Ah ééé?!!!. Relaxe:

viana-sebastiaoSebastião Amaro Viana Filho*

Ter o salário vinculado ao subsídio do Desembargador do Estado, como é atualmente em alguns estados da federação, é menos pior do que estar vinculado ao subsídio do Governador do Estado de São Paulo. Penso até que, enquanto não for votada a PEC 05/2011 – que agrega em seu substitutivo a PEC 89/2007 – vamos, todos nós servidores públicos estaduais, continuar a mercê de decisões paliativas, polêmicas e restritivas, como a que ocorreu recentemente no Estado do Rio Grande do Norte. Enquanto isso, continuamos sofrendo um vergonhoso confisco salarial (o famigerado redutor salarial), instituído por uma reforma levada a efeito por parlamentares corruptos e descarados lá pelos idos de 2003, isso pra não ir mais longe retroagindo no tempo.

A verdade é uma só: o redutor salarial foi criado para tapar buracos no caixa da contabilidade dos governantes que não merecem créditos no desempenho de suas tarefas eletivas do cotidiano. Por essas razões, penso que os salários dos servidores públicos de quaisquer esfera de governo (Federal, Estadual, Distrital e Municipal), deveria estar vinculado aos subsídios dos Ministros do STF, o que a meu ver seria menos pior, e assim, o corte salarial seria iniciado na parte de cima do escalão daqueles que exercem o poder no comando de nossa nação brasileira. É claro que pensando dessa forma estou sendo até um tanto quanto otimista. Mas, mesmo tendo os vencimentos mensais vinculados aos subsídios dos Ministros do Supremo, a polêmica iria continuar, e que  bom seria se houvesse corte atingindo os verdadeiros altos salários ao invés de prejudicar os pobres servidores, principalmente, os fiscais de rendas e auditores fiscais estaduais que, por dever de ofício, fazem alavancar a arrecadação tributária nos Estados.

O que dirão minhas netas – ah ééé?!!!. Até quando, meu Deus?!!!

*Agente Fiscal de Rendas (SP) aposentado desde 2009. É bacharel em Ciências Contábeis, foi Consultor fiscal e tributário na COAD –Contadores e Advogados – Revista Fiscal. Em 1988, ingressou na carreira, no PFF-Florínea, logo depois atuou em Marília. Foi Corregedor Fiscal na CORCAT.

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