O Fisco violado II – Bolsa amigos

teo.seminariog3Teo Franco

Um político pensa na próxima eleição; um estadista, na próxima geração
(James Clarke)

No artigo anterior desta série, chamamos de governantes absolutistas aqueles que fazem mau uso do Fisco, intimidando e amedrontando virtuais adversários políticos. Mas, o contrário, também, é largamente utilizado pelos republicidas, quando pretendem agradar os amigos aliados, concedendo benefícios fiscais às empresas e facilidades para o bom desempenho – e fartos lucros – de seus negócios.

Dizem que essa amizade entre candidatos a cargos públicos e empresários decorre do sistema de financiamento das campanhas políticas, que, como uma engrenagem bem ajustada, consegue manter em funcionamento o “sistema”, onde, a cada quatro anos elege o político, que por sua vez, nos próximos quatro, lubrifica a “máquina” para que lhe dê suporte na reeleição, e assim, continua girando a roda gigante no parque das ilusões do eleitor.

Mas esse comportamento de ajuda mútua, perniciosa à sociedade, não é exclusividade brasileira. Na Itália, o polêmico ex-premiê Silvio Berlusconi acaba de ser condenado por fraude fiscal ao superfaturar, na aquisição de direitos de transmissão de programas de TV para seu império audiovisual, o grupo Mediaset, entre 2000 e 2003. O campeão de escândalos, chamado de “Il Cavaliere”, apesar da condenação, não deve ir preso por conta de sua idade avançada, 76 anos […] Continue lendo

2 Comentários to “O Fisco violado II – Bolsa amigos”

  1. Como funciona a rede de corrupção do rei dos laranjas e dos caixas de campanha

    Do rol de clientes de Assad constam mais de 130 empresas que pagaram 1 bilhão de reais por serviços que quase nunca foram prestados

    O empresário paulista Adir Assad… trocou o ramo dos eventos pelo de engenharia. Mais especificamente, aquela engenharia perversa que garante o repasse de dinheiro, sob a forma de propina e caixa dois eleitoral, a servidores públicos e políticos corruptos. A mudança de área de atuação teve efeitos imediatos. O faturamento das empresas de Assad cresceu 574 vezes em quatro anos, ele enriqueceu e, de quebra, trocou o noticiário de celebridades pelo policial, sob a suspeita de coordenar um esquema de distribuição clandestina de recursos estimado em 1 bilhão de reais.

    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/a-bilionaria-contabilidade-do-empresario-fantasma

  2. Cabral põe tesoureiro do PMDB para fiscalizar grandes empresas no Rio

    Como conselheiro de agência reguladora de transportes, Arthur Vieira Bastos vai vigiar grupos que doaram R$ 8,9 milhões para o partido em 2006 e 2010

    Arthur Vieira Bastos, atual chefe de gabinete do secretário estadual da Casa Civil Régis Fichtner e primeiro-tesoureiro do PMDB no Rio, foi nomeado na última sexta-feira conselheiro da Agetransp, a agência reguladora que fiscaliza metrô, trem e barcas no estado do Rio. Diante da missão de vigiar e, eventualmente, punir as concessionárias pelos reincidentes transtornos causados aos passageiros, ele estreita sua relação com empresários que abasteceram os cofres do diretório fluminense do PMDB e das últimas campanhas de Cabral ao Palácio Guanabara, em 2006 e 2010.

    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/cabral-escala-tesoureiro-do-pmdb-para-fiscalizar-grandes-empresas-no-rio

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