Origem dos Ditos Populares

Waldeban Medeiros

waldeban“Agora Inês é Morta”!

É comum, diariamente, uma expressão popular ser pronunciada para ilustrar um trecho de uma conversa sem, no entanto, nos depararmos para saber sua origem. Esses tais ditos, que são chamados de “expressões populares”, nascem ao bel prazer dos acontecimentos e quase sempre são deturpadas por aquelas pessoas que as ouvem inicialmente e saem divulgando da melhor forma que lhes achar conveniente, surgindo daí uma fonte inesgotável do mais puro folclore sertanejo. Quem, por acaso, já escutou a expressão “agora Inês é morta” custa a acreditar que a mesma nasceu num foco completamente diferente do que se imagina, desde quando ela foi pronunciada pela primeira vez.

Conta o folclore que numa pequena cidade do sertão paraibano, Maria estava radiante com a sua gravidez de nove meses, depois de esperar quase três anos para ganhar barriga, coisa incomum para os padrões locais. Alegre, mas temerosa, agarrou-se com alma e fé em Santa Inês com a promessa de que, se o rebento fosse feminino, já que à época não havia ultrassom para determinar antecipadamente o sexo da criança, daria o nome da padroeira da pureza e da castidade.

 Como por milagre, eis que nasce justamente uma linda e robusta criança. Movida pela alegria e contentamento, ela logo determinou ao marido, o Zé de Felismino, que fosse correndo ao Cartório registrar a filha com o nome de Inês, conforme a promessa:

Zé, preste atenção, o nome é Inês Felismino de Jesus, não esqueça! […] Leia a continuação do conto

2 Comentários to “Origem dos Ditos Populares”

  1. Caro colega, creio que este dito vem da história de Inês de Castro, lá de portugal. Amante de D. Pedro I. Portanto neste caso o dito não vem de folclore, e sim de uma história real.

  2. Meu caro Fernando,
    concordo com você. Entretanto, no meu estilo de escrever, eu uso os casos reais ou fictícios e deles faço paródias, uma licença dada ao poeta e escritor. O título do livro que está no prelo chama-se justamente “Causos com Z e Com S” por misturar histórias reais com as imaginárias, dai a trilogia “Origem dos ditos populares” que reúne além da “Inês agora é Marta” + “Quem tem boca vaia Roma” (do verbo vaiar) e “Quem não tem caça como gato” e não com gato, como a gente está acostumado a ouvir. Portanto, são histórias tiradas do real para o imaginário, sempre dando uma conotação sertaneja ao fato, região brasileira riquíssima no folclore.

PARTICIPE, deixando sua opinião sobre o post:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: