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julho 19, 2013

Homenagem ao amigo Hugo Mescolin Gaudereto

carlospeixotomCarlos H. Peixoto

Os franceses são considerados resmungões, xingam e reclamam por qualquer motivo. Recentemente, cem mil franceses saíram às ruas para protestar contra o casamento gay, uma bobagem, que em nada afeta a vida dos que desejam se relacionar com o sexo oposto. Nunca estive em Paris, não sei falar porra nenhuma em francês, mas li em sítio especializado que os franceses são mestres em pronunciar a palavra “merde”, com a classe que a língua lhes confere.

Merda pra você e pra mim! — desejam-se os atores antes de entrar em cena. Como saudação de boa sorte, votos de sucesso, diz a lenda urbana, o uso da palavra merda no meio teatral surgiu da quantidade do estrume deixado pelos cavalos que transportavam os espectadores até o teatro ambulante, montado na rua ou na praça. Quanto mais merda, mais público; quanto maior o público mais os atores se empenhavam. E quanto melhor a apresentação, mais a merda se acumulava. Merda virou sinônimo de glória. “Nem uma doce oração, nem sermão, nem comício à direita ou à esquerda fala mais ao coração do que a voz de um colega que sussurra “merda”, cantou Caetano Veloso na música “MERDA”.

[…] E por falar em religião, no último dia 10 de julho de 2013 desencarnou de seu corpo sofrido o espírito livre de meu amigo Hugo Mescolin Gaudereto, economista, descendente de alemães por parte de mãe, um mineiro de alma carioca. Conversar com o Hugo era um convite ao hilário, ocasião pra deixar de lado o cinismo matreiro do mineiro (amante da pátria, do pão de queijo com café quente, do sexo atrás da moita, da família e da tradição) […] Continue lendo

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