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outubro 20, 2013

Sinais de uma eleição sindical VI – Fim do ano dourado

teo.seminariog3Teo Franco

Na semana passada a diretoria do Sinafresp deu um passo estratégico, compareceu ao gabinete do deputado estadual AFR Vitor Sapienza, pela primeira vez, no décimo mês de mandato. A notícia divulgada pelo sindicato não detalha o conteúdo da conversa, portanto, atribui-se a “visita de cortesia”, pura e simples.

Não era sem tempo esse acontecimento, visto que uma postura altiva e soberba nada contribui no campo político. O que mais conta é a humildade e a reunião de forças. Sempre, sim, com a inegociável independência, mas nunca com arrogância.

O que temos visto é que esta gestão, também, não conseguiu agregar forças com carreiras nobres/típicas do funcionalismo estadual, procuradores, promotores e magistrados, dentre outras. Continua, tão somente, buscando aliados junto a FESSP, além dos servidores dos fiscos de outros estados, na inglória luta pelas incensadas PEC’s em Brasília.

Além da perda causada pela renúncia de seu próprio (diretor) tesoureiro, a gestão esqueceu-se inteiramente da promessa de campanha de trabalhar em parceria com a co-irmã Afresp. Não vimos nenhum evento político que pudesse demonstrar, ao menos de fachada, essa (tão sonhada) união.

Nas vésperas de encerramento do primeiro ano de mandato (período de ouro), ainda não começamos a debater temas internos importantes do dia-a-dia, através de grupos de trabalho, seminários, etc. A pergunta é: Como faremos o estatutário Conefip (Congresso Estadual), sem nenhum preparo ou ensaio? E o que dizer do fracasso nas tentativas de encontro com o Chefe da Pasta, o sr. secretário da Fazenda. Difícil acreditar que teremos, ao menos, o reajuste inflacionário deste ano.

Até o momento, o que temos ouvido, mais uma vez, é, tão somente, sobre a Lei Orgânica, que há mais de 20 anos entra e sai da pauta das diversas gestões, sem contudo conseguir avaliar qual o quilate de apoio político temos para que isto, um dia, se concretize no mundo real.

As publicações na mídia, que na gestão passada, chegou a ser utilizada como retaliação, neste mandato não foi efetivada, nem mesmo como mera publicidade no campo da cidadania. Temos deixado de fazer o básico que várias carreiras em todo o Brasil já fazem a tempos. É sabido que, cada vez mais, a área de Comunicação & Marketing é primordial para qualquer atividade de interesse público, assim, a carreira fiscal tem a responsabilidade de manter, com regularidade, inserções na mídia esclarecendo a população sobre temas relevantes. Jamais por vingança, mas por dever, pois só com ações despartidarizadas conseguiremos caminhar na direção do respeito e valorização de nossa carreira.

O primeiro ano (dourado) esta terminando, 2014 (segundo) será de prata e 2015 (terceiro) o de bronze…

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