Contradições no processo do Mensalão

Sérgio Salomão Shecaira

Professor titular de Direito da USP analisa o resultado e o encaminhamento do processo na Ação Penal 470. Ele analisa o processo, os argumentos das defesas e da acusação e faz um balanço de um processo que, para ele, só será compreendido na sua totalidade quando o tempo se encarregar de desanuviar o momento contagiado por preconceito e pouca lucidez.

“Juízes foram repórteres investigativos!”

Nihil humani a me alienum puto

Mao Tsé-Tung, principal líder da revolução chinesa, foi indagado por um repórter estrangeiro, logo após a vitória dos comunistas na guerra civil, qual a opinião sobre a Revolução Francesa de 1789. O líder comunista, mais de cento e cinquenta anos depois, responde que “ainda era muito cedo para avaliar”.

Fico pensando comigo mesmo se tão acentuada cautela não deveria ser usada quando me perguntam qual a consequência do Julgamento do Mensalão. Afinal de contas, com o processo sem o trânsito em julgado e com decisões incidentais que se darão ao longo deste ano, e eventualmente do próximo, melhor seria nos calarmos. Ademais, acompanhei o julgamento de longe. Não li o processo e somente recebi, como todos os brasileiros, informações diuturnas pela imprensa. Enfim, falar agora sobre o tema pode parecer, aos olhos orientais, altamente imprudente. Embora cedo para avaliar, vou correr o risco […] Leia o artigo na íntegra

Leia também:

O julgamento do Julgamento – 1º Capítulo

O julgamento do Julgamento – 2º Capítulo

O julgamento do Julgamento – 3º Capítulo

O julgamento do Julgamento – 4º Capítulo

O julgamento do Julgamento – Final

One Comment to “Contradições no processo do Mensalão”

  1. Interessantíssimo esse artigo do Prof. Shecaira. Profundo, lúcido e preciso. Tem muito em comum com os nossos artigos da série O Julgamento do Julgamento, creio que estamos na mesma linha, embora os nossos artigos não tenham o mesmo brilho, certamente.
    Parabéns ao Teo por trazer a matéria e parabéns ao brilhante Prof. Shecaira.
    A propósito, sugiro que quem puder assista ao filme LINCOLN, do Spielberg. Lá consta uma razoável semelhança com o nosso caso do mensalão, embora em proporção mais discreta. O filme dramatiza a compra de consciências para aprovar a abolição da escravatura, mediante distribuição de cargos, inclusive um deles de “fiscal alfandegário”. E o Lincoln até comenta, em certo diálogo, que aquele voto saiu barato…

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