Sinais de uma eleição sindical VII – Tudo ou nada!

teo.seminariog3Teo Franco

A estratégia adotada pela cúpula sindical, de conseguir uma única emenda de reajuste de 40% no valor do subsídio do governador (subteto), causou estranheza entre os colegas. Um dia depois da votação do PLO 943/13, alguns perguntavam: “Mas não teve nenhuma outra emenda, pelo menos, com a correção inflacionária?” Outros, mais indignados:

A categoria foi consultada se queria correr o risco da questionável postura do “tudo ou nada”?

Mas o que todos queriam saber mesmo era quem é o deputado subscritor da emenda nº 1, Carlão Pignatari (PSDB). E, se, na conturbada legislatura que derrubou 14 vetos do governador, não havia espaço para se buscar apoio, pelo menos, da ala rebelde do PSDB, forçando assim, entre tantos projetos de interesse do governo, articulações para uma votação negociada do PLO. Ou será que houve conversações e o PLO virou outro tipo de moeda de troca? É pra se pensar, caro colega, o que é que estão fazendo em nome da nossa categoria.

A tal emenda foi derrubada de pronto pelo plenário da Assembleia Legislativa-SP, recebendo voto contrário unicamente do PSOL e PDT. E o PT da oposição paulista, onde estava? Em resumo: Na estratégia do “tudo ou nada”, continuamos com NADA.

De tempos em tempos, reclamam os líderes sindicais que “somos tutelados” e “nos servem o prato pronto”, então por qual razão não se realizou, ao menos, consulta aos “donos” do sindicato, seus filiados, que regularmente contribuem com a mensalidade?

Com a palavra a Alta Cúpula do Sinafresp!

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9 Comentários to “Sinais de uma eleição sindical VII – Tudo ou nada!”

  1. Já fiz um comentário anterior sobre a subserviência da Assembleia Legislativa ao governador.
    Mas, onde estavam os dois deputados Agentes Fiscais de Rendas na hora da votação? Por que os deputados presentes do Psol e PDT presentes não pediram verificação de presença já que o plenário estava com pouquíssimos deputados?
    Seria o medo de perder as benesses do governador? O certo é que para os deputados primeiro venha à mim e depois quem sabe se houver oportunidade para os funcionários. Se esquecem esses senhores que os Agentes Fiscais de Rendas são os responsáveis por seus salários, sua verba pessoal e suas emendas em favor de suas bases políticas.
    Vai me doer muito se o nosso Estado cair em mãos petistas, mas, nós Agentes Fiscais de Rendas e nossas famílias não poderemos mais votar no PSDB e, então no Sr. Alckmin, nem pensar.

  2. Téo, tava na cara que era embromação. O governador não ia arrumar pra cabeça em ano de eleição. Viva a falsidade!!!

  3. Teo, colegas.
    Parece-me que o ocorrido não está corretamente interpretado. O Sinafresp sabia que as chances eram pequenas. Para marcar posição, foi pedido aquele que é nosso objetivo. Se, a qualquer momento, houvesse a sinalização de que o Governo aceitaria algum reajuste, uma emenda de plenário seria apresentada.
    Logo não se tratou de tudo ou nada. Tratou-se, isto sim, de sinalização ao Governo dos objetivos da classe quanto ao teto.

  4. Gustavo, você acredita mesmo nesse blá blá blá de sinalização ao governo?

    • Júlia,
      Na gestão passada eu era crítico da ideia de que deveríamos tentar apresentar uma proposta palatável para o Governo “se não estávamos em negociação”. Ou seja, se não estamos em negociação, se o Governo não se dispôs a conversar sobre o assunto, sou favorável a apresentarmos aqueles que são os nosso pleitos. Em uma mesa de negociação, evidentemente acho que poderíamos aceitar um valor inferior.
      Logo, acho que isto não se tratou de blá-blá-blá. A estratégia pode ser criticada, mas acho que a interpretação do ocorrido colocada neste artigo não estão correta.
      Um abraço,

  5. Gustavo, talvez o que realmente aconteceu, tenha sido excesso de individualismo, pra não dizer prepotência, por parte da Alta Cúpula Sindical. Em nenhum momento, a plebe foi consultada, nem informada, muito menos mobilizada. Este artigo tentou, apenas, retratar os reflexos, do ocorrido, no ambiente de trabalho, cujo local, diga-se de passagem, sequer aparece o Representante Regional (pelo menos no caso de Campinas), aposentado pouco antes de eleito, de vez em quando manda um emailzinho padrão. Somente isto. Nada mais.

    • Teo,
      Quanto à política de comunicação ou mobilização do Sindicato, acho mesmo que há problemas nesta área. Só quis dar outra visão do evento em si, votação do PLO do teto. Acho que as críticas dos colegas e deste blog podem ajudar o Sinafresp a ajustar sua conduta às expectativas da classe.
      Um abraço,

  6. Como todos, estou desapontado com a postura do Sinafresp neste epsódio (mais uma decepção!). Não moveu uma palha na mobilização da classe e tampouco costurou um arco maior de aliança com os deputados (envolvendo nessa articulação nossos colegas deputados).
    Parece-me que a direção do Sinafresp jogou para a platéia, Por quê: para esconder sua omissão? ou sua incompetência? ou seu isolamento político?
    Não acredito em ingenuidade, não da diretoria de um sindicato
    Que interesses perseguem? visto que não são os da classe ….

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