a emancipação feminina. Esses foram os maiores legados indiretos citados por historiadores sobre o movimento constitucionalista de 1932, cujo aniversário do primeiro dos 87 dias de combate celebra-se hoje, feriado de 9 de Julho, mais importante data cívica paulista.
    O Estado foi derrotado nas trincheiras – com 634 constitucionalistas mortos, conforme atesta o historiador Marco Antônio Villa, em seu livro 1932: Imagens de uma Revolução -, mas a democracia venceu. “Entrego o governo de São Paulo aos revolucionários de 1932”, anunciou o presidente Getúlio Vargas no dia 16 de agosto, ao nomear interventor o civil e paulista Armando de Salles Oliveira, depois eleito governador pela Assembleia.
    Julio de Mesquita. As intervenções na política paulista, aliás, motivaram o conflito. O principal líder civil do movimento foi o jornalista Julio de Mesquita Filho (1892-1969), então diretor do jornal O Estado de S. Paulo e principal articulador da Frente Única Paulista. Essa liderança ficou clara em 25 de janeiro de 1932 – cinco meses antes da eclosão do conflito. Na ocasião, mais de 100 mil pessoas marcharam da Praça da Sé à sede do Estado, então na Rua Boa Vista, para ouvir a saudação de Mesquita Filho, que discursou. “Anulada a autonomia de São Paulo, o Brasil se transformou num vasto deserto de homens e de ideias”, disse, da sacada da redação.
    Foi essa pressão paulista que deixou pavimentado o caminho para a Constituição de 1934, como pondera o jornalista e escritor Lira Neto, autor da trilogia Getúlio. Mas os estudiosos vão além disso, ao apontar o legado do movimento. “Não fosse a Revolução, a Universidade de São Paulo (USP) não teria sido criada”, diz o sociólogo e escritor José de Souza Martins. Quando Salles Oliveira assumiu o governo paulista, ele convidou Julio de Mesquita Filho para coordenar a criação da universidade – inaugurada em 1934. “Foi uma reação de São Paulo, derrotado nas armas, investir na educação e na cultura. É a maneira de ‘derrotar o inimigo’ pelo saber.”
    Outra consequência foi a opção pela industrialização, começando por São Paulo. “Vargas não venceu sozinho. Na verdade, ele venceu perdendo”, diz Martins. “Na Revolução de 1932, ele derrotou gente como (engenheiro, político e industrial paulista) Roberto Simonsen. Mas, em acordo não escrito com os derrotados, Simonsen se transformou no principal assessor informal do governo federal para a industrialização.”
    O escritor Lira Neto acredita que o movimento serviu também para que o povo aprendesse a se unir por uma causa. “Sem entrar no mérito da questão em si, acredito que a mobilização popular foi um grande legado”, comenta. “Pois mesmo o movimento tendo partido da elite, ele se espraiou para o restante da sociedade. Isso contagiou a população como um todo. Todo mundo se uniu em torno da mesma bandeira, a paulista.”
    Estudioso do movimento revolucionário de 1932, o empresário Raul Corrêa da Silva concorda. “Como o Brasil não teve uma experiência de guerra em sua história, tivemos proclamações da Independência e da República sem derramamento de sangue, a Revolução de 1932 acabou se tornando um grande marco para mostrar que com o povo não se brinca.”
    Mulher. O estudioso lembra a mudança de postura da mulher paulista no período, em que a sociedade não costumava ver com bons olhos quando senhoras deixavam os afazeres domésticos para se embrenhar em algum trabalho. “A mulher foi constitucionalista. Se antes ela só ficava em casa, durante a Revolução foi fazer uniformes, foi para as fábricas, foi produzir material para as batalhas. Houve uma mudança de postura”, defende ele. “Mas o grande legado foi a democracia. E a lição: se for necessário que São Paulo vá às armas de novo, São Paulo irá”, afirma. “Há uma frase da época que diz: ‘São Paulo é a favor do Brasil quando precisa e contra o Brasil se for preciso’.”

    Reportagem publicada originalmente na edição impressa do Estadão, dia 9 de julho de 2014

  4. Ainda sobre a “tragédia”, que está nos remoendo, meu “brimo”, Luis Nassif, postou hoje ótima análise sobre o “nosso”futebol, apontando soluções que, “mutatis mutandi”, são as mesmas para soerguer este país em frangalhos: trabalho honesto com politicas públicas eficazes.
    Leiam.

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    qui, 10/07/2014 – 06:00 – Atualizado em 10/07/2014 – 15:24

    Luis Nassif

    A derrota do Brasil para a Alemanha proporcionou uma bela discussão em meu blog sobre os rumos do futebol brasileiro (http://goo.gl/m8R8kP).

    O modelo atual de organização do futebol permitiu a exportação, cedo, dos principais craques, sua formação em escolas estrangeiras e a dificuldade de consolidar a cultura brasileira de futebol na nova geração.

    A Alemanha passou pelo mesmo drama e se renovou.

    ***

    A renovação alemã começou após o vexame da Eurocopa de 2000, quando caiu na primeira fase. Foi montado um plano para em uma década devolver à Alemanha o status de potência futebolística.

    Em doze anos foi investido US$ 1 bilhão em academias e centros de treinamento para jovens, em um total de 366 centros. A missão foi conferida à DFB (Associação Alemã de Futebol), ligada ao governo. Cerca de mil técnicos passaram a treinar 25 mil jovens.

    Depois, a DFB reformulou a Bundesliga – o campeonato nacional – impondo uma política financeira rígida, com um manual de 200 páginas especificando normas financeiras. Três vezes por ano os clubes são obrigados a enviar relatórios sobre suas atividades.

    No Brasil, entre 2011 e 2012 as dívidas dos 23 principais clubes aumentaram 17%, atingindo R$ 4,72 bilhões. E a CBF jamais desenvolveu qualquer política de incentivo à formação de jogadores.

    ***

    A implantação de qualquer modelo, no entanto, esbarra na estrutura política das confederações.

    A legislação permite que presidentes de clubes sejam votados por conselhos compostos de conselheiros permanentes, eternizando os esquemas de poder. Além disso, das 29 federações que elegem o presidente da CBF, cinco estados mantém a hegemonia, praticamente comprando os votos dos estados menores.

    Foi esse mesmo modelo que João Havelange levou para a FIFA, comprando apoio de países africanos até ser derrubado pelo esquema Joseph Blatter – empregando os mesmos métodos. E que permite o controle do esquema Ricardo Teixeira-Marin na CBF, do “Caixa Dágua” no Rio de Janeiro, de Nicolas Leoz e Jack Warner na Confederação Sulamericana e do Caribe.

    ***

    Esse modelo é blindado pela aliança com grandes grupos de mídia, que ajudam a consolidar o poder financeiro desses esquemas. Foi assim na tentativa de moralizar o futebol e o campeonato com o Clube dos 13 e de abrir o leilão para os direitos de arena (de transmissão). A Globo comprou o apoio de dois clubes relevantes e esmagou a resistência.

    ***

    Os 7 x 1 da Alemanha sobre o Brasil talvez ajudem a abrir uma verdadeira discussão sobre o futebol.

    Mais do que nunca, o futebol necessita ser tratado como política pública, a exemplo do que foi feito na Alemanha. Será necessário aprimorar a regulação.

    A capacidade de perpetuação dos cartolas reside nos modelos de eleição e na parceria com a Globo, para lhe assegurar o monopólio das transmissões esportivas.

    O arejamento do setor passa pelas seguintes medidas:

    acabar com o monopólio das transmissões esportivas e com toda forma de abuso de poder;

    mudar a lei que permite a eternização dos dirigentes, permitindo inclusive a criação de modelos de capital aberto;

    enquadrar os clubes esportivos, visando a transparência e a solidez financeira;

    uma ação pesada das autoridades contra as práticas criminosas comuns no setor, especialmente aquelas ligadas à lavagem de dinheiro.”

  5. Bato sempre na mesma tecla: o jogo contra Alemanha foi tudo armado. Era pra CBF, digo, Seleção Brasileira de Futebol, perder da Alemanha mesmo, por isso deram um jeito de tirar o “craque” Neymar, para não participar do vexame e perder valor de mercado. Só não vê quem não quer ver.
    Ainda bem que deixaram muitas evidências da fraude, para aqueles mais “espertos” pesquisarem, perceberem e não mais se enganerem com o circo.

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