O dia em que o fiscal da calça listrada…

…por dever de ofício, apreendeu o gado do delegado de polícia

carlospeixotomCarlos H. Peixoto

Toda história do tempo de Jesus começa com a expressão “naquele tempo”. Tempus fugit. Tempo que nos escapa entre os dedos. O tempo é o mestre e senhor da oportunidade. “O tempo e eu contra outros dois”, disse Baltasar Gracián. “Tempo, tempo, tempo, entro num acordo contigo”, cantou Caetano, antes dos cabelos brancos.

Se um dia alguém for contar minha história, por absoluta falta de assunto, digam apenas que ingressei no Fisco quando terminava a era do fiscal da calça listrada. Naquele tempo, o agente do Erário dependia da caneta e da coragem pra ganhar a vida — a verdade tributária era apreendida de forma direta —, quando o fato representativo da exação tinha que “casar” com o que se lia na escritura, no ato da inspeção. Nos dias de hoje, com a utilização massiva da informática, inaugurou-se o poder do simulacro eletrônico: um contribuinte que nunca existiu emite nota fiscal eletrônica, documento que tem existência apenas digital, com o intuito de documentar uma operação de circulação de mercadorias ou uma prestação de serviços que nunca ocorreu, visando gerar direitos em favor de terceiros […] Leia a crônica completa

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